Anais IX Jornada - 2007

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Information about Anais IX Jornada - 2007

Published on May 11, 2014

Author: SOBRAMES

Source: slideshare.net

Anais IX JornadaIX JornadaIX JornadaIX JornadaIX Jornada Médico-Médico-Médico-Médico-Médico-Literária PLiterária PLiterária PLiterária PLiterária Paulistaaulistaaulistaaulistaaulista Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Regional do Estado de São Paulo SOBRAMES-SP Jundiaí - São Paulo - Brasil 27 a 30 de setembro de 2007

SOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORESSOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORESSOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORESSOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORESSOCIEDADE BRASILEIRA DE MÉDICOS ESCRITORES RRRRRegional do Estado de São Pegional do Estado de São Pegional do Estado de São Pegional do Estado de São Pegional do Estado de São Pauloauloauloauloaulo SOBRAMES - SPSOBRAMES - SPSOBRAMES - SPSOBRAMES - SPSOBRAMES - SP Diretoria Gestão 2007/2008 CarCarCarCarCargos Eletivosgos Eletivosgos Eletivosgos Eletivosgos Eletivos Presidente: Helio Begliomini Vice-presidente: Josyanne Rita de Arruda Franco Primeiro secretário: Maria do Céu Coutinho Louzã Segundo secretário: Evanir da Silva Carvalho Primeiro tesoureiro: Marcos Gimenes Salun Segundo tesoureiro: Ligia Terezinha Pezzuto Conselho FConselho FConselho FConselho FConselho Fiscaliscaliscaliscaliscal Efetivos: Flerts Nebó Arary da Cruz Tiriba Luiz Jorge Ferreira Suplentes: Carlos Augusto Ferreira Galvão Geováh Paulo da Cruz Helmut Adolf Mataré A IX Jornada Médico-literária PIX Jornada Médico-literária PIX Jornada Médico-literária PIX Jornada Médico-literária PIX Jornada Médico-literária Paulistaaulistaaulistaaulistaaulista é uma realização da SOBRAMES - SP - Sociedade Brasileira de Médicos EscritorSOBRAMES - SP - Sociedade Brasileira de Médicos EscritorSOBRAMES - SP - Sociedade Brasileira de Médicos EscritorSOBRAMES - SP - Sociedade Brasileira de Médicos EscritorSOBRAMES - SP - Sociedade Brasileira de Médicos Escritoreseseseses Regional do Estado de São Paulo Endereço para correspondência: Av.Prof. Sylla Mattos, 652 - apto.12 - Jardim Santa Cruz - São Paulo - SP - CEP 04182-010 sobrames@uol.com.br Copyright 2007 © dos Autores A Comissão Organizadora da IX Jornada Médico-literária Paulista foi composta pelos integrantes da atual diretoria Projeto Gráfico e Diagramação:Projeto Gráfico e Diagramação:Projeto Gráfico e Diagramação:Projeto Gráfico e Diagramação:Projeto Gráfico e Diagramação: Rumo Editorial Produções e Edições Ltda. E-mail:E-mail:E-mail:E-mail:E-mail: rumoeditorial@uol.com.br

“““““A sabedoria consiste em comprA sabedoria consiste em comprA sabedoria consiste em comprA sabedoria consiste em comprA sabedoria consiste em compreendereendereendereendereender que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.”que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.”que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.”que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.”que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.” Ralph Waldo Emerson (1803-1882), poeta, ensaísta e filósofo norte-americano. Tenho o prazer de apresentar os Anais da IX Jornada Médico-Literária Paulista, cujo palco escolhido foi a aprazível cidade de Jundiaí. Aliás, local histórico para a nossa querida Sobrames do estado de São Paulo, visto que, em 1991, há 16 anos, ocorria aí mesmo a primeira da série. Nossa entidade evoluiu ao longo do tempo, pois nossos costumeiros encontros literários bienais, realizados pelo interior do estado, não eram, em suas primeiras versões, registrados em livros. Além de nossa “imaturidade” administrativo-organizacional pela pouca experiência de outrora, tínhamos parcos recursos humanos e insignificantes condições financeiras do que ora dispomos, embora, atualmente, ainda contamos com um restritíssimo e apertado orçamento. Parece incrível acreditar, mas, à época, o microcomputador estava apenas engatinhando(!), recurso então custoso, disponível a poucos privilegiados. A utilização do microcomputador facilitou enormemente a vida e o trabalho, conquista essa que faz recordar aforismos anacrônica e paradoxalmente seculares de Thomas Fuller (1654-1734), escritor inglês: “a ação é o verdadeiro fruto do conhecimento” e “nada é bom ou mau se não for por comparação”. A confecção dos Anais das jornadas da Sobrames – SP, onde se registram os trabalhos, seus respectivos autores, assim como os participantes, tornou-se factível com o tempo e com o tirocínio de seus sucessivos administradores, possibilitando que os eventos fossem devidamente guardados e melhor preservados das intempéries, assim como da traição da memória. Nesta IX Jornada Médico-Literária Paulista inscreveram-se previamente 18 autores além de acompanhantes, totalizando 27 participantes. Neste livro encontram-se em suas 110 páginas, 27 textos em versos e 34 em prosas. Os participantes deste evento tiveram a oportunidade ímpar de escutar diretamente dos autores, de viva voz, a apresentação de seus trabalhos e prelibar seus conteúdos, além de fazerem perguntas ou comentários que julgassem necessários. Para aqueles que não tiveram a prazerosa oportunidade de participar desta jornada, estes Anais registram mais um empreendimento da nossa querida Sobrames paulista. Por fim, mas não menos importante, torna-se oportuno consignar nossos calorosos agradecimentos aos diletos confrades Josyanne Rita de Arruda Franco e Marcos Gimenes Salun, que, de forma amistosa e carinhosa, não mediram esforços ao longo de nove meses de trabalho, para que tudo pudesse ser feito da melhor forma possível. Eis aqui o supra-sumo sobriamente exornado da IX Jornada Médico-Literária Paulista, onde, em suas linhas se depreende o talento dos escritores e, nas entrelinhas, se encontra tacitamente um singelo testemunho das virtudes de seus organizadores. Helio Begliomini Presidente de Sobrames – SP (2007-2008). AprAprAprAprApresentaçãoesentaçãoesentaçãoesentaçãoesentação

