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Aplicação da Densitometria Óssea na Osteoporose

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Information about Aplicação da Densitometria Óssea na Osteoporose
Science-Technology

Published on February 22, 2014

Author: latin_alligator

Source: authorstream.com

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Aplicação da Densitometria Óssea na Osteoporose: Aplicação da Densitometria Óssea na Osteoporose Introdução: Introdução As fraturas osteoporóticas são reconhecidas hoje como um dos maiores problemas em saúde pública As mulheres brancas, com idade dos 65 aos 84 anos apresentam 90% das fraturas do quadril e coluna, 70% de fraturas do antebraço e 50% das fraturas em outros locais causadas por osteoporose Introdução: Introdução Somente nos Estados Unidos, durante o ano de 1995, os custos com fraturas osteoporóticas excedeu os U$ 13 bilhões, 2/3 das quais foram fraturas do colo do fêmur. ¼ dos pacientes com fratura do colo do fêmur morre após um ano, enquanto que os sobreviventes ficam incapacitados e dependentes. Introdução: Introdução O crescente reconhecimento das morbidade e mortalidade atribuídas à osteoporose, fizeram com que a industria farmacêutica procurasse novas estratégias terapêuticas para prevenir a fratura. Ao mesmo tempo procurou-se novas técnicas radiológicas para avaliar a integridade do esqueleto. Introdução: Introdução Mapeamentos feitas com aparelhos especializados medem a densidade mineral óssea (BMD) na coluna e fêmur. Entre estas técnicas a que mais se popularizou foi a densitometria óssea feita com DEXA (dual X-ray absorptiometry). Graças à sua alta precisão, calibração estável e baixa dose de radiação, este exame é excelente para o diagnóstico e avaliação do tratamento na osteoporose. Introdução: Introdução Apesar da popularidade da densitometria óssea da coluna e fêmur, continua a pesquisa por outras modalidades de imagem, como a densitometria de fóton único para o antebraço. Também tem se popularizado a ultrasono-metria do calcâneo. Os estudos de ultrasonometria feitos no calcâneo (QUS), medem a atenuação ultrasônica da faixa larga (BUA) e a velocidade do som (SOS) no osso. Densitometria óssea e risco de fratura: Densitometria óssea e risco de fratura Podemos descrever a osteoporose como uma doença sistêmica do esqueleto, caracterizada por uma diminuição da massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e do risco de fratura. Densitometria óssea e risco de fratura: Densitometria óssea e risco de fratura Devido à grande disponibilidade dos sistemas de densitometria óssea, a OMS resolveu definir a osteoporose nas medidas providas por estes equipamentos. A osteoporose é definida como um valor de BMD –2,5 desvios padrões abaixo da média da população adulta jovem de referência. Densitometria óssea e risco de fratura: Densitometria óssea e risco de fratura Os primeiros estudos prospectivos para se avaliar a associação entre densitometria óssea e risco de fratura, data dos anos ’70 e foram baseados em medidas feitas no antebraço feitas com SPA. Posteriormente, outros estudos com SPA feitos no rádio e calcâneo, como também estudos feitos com DEXA na coluna, foram capazes de predizer os riscos de fratura. Densitometria óssea e risco de fratura: Densitometria óssea e risco de fratura Como a osteoporose é uma doença sistêmica, o BMD medido em um local reflete o risco de fratura em outros locais. Entretanto, existem várias evidências mostrando que o risco de fratura em um determinado local é melhor estimado pelo BMD daquele local. Densitometria óssea e risco de fratura: Densitometria óssea e risco de fratura Estudos mais recentes descrevem predição de risco de fratura baseado em medidas de ultrasom no calcâneo. Os resultados do estudo francês EPIDOS, feito em 5662 mulheres com 75 anos ou mais e que foram seguidas durante 2 anos, mostraram: Os índices de risco de fratura para fraturas do quadril foram de 2.0, 1.9 e 2.1 para BUA, SOS e o BMD do colo do fêmur, respectivamente. Densitometria óssea e risco de fratura: Densitometria óssea e risco de fratura Cummings e cols. estudaram um grupo de 8134 mulheres com 65 anos ou mais e que estavam inscritas no Study of Osteoporotic Fractures (SOF). O índice de risco para