5 A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, Regional do Estado de São Paulo, foi fundada em 16 de setembro de 1988 e congrega mais de cem membros titulares, acadêmicos, colaboradores, eméritos, honorários e beneméritos. Basicamente a sociedade é constituída por médicos escritormédicos escritormédicos escritormédicos escritormédicos escritoreseseseses de literatura NÃO-CIENTÍFICA, além de escritores de outras formações profissionais (advogados, engenheiros, jornalistas, dentistas, arquitetos, etc..). PPPPPizzas Literáriasizzas Literáriasizzas Literáriasizzas Literáriasizzas Literárias Em 1989 surgiu a idéia de se reunir os colegas ao redor de uma mesa de pizza, como acontecera por ocasião da fundação da entidade. A reunião mensal tornou-se uma tradição e foi intitulada “Pizza Literária”. Desde então é realizada em uma pizzaria de São Paulo, com uma freqüência que costuma beirar trinta pessoas. Nesta, além de se saborear uma deliciosa pizza, tomar um chope e bater papo com os amigos, tem-se a oportunidade de ouvir os trabalhos dos colegas e também apresentar os seus. Tem-se, também, a possibilidade de encontrar colegas de outras especialidades e formados nas mais diversas faculdades, além de sócios não médicos das mais variadas profissões. Todos com uma paixão em comum: a literatura. As reuniões de 2007 têm acontecido na terceira quinta-feira de cada mês, na pizzaria BONDE PAULISTA, na Rua Oscar Freire, 1597 – à partir de 19h30. Jornadas e CongrJornadas e CongrJornadas e CongrJornadas e CongrJornadas e Congressosessosessosessosessos A cada dois anos a Regional de São Paulo promove uma Jornada Médico-literária. Estas já se realizaram em diversas cidades do interior paulista: JundiaíJundiaíJundiaíJundiaíJundiaí – de 27 a 29 de setembro de 1991 Bragança PBragança PBragança PBragança PBragança Paulistaaulistaaulistaaulistaaulista – de 28 a 30 de maio de 1993 SantosSantosSantosSantosSantos – de 24 a 26 de novembro de 1995 Campos do JorCampos do JorCampos do JorCampos do JorCampos do Jordãodãodãodãodão – de 28 a 30 de agosto de 1997 Águas de São PÁguas de São PÁguas de São PÁguas de São PÁguas de São Pedredredredredrooooo – de 16 a 19 de setembro de 1999 BotucatuBotucatuBotucatuBotucatuBotucatu – de 27 a 30 de setembro de 2001 Campos do JorCampos do JorCampos do JorCampos do JorCampos do Jordãodãodãodãodão – de 25 a 28 de setembro de 2003 SerSerSerSerSerra Negrara Negrara Negrara Negrara Negra - de 22 a 25 de setembro de 2005. Nos anos pares é realizado um Congresso Nacional da SOBRAMES. Em 1994 e 1998, este ocorreu em São Paulo, organizado por nossa regional. O XXI Congresso Brasileiro aconteceu de 20 a 23 de abril de 2006, na cidade de Maceió – AL. A cidade de Fortaleza sediará o próximo congresso, em 2008. Sociedade BrasileiraSociedade BrasileiraSociedade BrasileiraSociedade BrasileiraSociedade Brasileira de Médicos Escritorde Médicos Escritorde Médicos Escritorde Médicos Escritorde Médicos Escritoreseseseses Regional do Estado de São Paulo

6 Eventos internacionaisEventos internacionaisEventos internacionaisEventos internacionaisEventos internacionais Além da existência de regionais da SOBRAMES na maioria dos estados brasileiros, seus membros também participam em algumas associações em outros países, como é o caso da LISAME - Liga Sul Americana de Médicos Escritores, com sede em Buenos Aires – Argentina; UMEM – União Mundial de Escritores Médicos, com sede em Lisboa – Portugal, cujo congresso se realizou em Viana de Castelo - Portugal, de 27 de setembro a 3 de outubro de 2004, contando com representação da SOBRAMES paulista; UMEAL – União de Médicos Escritores e Artistas de Língua Lusófona, com sede em Lisboa – Portugal, dentre outras. PublicaçõesPublicaçõesPublicaçõesPublicaçõesPublicações JornalJornalJornalJornalJornal - Desde 1992 a SOBRAMES-SP publica o informativo mensal “O Bandeirante” que é distribuído aos membros da regional paulista, diversos confrades de outras regionais, além de entidades culturais no Brasil e no exterior. Por vários anos publicou o suplemento literário, as “Páginas Sobrâmicas”, trazendo textos literários dos membros da Regional de São Paulo. À partir de 2001 a publicação ganhou o título de “Suplemento Literário”, e continua sendo publicado mensalmente, como encarte do jornal “O Bandeirante”. Desde janeiro de 2007 o jornal “O Bandeirante” passou a ser distribuído pela internet, para mais de 1000 destinatários no Brasil e no Exterior. ColetâneasColetâneasColetâneasColetâneasColetâneas - A Sociedade já editou nove coletâneas com trabalhos dos membros: “Por um Lugar ao Sol” (1990) “A Pizza Literária” (1993) “A Pizza Literária - segunda fornada” (1995) “Criação” (1996) “A Pizza Literária - quinta fornada” (1998) “A Pizza Literária - sexta fornada” (2000) “A Pizza Literária – sétima fornada” (2002) “A Pizza Literária – oitava fornada” (2004) “A Pizza Literária – nona fornada” (2006). AntologiasAntologiasAntologiasAntologiasAntologias - Em 1999, editou-se a “I Antologia Paulista”, contendo todos os trabalhos das “Páginas Sobrâmicas” nos seus dois primeiros anos de publicação (abril 1997 a março de 1999). Em 2000 foi publicada a II Antologia Paulista, desta vez com trabalhos inéditos dos sócios. A série de antologias continuou e já conta com cinco volumes, tendo os demais sido publicados em 2001, 2003 e 2005. Em setembro de 2007 está sendo lançada a VI Antologia Paulista. Concursos literáriosConcursos literáriosConcursos literáriosConcursos literáriosConcursos literários Em 1997, foi instituído o concurso para A Melhor Poesia do Ano, Prêmio “Bernardo de Oliveira Martins” e, a partir de 1999, o concurso para A Melhor Prosa do Ano, Prêmio “Flerts Nebó”, dos quais participam todos os membros da SOBRAMES-SP que apresentam seu textos nas Pizzas Literárias. Estes certames visam dar estímulo à criatividade dos autores membros da SOBRAMES, tendo em vista a característica meramente diletante de seus participantes. Trimestralmente acontece um desafio literário intitulado SUPERPIZZA, onde os escritores são convidados a produzir um texto em prosa ou verso sobre um tema sugerido. Em janeiro de 2007 foram introduzidos dois novos concursos que têm como objetivo incentivar os integrantes da sociedade a participar de suas atividades. Trata-se do “Prêmio Rodolpho Civile”, de Assiduidade e o “Prêmio Aldo Mileto” de Melhor Desempenho.

7 DirDirDirDirDiretoriaetoriaetoriaetoriaetoria A cada dois anos a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, regional do Estado de São Paulo elege em assembléia uma nova diretoria. Na atual gestão (biênio 2006/2007) a diretoria está assim composta: PPPPPrrrrresidente:esidente:esidente:esidente:esidente: Helio Begliomini; VVVVVice-price-price-price-price-presidente:esidente:esidente:esidente:esidente: Josyanne Rita de Arruda Franco; PPPPPrimeirrimeirrimeirrimeirrimeiro-secro-secro-secro-secro-secretário:etário:etário:etário:etário: Maria do Céu Coutinho Louzã; Segundo-secrSegundo-secrSegundo-secrSegundo-secrSegundo-secretário:etário:etário:etário:etário: Evanir da Silva Carvalho; PPPPPrimeirrimeirrimeirrimeirrimeiro-tesouro-tesouro-tesouro-tesouro-tesoureireireireireiro:o:o:o:o: Marcos Gimenes Salun; Segundo-tesourSegundo-tesourSegundo-tesourSegundo-tesourSegundo-tesoureireireireireiro:o:o:o:o: Lígia Terezinha Pezzuto; Conselho FConselho FConselho FConselho FConselho Fiscal Efetivos:iscal Efetivos:iscal Efetivos:iscal Efetivos:iscal Efetivos: Flerts Nebó, Arary da Cruz Tiriba, Luiz Jorge Ferreira; Conselho FConselho FConselho FConselho FConselho Fiscal Suplentes:iscal Suplentes:iscal Suplentes:iscal Suplentes:iscal Suplentes: Carlos Augusto Ferreira Galvão, Geováh Paulo da Cruz, Helmut Adolpho Mataré. Como participarComo participarComo participarComo participarComo participar Podem tornar-se membros da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores todos os médicos, de qualquer especialidade, e todos os acadêmicos de medicina, em qualquer ano do curso, mediante simples solicitação de sua inscrição, e bastando que sejam também escritores de literatura NÃO-CIENTÍFICA, em qualquer gênero literário (romance, crônica, conto, poesia, ensaios, etc.). Também podem tornar-se membros da SOBRAMES-SP os ESCRITORES de qualquer outra formação profissional, apresentados por outros membros da sociedade. A solicitação será aprovada mediante análise da diretoria e existência de quorum na forma de seu estatuto. Os membros contribuem financeiramente com uma anuidade de pequeno valor. Os custos de algumas atividades da SOBRAMES-SP são pagos pelos participantes, como por exemplo, despesas de hospedagem em congressos e jornadas e despesas de consumo nas reuniões denominadas Pizzas Literárias. Associe-seAssocie-seAssocie-seAssocie-seAssocie-se Para obter outras informações sobre a SOBRAMES-SP ou para tornar-se membro, envie correspondência para e-mail SOBRAMES@UOL.COM.BRSOBRAMES@UOL.COM.BRSOBRAMES@UOL.COM.BRSOBRAMES@UOL.COM.BRSOBRAMES@UOL.COM.BR..... Pelo correio você poderá obter ficha de inscrição escrevendo para: Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Av.Prof.Sylla Mattos, 652 - apto. 12 Jardim Santa Cruz - São Paulo - SP CEP 04182-010

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9 IndiceIndiceIndiceIndiceIndice Evanil PEvanil PEvanil PEvanil PEvanil Piririririres de Camposes de Camposes de Camposes de Camposes de Campos Mistérios da Alma Observações sobre o impressionismo 2727272727 Guaracy LourGuaracy LourGuaracy LourGuaracy LourGuaracy Lourenço da Costaenço da Costaenço da Costaenço da Costaenço da Costa Eu receitei um desmaio O Direito apregoa: a Vida é o Bem Maior O início da vida do Ser Humano Relato verdadeiro: minha viagem no tempo 4343434343 Helio BegliominiHelio BegliominiHelio BegliominiHelio BegliominiHelio Begliomini Dignidade, Ética e manipulação da Vida Humana Misamply e Lolobay Quimeras do tempo Transcurso 4949494949 Geováh PGeováh PGeováh PGeováh PGeováh Paulo Da Cruzaulo Da Cruzaulo Da Cruzaulo Da Cruzaulo Da Cruz A nanopoesia Assombração No meu tempo é que era bom Pentafonia em Rô 3535353535 Carlos Augusto FCarlos Augusto FCarlos Augusto FCarlos Augusto FCarlos Augusto Ferererererrrrrreira Galvãoeira Galvãoeira Galvãoeira Galvãoeira Galvão A bondade universal O argentino pitateado 2323232323 Flerts NebóFlerts NebóFlerts NebóFlerts NebóFlerts Nebó Ciúmes O conto Os folgados Só 3030303030 José Carlos SerufoJosé Carlos SerufoJosé Carlos SerufoJosé Carlos SerufoJosé Carlos Serufo Ao final, Criador... És? Do laringo, ambu e assemelhados. Reflexões a partir de um suicidado 5656565656 Aida Lúcia Pullin DalAida Lúcia Pullin DalAida Lúcia Pullin DalAida Lúcia Pullin DalAida Lúcia Pullin Dal Sasso BegliominiSasso BegliominiSasso BegliominiSasso BegliominiSasso Begliomini O jantar O piano O tempo Oração a Deus Pai 1313131313 Alcione Alcântara GonçalvesAlcione Alcântara GonçalvesAlcione Alcântara GonçalvesAlcione Alcântara GonçalvesAlcione Alcântara Gonçalves Síndico do Amor Louvação à Bahia Esperança Elucubrações sobre a natureza divinal 1818181818