fratura do quadril variou de 1,5 a 2,8 para o triângulo de Ward no quadril, baseado em medidas do BMD no rádio. Técnicas atuais de densitometria óssea DEXA: Técnicas atuais de densitometria óssea DEXA O fundamento principal desta técnica está baseado na medida da transmissão de raios-X de dois fótons de diferente energia. Devido a dependência do coeficiente de atenuação no número atômico e energia do fóton, a medida dos fatores de transmissão com dois energias, permite que se calcule a densidade de dois tipos de tecido diferentes. Técnicas atuais de densitometria óssea DEXA: Técnicas atuais de densitometria óssea DEXA Na densitometria estes dois tecidos diferentes são o mineral ósseo (hidroxiapatita) e partes moles. Um mapeamento DEXA, ou simplesmente densitometria, é um mapa pixel a pixel da densidade mineral óssea no campo examinado. Tecnologia da Densitometria: Tecnologia da Densitometria Fonte de raios-X (produz fótons com duas energias diferentes, com perfis de atenuação distintos) Fótons Colimador (pinhole for pencil beam, slit for fan beam) Paciente Detector (detecta 2 tipos de tecido – osso e partes moles) Baixa radiação para o paciente. Pouca radiação secundária para o técnico Densitometria da coluna e do quadril: Densitometria da coluna e do quadril Estes são os locais comumente estudados, devido ao significado clínico da coluna e fêmur como locais de fratura osteoporótica. O conceito de que a medida no local de interesse é o melhor indicador de risco de fratura, faz com que devamos medir o BMD em locais diferentes. Densitometria da coluna e do quadril: Densitometria da coluna e do quadril Embora a osteoporose seja uma doença sistêmica, o fator de correlação entre os BMDs de diferentes locais é de aproximadamente 0,7. Portanto, o BMD de um local não pode predizer o risco de fratura de um outro. Densitometria da coluna e do quadril: Densitometria da coluna e do quadril Nos pacientes idosos, não podemos confiar no BMD da coluna óssea, devido às mudanças degenerativas próprias da idade. Nestes pacientes, deve-se tomar como referência o BMD do colo do fêmur. Densitometria da coluna e do quadril: Densitometria da coluna e do quadril A medida da densidade mineral óssea da coluna é de bastante interesse porque ali existe um rápido ‘turnover’ do osso trabecular metabolicamente ativo, presente nos corpos vertebrais. Assim sendo, a coluna responde rapidamente aos efeitos do envelhecimento e de doenças. Geralmente, a BMD é medida apenas na incidência PA, pois existe muita controvérsia quanto ao uso da incidência lateral. Densitometro: Densitometro Medida da densidade fêmur: Medida da densidade fêmur MEDIDA DA ALTURA DA VERTEBRA LOMBAR: MEDIDA DA ALTURA DA VERTEBRA LOMBAR MEDIDA DA DENSIDADE OSSEA NA COLUNA: MEDIDA DA DENSIDADE OSSEA NA COLUNA Locais de medida do BMD na coluna: Locais de medida do BMD na coluna Densitometria da coluna e do quadril: Densitometria da coluna e do quadril Existem vários locais de medida na densitometria do fêmur. Até pouco tempo, o consenso existente era de que o colo do fêmur seria o melhor local. Contudo, segundo as recomendações mais recentes do International Committee for Standards in Bone Measurements (ICSBM), o fêmur deveria ser medido como um todo. Locais de medida da BMD no fêmur: Locais de medida da BMD no fêmur Densitometria periférica com Rx único (SXA): Densitometria periférica com Rx único (SXA) Apesar da popularidade dos sistemas desenvolvidos para medida da densidade mineral óssea na coluna e fêmur, tem havido constante evolução dos instrumentos para se medir o esqueleto periférico. Nestes aparelhos a densidade mineral óssea é medida no antebraço do paciente. Densitometria periférica com Rx (SXA) ou fóton únicos (SPA): Densitometria periférica com Rx (SXA) ou fóton únicos (SPA) A fonte de irradiação pode ser um tubo de Raios-X ou uma fonte de I-125. As vantagens destes aparelhos são: Pequena área ocupada. Baixo custo. Dose de radiação muito pequena. Desvantagem. O antebraço não representa um local de fratura importante como a coluna ou o quadril. Ultrasom Quantitativo do Osso: Ultrasom Quantitativo do Osso Uma das técnicas de medida do esqueleto periférico que mais se popularizou nos últimos tempos foi a QUS do calcâneo. O interesse nesta técnica foi despertado após um trabalho publicado que mostrou a relação entre esta medida e a fratura do quadril em anciãs. O calcâneo é utilizado como local de medida porque ele tem bastante osso trabecular e é uma região que suporta o peso do corpo, tendo um padrão semelhante ao da coluna. Vantagens da ultrasonometria: Vantagens da ultrasonometria Uma das principais vantagens da ultrasonometria do calcâneo é que o equipamento não usa Raios-X ou qualquer radiação ionizante. Custo reduzido em comparação com o sistema DEXA. Pequeno tamanho e portabilidade. Maior disseminação, pois o aparelho não fica restrito a clínicas e hospitais. Aparelho de ultrasonometria: Aparelho de ultrasonometria Relatório de uma densitometria: Relatório de uma densitometria A informação contida no relatório inclui uma imagem do mapeamento da coluna ou fêmur. O resultado da densidade mineral óssea (BMD) da região estudada em g/cm2. Um gráfico contendo o resultado do paciente e sua comparação com uma população de referência de adultos jovens e de um grupo de referência com a mesma faixa etária do(a) paciente. Relatório de uma densitometria: Relatório de uma densitometria BMD: BMD O primeiro parâmetro a ser examinado no relatório deve ser o BMD (densidade mineral óssea). Ele expressa a massa de osso mineralizado por unidade de área projetada (g/cm2). Ele é medido em regiões de interesses (ROI) sobre L2-L4 ou L1-L4 na coluna. No fêmur ele é medido no colo ou toda a região do quadril. BMD Padronizado: BMD Padronizado Os valores de BMD medidos em diferentes equipamentos mostram valores díspares, devido a fatores sistemáticos entre os equipamentos: Diferenças no desenho do equipamento. Diferentes algorítmos na detecção da margem óssea. Diferentes calibrações. BMD Padronizado: BMD Padronizado Para resolver este problema o comitê ICSBM recomendou procedimentos de calibração cruzada entre os diferentes equipamentos. Foi feito um estudo com 100 mulheres sadias, com idade entre 20 e 80 anos. Elas foram examinadas em três aparelhos de diferentes fabricantes: Norland XR26 Mark II, Lunar DPX-L, Hologic QDR-2000. BMD Padronizado: BMD Padronizado Valores de BMD padronizado da coluna (L2-L4) (expressos em mg/cm2) foram derivados dos dados dos fabricantes utilizando-se fórmulas de correção: Para os instrumentos Hologic : sBMD = 1000 [BMD Hologic × 1.0755] Para instrumentos Lunar : sBMD = 1000 [BMD Lunar × 0.9522] Para instrumentos Norland : sBMD = 1000 [BMD Norland × 1.0761] A concordância destes valores está em torno de 2-5% Valores normais: Valores normais Para ser clinicamente útil, os valores de BMD encontrados devem ser relacionados com um população de referencia sadia. Esta população é descrita em termos de BMD médio e pareada com idade, sexo e raça. O relatório do fabricante inclui geralmente um gráfico de valores normais com o valor encontrado no paciente, plotado em comparação à população sadia jovem (20-39 anos) e com uma população de referencia da mesma faixa etária do paciente. Valores normais: Valores normais T-score: T-score O T-score é um parâmetro largamente utilizado na interpretação dos resultados da densitometria. Ele mede a relação do BMD do paciente em relação com a população jovem de referencia, manifestado como Desvio Padrão (SD). T-score: T-score O grupo de trabalho da OMS publicou um relatório sobre a interpretação do BMD, dividindo os pacientes em 4 categorias. Normal: BMD não menor que – 1 DP da média do BMD do adulto jovem. Osteopenia: BMD está situado entre –1 DP e –2,5 DP abaixo da média do BMD do adulto jovem. Osteoporose: BMD abaixo de -2,5 DP abaixo da média do BMD do adulto jovem. Osteoporose estabelecida: BMD abaixo de -2,5 DP abaixo da média do BMD do adulto jovem + fratura osteoporótica. Z-score: Z-score O Z score compara o resultado do exame do paciente com os de grupo de pessoas da mesma idade, peso, sexo e etnia. Este índice é útil quando se quer determinar se existe outro fator, além da idade, que esteja contribuindo para a perda óssea Z-score: Z-score Um Z-score menor que -1,5 desvio padrão pode indicar outros fatores que estejam levando à diminuição da densidade mineral óssea Entre estes fatores temos: tiroideopatias, má nutrição, interação medicamentosa, fumo, etc.

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