10 MarMarMarMarMarcos Gimenes Saluncos Gimenes Saluncos Gimenes Saluncos Gimenes Saluncos Gimenes Salun Cada coisa em seu lugar Novo dia Para uma palavra qualquer Quinze poetrix 8282828282 Nelson JacinthoNelson JacinthoNelson JacinthoNelson JacinthoNelson Jacintho A alma do poeta Erro de cálculo O médico na feira Que saudade 9595959595 RRRRRodolpho Civileodolpho Civileodolpho Civileodolpho Civileodolpho Civile O milagre brasileiro O Otelo do Bexiga 101101101101101 Zilda CormackZilda CormackZilda CormackZilda CormackZilda Cormack Arestas Costumes modernos Espirradeira O perú de Natal 105105105105105 LLLLLuiz Joruiz Joruiz Joruiz Joruiz Jorge Fge Fge Fge Fge Ferererererrrrrreiraeiraeiraeiraeira Água lavada Flap Flip Super-homem 7272727272 Josyanne Rita de ArJosyanne Rita de ArJosyanne Rita de ArJosyanne Rita de ArJosyanne Rita de Arruda Fruda Fruda Fruda Fruda Francorancorancorancoranco Alameda dos ciprestes Dormindo sob o arco-íris Fantasia Tercetos para Bilac 6666666666 Maria do Céu Coutinho LouzãMaria do Céu Coutinho LouzãMaria do Céu Coutinho LouzãMaria do Céu Coutinho LouzãMaria do Céu Coutinho Louzã O jardineiro e a paineira Solidão 9090909090 Manlio Mario MarManlio Mario MarManlio Mario MarManlio Mario MarManlio Mario Marco Napolico Napolico Napolico Napolico Napoli Diagnósticos e prognósticos Prodígios dos pés da bailarina 7878787878 José RJosé RJosé RJosé RJosé Rodrigues Louzãodrigues Louzãodrigues Louzãodrigues Louzãodrigues Louzã Alvorecer Jundiaí Os meus quadros Um barulho estranho 6060606060

11 IX JornadaIX JornadaIX JornadaIX JornadaIX Jornada Médico-literária PMédico-literária PMédico-literária PMédico-literária PMédico-literária Paulistaaulistaaulistaaulistaaulista Obras LiteráriasObras LiteráriasObras LiteráriasObras LiteráriasObras Literárias Bem-vindos!Bem-vindos!Bem-vindos!Bem-vindos!Bem-vindos! Josyanne Rita de ArJosyanne Rita de ArJosyanne Rita de ArJosyanne Rita de ArJosyanne Rita de Arruda Fruda Fruda Fruda Fruda Francorancorancorancoranco Que bom é estarmos juntos Tornando inesquecíveis nossas lembranças Enchendo o ar de risos E as mãos atadas com a esperança. É tempo de sermos bem mais que amigos Em torno à mesa, paz e bonança. Na prosa e verso dizendo beleza Na confraria que é nossa aliança. A primavera há pouco chegou Derramando flores aqui e ali Trazendo ternura em letra e arte Aos pés desta serra, em Jundiaí. Que todos os dias nos sejam perfume E cada noite nos seja estrelada, Luzindo a lua e os vaga-lumes Na alegria da IX Jornada.

13 Aida Lúcia PullinAida Lúcia PullinAida Lúcia PullinAida Lúcia PullinAida Lúcia Pullin Dal Sasso BegliominiDal Sasso BegliominiDal Sasso BegliominiDal Sasso BegliominiDal Sasso Begliomini Engenheira São Paulo - SP O jantarO jantarO jantarO jantarO jantar No ar uma mistura de madeira queimada e uma leve essência de canela e cravo. O aconchego do interior contrastava com a noite fria e escura vista através da vidraça. O vinho pela metade em taças enormes estava sendo degustado de forma que durasse o suficiente para eternizar aqueles momentos. A conversa fluía com tanta facilidade, fruto de uma intimidade adquirida ao longo dos anos de convivência. Viagens inesquecíveis eram relembradas, momentos familiares importantes eram comentados, os amigos eram enumerados. A comida fora só um detalhe a mais. Pasta al dente escondida numa enorme salsa de camarões, vôngoles, tomatinhos pouco apurados, partidos ao meio e salpicada por pedacinhos de alhos bem crocantes, em vez de queijo ralado umas boas colheradas de salsinha picada. Ao fundo, suavemente não querendo incomodar uma seleção de bossa nova como que cantada ao pé do ouvido. O olhar de um encontrava o do outro e uma química perfeita os envolvia, pequenas delicadezas eram trocadas enquanto que o roçar das mãos, em uma demonstração clara de carinho produziam sensações conhecidas e aqueciam mais ainda aquela sala já quente pelo calor da lareira. O riso rolava solto, principalmente após as taças de vinho. Estavam apaixonados e tudo naquele momento levava a aflorar ainda mais esse sentimento. O chocolate quente derretido do petit gateau contrastava com o gelado do sorvete de creme acompanhado de grandes morangos vermelhos, produzindo uma sensação gustativa fantástica. Para finalizar um pequeno cálice de Amarula. O café expresso e a conta. Prepararam-se para sair recolhendo e colocando os casacos esquecidos na cadeira ao lado. Abraçados, aconchegados, saciados e felizes se foram.

14 O pianoO pianoO pianoO pianoO piano Existem objetos na vida das pessoas que não valem somente o quanto pesam. Quem tem um piano, sabe exatamente o que estou falando. Desde que me conheço por gente, e olha que já posso contabilizar algumas boas décadas, o piano de tonalidade escura, quase negra, bem polido, austero, envolto numa certa áurea de tradição sempre esteve presente num canto nobre da sala de nossa casa. Ele fora adquirido anos antes por minha mãe com muito sacrifício, tão logo ela se formou em engenharia e conseguiu seu primeiro emprego como professora da Escola Politécnica. Ainda criança, ao redor dos cinco anos fui introduzida no universo da musica, sendo alfabetizada nessa área por uma professora que morava algumas casas abaixo da nossa. Lá ia eu pequenina, aprender a tocar as teclas desse instrumento tão maravilhoso. Dessa época me recordo muito bem de ter conseguido aprender o “Peixe vivo”, canção popular, que muitos anos após vim, a saber, ser uma das preferidas de Juscelino Kubitchek. Minha mãe tocava piano muito bem e algumas vezes pedíamos algumas músicas que no nosso universo infantil eram as mais apreciadas. Uma que recordo ser a nossa preferida era a que tinha uma arvore de natal na capa da partitura. Só que queríamos que ela tocasse a capa e não a partitura. O piano também era associado a alguns momentos doces, como quando sentada praticando alguns exercícios, escutava a buzina do carro de meu pai e sabia que tinha voltado do mercado e com certeza traria o chocolate “Diamante Negro” que eu tanto gostava. Um pouquinho maior fui ter aulas de piano no colégio das freiras onde cursei o primário e era semi-interna. Ate hoje não entendo por que as minhas outras irmãs também não foram introduzidas ao estudo da musica. Nessa fase, alem das aulas práticas, tinha aulas de solfejo que eu executava, sem entender exatamente porque era necessário ficar levantando e abaixando a mão ao ritmo de um compasso finalizando com um suave toque na mesa. Era comum no colégio as apresentações musicais para os familiares. Começava com uma bandinha que eu e minhas irmãs menores participávamos, ora tocando, reco-reco, ora triangulo, ou outro instrumento que emitisse algum som diferente. Nunca me esqueço que minha mãe nos levava ao cabeleireiro e fazíamos uns penteados estranhos, altos e cheios de laquê. O ponto alto porem eram as apresentações de piano. Na hora em que eu tocava o piano, alem da ansiedade e medo de errar uma tecla, havia aquela emoção forte de estar conseguindo extrair através dos dedos nas teclas duras do piano, sons melodiosos e harmônicos. Um pouco depois durante a época do ginásio, ainda tive algumas professoras de piano que vinham em casa dar aulas. Mas naquela fase os interesses eram outros e eu fui aos poucos perdendo a motivação, em parte pela rebeldia típica dos adolescentes e também por que fui percebendo que só conseguia tocar músicas com partituras na frente. Na verdade o que eu mais queria era sentar no piano e tocar as músicas

15 populares da época. Em geral as partituras eram defasadas anos em relação às músicas que eu queria tocar e eu percebi que não conseguia tirá-las de ouvido. Tocava as clássicas, mas sem me dar conta, fui me afastando do piano ate chegar um tempo em que parei de tocar. O piano continuava no canto da sala. Triste, pois a exceção de minha mãe ninguém se interessava por ele. Após uma longa reforma na casa, ele foi transferido para um salão e dominava com a sua austeridade o ambiente informal e sempre cheio de jovens que vinham para os nossos bailes e festas. Anos se passaram, os filhos saíram de casa, a família aumentou com a vinda dos novos filhos, netos, tantos móveis trocados, sofás reestofados e ele lá. Engraçado como ele se incorporou no espírito da família, apesar da falta de cultura musical da nova geração. Minha mãe a questão de alguns anos teve que se mudar para um apartamento. Surgiu o dilema, o que fazer com o piano? Ela não mais tocava, devido ao estado avançado de sua doença. Minhas irmãs e irmão também não. Mas, tal qual um membro da família, ele não podia ser desprezado e muito menos entregue a alguém que não lhe desse o devido valor. Movida por um sentimento forte, quem sabe saudosismo da infância, lembranças de momentos felizes vividos junto aos meus pais, avó e irmãos e que deixaram um doce gosto de saudade levei o piano para casa. Coloquei o também num ponto nobre da sala e quando o olho, não posso deixar de admirá-lo por tudo que ele já presenciou e viveu no seio de nossa família. Não me considero a dona dele, mas sim a guardiã de uma relíquia de família, que espero algum dia seja levada por alguns dos netos ou quem sabe bisnetos que venham se identificar com a música.

16 O tempoO tempoO tempoO tempoO tempo Do tempo se colhe o ontem, o hoje e o amanhã. O ontem é uma caixa fechada, Cuja chave no tempo se perdeu Nela os caminhos foram traçados, Reflexos de ações, reações e soluções. Restando ao final Simples lembranças de algo vivido, Ou o que é pior, deixado de viver. O hoje é o real È o que efetivamente vivemos, Para alguns é tão efêmero, Para outros uma verdadeira eternidade, Pode ser o início de tudo, o nascimento. Ou o final derradeiro, a morte. È o resultado dos atos do ontem, Combinado com o que realizamos no agora. Serão usados no amanhã O futuro é arrojado, Dele tudo se espera, É nele que colocamos as mais altas expectativas È nele que confiamos nossos sonhos È para ele que rezamos todos os dias. È dele que esperamos a felicidade Passado, presente, futuro. Três palavras simples, Porém carregam com a força do seu sentido A essência da vida

17 Oração a Deus POração a Deus POração a Deus POração a Deus POração a Deus Paiaiaiaiai Deus pai,Deus pai,Deus pai,Deus pai,Deus pai, Por esse mundo tão conturbado, Onde valores são ameaçados, O bem e o mal são sinônimos A humanidade ainda não percebeu Que irmãos todos somos, Dai-nos a vossa pazDai-nos a vossa pazDai-nos a vossa pazDai-nos a vossa pazDai-nos a vossa paz Por este país, Tão cheio de contrastes Rico por natureza, pobre por opção, Onde criancinhas são abandonadas, Seviciadas, desnutridas e mal amadas. PPPPPerererererdoai-nos por nossa omissãodoai-nos por nossa omissãodoai-nos por nossa omissãodoai-nos por nossa omissãodoai-nos por nossa omissão Por esta cidade, metrópole do mundo, Capital da solidão embora fervilhante de gente Onde se vive com medo, Carros blindados, vidros cerrados RRRRRogai por nósogai por nósogai por nósogai por nósogai por nós Por este bairro, Favela de um lado, mansão do outro, Jovens perdidos, drogados, em ambos os lados. Reflexos de uma sociedade desestruturada PPPPPrrrrrotejei-nos do malotejei-nos do malotejei-nos do malotejei-nos do malotejei-nos do mal Por esta rua, Pessoas ausentes, desconhecidas. Muros altos, grades nas janelas, Pseudo-segurança em guaritas precárias TTTTTende piedade de nósende piedade de nósende piedade de nósende piedade de nósende piedade de nós Por esta família, Gerada com amor, Alimentada na fé, Educada na esperança de um mundo melhor, Abençoai-nos com vossa graçaAbençoai-nos com vossa graçaAbençoai-nos com vossa graçaAbençoai-nos com vossa graçaAbençoai-nos com vossa graça AmémAmémAmémAmémAmém

18 Alcione de AlcântaraAlcione de AlcântaraAlcione de AlcântaraAlcione de AlcântaraAlcione de Alcântara GonçalvesGonçalvesGonçalvesGonçalvesGonçalves Médico psiquiatra Tupã - SP Elucubrações sobre a natureza divinal Sabemos transpor montanhas mas não sabemos fazer impostores. É necessário ser muito preciso, técnico e verossímil para poder enganar a todos. Só a precisão do profissional pode levar a uma construção perfeita. A peça precisa ser burilada com perfeição pelo seu arquiteto, para que suas formas e sua concepção, possam ganhar contornos nítidos, e sua formosura depende, justamente, da junção de todos os detalhes para que haja uma beleza harmônica, com leveza, singeleza e preciosismo. Não se sabe se deva ou não ajuntar algo estranho, para que esta introdução possa vir somar ao conjunto e acrescentar-lhe um tom exótico e ornamental. Da mesma forma que LÚCIO COSTLÚCIO COSTLÚCIO COSTLÚCIO COSTLÚCIO COSTA e OSCAR NIEMEYERA e OSCAR NIEMEYERA e OSCAR NIEMEYERA e OSCAR NIEMEYERA e OSCAR NIEMEYER se juntaram para arquitetar o Plano Piloto de BRABRABRABRABRASÍLIASÍLIASÍLIASÍLIASÍLIA, muitos mestres se associam para dar mais perfeição aos seus projetos arquitetônicos. Não se sabe o modo como eles pressentem, mas, sempre existe a possibilidade deles estarem sob a influência de uma percepção, palpite ou presságio. Assim é que em determinadas obras, observam-se traços e características, que destoam dos traços típicos, daquele que está gerenciando o projeto, e não se sabe dar uma explicação plausível. Todos ficam estupefatos com certos detalhes, e a explicação sempre será a de que uma intuição divina e espiritual atuou, dando aquele toque especial ao projeto, modificando-o e, na maior parte das vezes, dá um toque de singeleza e o faz destacar. Assim ficam marcadas certas obras, e, até mesmo nas fases de execução, algo acontece que modifica o projeto original, parecendo um fato do acaso, mas este “““““ACAACAACAACAACASO”SO”SO”SO”SO” foi proposital, justamente para chamar a atenção dos incrédulos, tentando mostrar-lhes que a mão do ONIPOTENTEONIPOTENTEONIPOTENTEONIPOTENTEONIPOTENTE atua, quando menos se espera. Não penses que foi um simples acidente de decurso ou no percurso, mas o veja como um fato modificador, algo que veio para dar um TOM DE DESTTOM DE DESTTOM DE DESTTOM DE DESTTOM DE DESTAQUEAQUEAQUEAQUEAQUE e para ficar. Percebam que, sempre que isto acontecer, vai ficar uma MARCAMARCAMARCAMARCAMARCA, quer queira ou não, pois alguém vai sempre se lembrar, que esta modificação não estava prevista no projeto original. É a marca da espiritualidade, é o dom da mediunidade, da sensibilização de todos aqueles que estão envolvidos na obra e que de um modo ou de outro, vão contribuir para que algo ocorra.

19 Tenha a certeza que: NADA ACONTECE AO ACANADA ACONTECE AO ACANADA ACONTECE AO ACANADA ACONTECE AO ACANADA ACONTECE AO ACASOSOSOSOSO. Haverá sempre a mão de algo invisível, dirigindo os fatos que vão surgir, com uma precisão milimétrica. É por isso que , muitas vezes, a modificação sai melhor do que aquilo que foi projetado, e o construtor, não se dá conta desta ingerência dos planos espirituais, vindo lhes trazer ajuda, melhorando o seu projeto ou, às vezes, buscando deixar um indício, de que o ARQUITETO DO UNIVERSOARQUITETO DO UNIVERSOARQUITETO DO UNIVERSOARQUITETO DO UNIVERSOARQUITETO DO UNIVERSO,,,,, quer deixar suas marcas, para aqueles que sabem detectar, que sabem distinguir, sabem ver e acreditam no fato presenciado. Lembrem-se de TOMÉTOMÉTOMÉTOMÉTOMÉ! que mesmo integrando um grupo seleto e pequeno de seguidores do CRISTOCRISTOCRISTOCRISTOCRISTO, não acreditou no que lhe disseram, sendo necessário a vinda do MESTREMESTREMESTREMESTREMESTRE, para que ele constatasse a veracidade do fato. É por isto que, para os seres humanos acreditarem, a espiritualidade amiga, deixa esses indícios, pois sabe que o homem, revestido pela matéria, fica apegado a ela e a ela dá muito valor, às vezes até um valor sobre humano, buscando atribuir principios que não são verdadeiros, mas que justificam suas intenções, no sentido de explicar aquilo que querem provar. Sempre isto ocorre: Todo aquele que quer demonstrar suas idéias, busca qualquer meio, lícito ou ilícito, para explica-las e, assim, tentam convencer os incrédulos ou a todos, de uma maneira até enganosa, falsa, irreverente e sensacionalística. Não se sabe por que isto ocorre, mas, o que eles querem é ser convicentes e, para tal, usam sofismas de uma forma eufemística para explicar estes acontecimentos. Muitas vezes, o materialista é tocado por mãos divinas, para destoar propositalmente e, assim, acordar aqueles que descuidaram de suas obrigações e adormeceram, esquecendo de sua verdadeira missão; missão de investir e processar aquilo que veio fazer, aquilo que precisa executar e transmitir como um exemplo vivo, modificando o MEIOMEIOMEIOMEIOMEIO e transformando as MENTESMENTESMENTESMENTESMENTES, preparando-as para o próximo milênio. Assim atuam os nossos “INDUTORES”“INDUTORES”“INDUTORES”“INDUTORES”“INDUTORES”, na busca incessante de tocar os incautos, transmitindo e induzindo-os a fazer o que não gostariam de fazer e, assim, vai modificando, pouco a pouco, a geografia do conhecimento e a anatomia do saber. Quanto mais pensamos mais extravasamos os nossos conhecimentos. É como uma enorme caixa d’água que precisa de uma vazão cada vez maior, para poder jorrar seu precioso líquido, que vai fecundar milhares de pomares, onde o botão precisa florescer, desabrochar e onde a mão divina se socorre de uma pequenina abelha, que vai polinizá- las, trazendo desta forma, belissimos exemplares que vão deixar boquiaberto todos aqueles que jamais percebem essa influência divina. Sempre é assim, os que não crêem, explicam estes fatos como um fato natural e corriqueiro. Mas, é a mão divina que orienta, que dirige e arremata tudo o que vemos, tudo o que sentimos e tudo o que presenciamos. Sejamos simplesmente observadores e veremos que a sublimidade da NANANANANATUREZATUREZATUREZATUREZATUREZA é algo DIVINAL.DIVINAL.DIVINAL.DIVINAL.DIVINAL. Tupã, 16 de Março de 1.997

20 Esperança Esperança é a última que morre! Desilusão é a primeira que chega, Para destruir nossos belos anseios. Enquanto a primeira nos anima, A segunda nos deprime e subestima. A desilusão da esperança, neste mundo cão, Que sufoca os desejos do homem em questão, Deve ser combatida com firmeza e ação, Com a esperança, que a desilusão, tropece e fique no chão Deixando a esperança realizar seu desejo e ilusão. Esperança é o verde clorofilado das folhas, Que transforma a energia solar na fotossíntese, Na troca bionica, de gazes oxigenados e carbonados, Proporcionando a homeostase oxigenadora da natureza, Assegurando ao homem o oxigênio, como elemento vital! A desilusão, é o amarelo das folhas no outono, Que ao perder a vitalidade, perde o verde da esperança, Amarelando e estiolando, vão caindo no chão, Proporcionando ao solo, proteção dos raios solares; Assegurando ao homem, solo fértil e a Esperança da Transformação. Tupã, 18/10/2003 (09:30 às 09:55hs)

21 Louvação à Bahia Bahia dos meus amores Bahia dos meus louvores Bahia dos meus Santos Bahia dos recantos Bahia das festas de largos Bahia dos meus Orixás Bahia das baianas do Gantois Bahia dos tabuleiros de Acarajés Bahia das festas de Yemanjá De Oxalá, o Senhor do Bonfim! Bahia dos terreiros de Candomblé Lembranças de Senhora da Federação E de Menininha do Gantois E um perfeito sincretismo Entre os Santos e Orixás. Tupã, 28 de Setembro de 1.996

22 O síndico do amor Aromas! fragâncias de rosas! delicadezas do vôo do colibri! uma efusão de odores, sabores e pendores que enchem a infinitude da existência e procura no “ser”“ser”“ser”“ser”“ser”, o real sentido de viver! Tombados, caídos, caixões deixados ao léu, ao vento das curvas da vida, sublime sacrifício das tumbas dissolutas, ao longo do tempo, buscando o objeto que preenche o espaço, deixado pelo vácuo da rápida e sofrida agonia. O tempo presente, nos mostra bem claro, que a roda da vida circula e não para. Quem fica esperando a caravana passar, acaba perdendo as oportunidades que a vida lhe dá!. Levante amigo! Pegue a tua sina - e molde-a de modo que te aproximes do diáfano véu que te separa das tuas verdadeiras virtudes,- impulsionadora do teu progresso, da tua evolução e das tuas realizações neste plano existencial. Não te amedrontes, não afines, não receies diante das dificuldades da vida, pois, elas são necessárias para o burilamento do seu viver, como os dentes de uma engrenagem que se associam e se encaixam, numa perfeita harmonia, para dar prosseguimento ao movimento, produzindo uma força geratriz do progresso. Utilizes de tudo que esteja ao teu alcance, desde uma pequenina e milimétrica peça, até uma gigantesca e pesada máquina; tudo o que for necessário para se entrelaçar e formar uma corrente geradora de vida, geradora do AMORAMORAMORAMORAMOR, combustível indispensável da psiquê humana. Amor que deve ser administrado por nós mesmos, como um verdadeiro timoneiro, guiando sua locomotiva através da estrada da vida, em busca da PERFEIÇÃOPERFEIÇÃOPERFEIÇÃOPERFEIÇÃOPERFEIÇÃO, do ABSOLABSOLABSOLABSOLABSOLUTOUTOUTOUTOUTO e da DIVINDADEDIVINDADEDIVINDADEDIVINDADEDIVINDADE, para doar-se num verdadeiro holocausto e se regozijando pelo simples fato de servir e defender os interesses do nosso próximo. Este é o mais SUBLIMESUBLIMESUBLIMESUBLIMESUBLIME e PURO AMORPURO AMORPURO AMORPURO AMORPURO AMOR! Tupã, 15 de Abril de 1.997

23 A Bondade UniversalA Bondade UniversalA Bondade UniversalA Bondade UniversalA Bondade Universal Não se trata de carolice, proximidade com alguma religião ou exercer a prática nefasta do maniqueísmo. Mas há certos ícones na humanidade que, de forma alguma, podem ser menosprezados. Imaginem há dois mil anos, quando os homens, já sábios, eram regidos por religiões de deuses temporais e passionais. Imaginem as sociedades que o monstrengo do politeísmo gerava, com suas incúrias , com suas insensibilidades sociais. Era costume apedrejar nas ruas, até a morte, prostitutas ou adúlteras. Na metrópole dominante, as pessoas se reuniam em estádios, não para atividades lúdicas, e sim para verem homens lutando até se matarem ou seres humanos serem devorados por feras; a piedade então era considerada fraqueza. Mesmo a bíblia que era o instrumento que mais perto de Deus colocava os homens, naquela época, foi contaminada pela mão do homem e então, junto com dádivas divinas como as tábuas dos 10 mandamentos e belas histórias como as de José, que depois salvaria os judeus dos 7 anos de vacas magras, vemos também indignidades como o incesto, quando filhas embriagavam o pai para dele conceberem, sem uma única linha de censura ou crítica a tal atitude, vemos também crueldades como a recomendação para que fossem assassinados os varões que cortassem a barba. É neste contexto que surge Jesus Cristo, com a mais humanista das filosofias e propõe uma nova religião prometendo a ressurreição da carne e a vida eterna, onde seriam recompensados os humildes, os sensíveis, os amantes da humanidade, os piedosos, os justos, enfim todas as pessoas de boa vontade. Há muito a arqueologia procura indícios da existência de Jesus Cristo. Há um único documento romano escrito em argila, que é uma carta dos poderosos de Jerusalém, que cobravam providências contra um profeta de nome Jesus, que andava pelas estradas da Galiléia, dizendo-se filho de Deus, curando enfermos e ressuscitando mortos. Mesmo a existência de Pôncio Pilatos era posta em dúvida até há mais ou menos três décadas, quando arqueólogos franceses encontraram na região, uma pedra Carlos AugustoCarlos AugustoCarlos AugustoCarlos AugustoCarlos Augusto FFFFFerererererrrrrreira Galvãoeira Galvãoeira Galvãoeira Galvãoeira Galvão Médico psiquiatra São Paulo - SP

24 de inauguração de um templo que tinha o nome do tirano enviado a Jerusalém por uma sociedade dominante e já decadente, afogada pela lascívia, luxúria e corrupção. De seus seguidores, ignorantes pescadores da Galiléia, há farta documentação, quando historiadores de vários países descrevem estes ex-ignorantes pregando a boa- nova em várias línguas. Vemos referências na história grega, egípcia, romana, etc. No entanto, a maior prova da existência de Jesus Cristo é que a coleção de pensamentos revolucionários e humanistas não pode ter surgido de um grupo; filosoficamente, é claro que apenas um único cérebro poderia ser responsável por aquele tesouro, que libertou a humanidade de religiões que adoravam bois, escaravelhos, belezas plásticas e que pregavam o ódio, o olho por olho, dente por dente, a crueldade. Claro que seu legado foi também desvirtuado pela mão do homem e as religiões que seguem seus ensinamentos, todas têm muita sujeira cometidas em Seu nome, varridas para debaixo dos tapetes da história, mas sem dúvida, a humanidade lucrou muito com seu pensamento. O ateísssimo pensador Augusto Comte, no seu ensaio “A teoria das funções” a base do não menos ateu, positivismo, descreve a Bondade Universal como sendo o impulso que estimula o homem para melhorar o meio onde vive para as próximas gerações, e sem querer nada em troca. É apenas uma das funções altruísticas do cérebro que estavam embotadas nos homens antes d´Ele que em troca de sua bondade recebeu apenas uma cruz. Para mim que sou um seguidor, ele foi, é e será a própria bondade universal feito carne, isto é, Deus. Embora muitos não acreditem, mas tomam parte em sua mesa, pois podem criticá-lo, injuriá-lo, ridicularizá-lo sem risco de morrer na mão de terroristas religiosos. Tenho certeza: o mundo seguirá temperado na piedade e solidariedade cristã e meu Mestre, a seus desafetos, continuará eternamente oferecendo a outra face. São Paulo, 16.08.07.

25 O arO arO arO arO argentino pirateadogentino pirateadogentino pirateadogentino pirateadogentino pirateado Castanhal, então uma pequena cidade próxima de Belém do Pará, foi a cidade onde tive o privilégio de passar a minha infância; tínhamos todo o espaço do mundo e as ruas da cidade se confundiam com os quintais das casas. A maior diversão da cidade era o Cine Argus, onde, nas matinês de domingo, a molecada se reunia para ver “Roy Rogers”, Zorro, Superman e outros. Mas, esta rotina era quebrada quando visitava a cidade pequenos circos com seus palhaços, a pantomima, os malabaristas... Aquele era um circo muito pobre que sequer tinha lona de cobertura, apenas a que circundava o espaço das arquibancadas e do pequeno picadeiro, mas seu apresentador tinha sotaque castelhano pois era argentino de Córdoba, coisa que, volta e meia, repetia com orgulho. Galhardo, como dizia se chamar, era um homem muito elegante, usava sempre uma calça de tropical “risca de giz”, com suspensórios que evidenciava um pouco a sua visível, mas não muito protuberante barriga. Seu cabelo, cintilante de brilhantina, parecia não ter um único fio fora do lugar e fazia dueto com seu distintíssimo bigode. Enfim uma figura Argentina com sua elegância e glamour em que os “hermanitos” platinos são mestres. Lolita, a mulher de Galhardo era uma argentina de Buenos Aires, já quarentona, mas ainda belíssima, com seus olhos azuis e sua pele que parecia pétalas de flores; era ela que se apresentava com dois cavalos, que eram os únicos animais da troupe além de alguns cachorros que pulavam círculos de fogo, estas coisas. Naquela época, circo que valia a pena tinha de ter apresentador com sotaque castelhano. Durante o dia, a molecada se reunia para ver a faina daquele pessoal, que moravam em carroças, todas pintadas com cores aberrantes. Galhardo, junto com sua linda mulher, sentavam-se na frente da carroça onde moravam, a que ostentava melhor qualidade, e lá, rodeado pela molecada, parecia sentir prazer em contar os “causos” argentinos para nós e fazer comparações entre aquele país e o Brasil, sempre em detrimento de nossa pátria, mas ouvíamos embevecidos e maravilhados com o sotaque elegante da língua de Cervantes. As vezes Galhardo se empolgava e dizia em bom tom, que nada tinha no Brasil, que não tivesse algo melhor na Argentina. Nestes momentos, Lolita, penalizada com nossa situação de vis moleques brasileiros, sempre condescendia debilmente não concordando com o marido e finalizava com algo assim: “Los cajuzes son unas delícias” Naquela manhã, durante mais uma manhã de comparações latino americanas, notei que uma abelha teimava em passear naquela engomadíssima cabeleira, peguei um jornal dobrado e tentei afugentar o inseto, mas usei muita energia e , junto com a abelha, a cabeleira do Argentino voou longe, revelando aquela cabeça chata e careca.

26 Galhardo levantou-se bruscamente e, com seu movimento, também despregou o elegantérrimo bigode, que caiu no colo de Lolita. Galhardo ficou muito vermelho, pegou o chicotinho que Lolita usava em suas apresentações e saiu correndo atrás de nós xingando e ameaçando. O belo sotaque argentino desapareceu e o que ouvíamos eram brasileiríssimos xingamentos, ou melhor, cearenses. Corríamos ouvindo: -”Venham cá filhos de uma moléstia”, -”Eu arrebento vocês seus fio duma égua”, -”Me esperem seus cabras da peste” e por aí. De noite, não tive coragem de ir ao espetáculo, mas, perto que estava, ainda ouvi a abertura da apresentação com a vibrante voz de Galhardo, o mais argentino dos cearenses: -”Respetable público que abrilhanta nuestra noite...”

27 Mistérios da Alma A alma humana cheia de mistérios, E plena de sonhos se embevece. Avança, ora recua e ora recusa. No ciúme todo desejo até reluta Acende e rejeita a ação mundana. No amar toda a volúpia consente Sensual no sexo, sonho se deleita. Desperta o desejo na alma retido No êxtase vive todo o ser criado. Delira crédulo no ato consumado Inebriado em precioso sexo findo Que reflete no olhar calma afável. Concebe no prazer, só cara afeição. Absorve a dócil e a pura sensação Dissimula sua visível e terna reação. Na vida esboça sentir mui adorável. Procura ansioso uno e sincero ideal Desvenda no olhar sua lúcida visão Recria na reta e na pia imaginação Afugenta a tola e fútil alucinação. Dissuade ferina e fecunda intenção. Persuade a pura e a clara carência Ao envolvê-la, só em criativa razão. Alma cordial repousa no consciente E relata à inquieta e à aflita mente Que o tortuoso trajeto da vida breve Nela caminha no tempo iluminada. Mostrou que fértil quimera sonhada Será na vida, à vontade eternizada. Evanil PEvanil PEvanil PEvanil PEvanil Piririririreseseseses de Camposde Camposde Camposde Camposde Campos Médico infectologista Botucatu - SP

28 Observação sobre o impressionismo Parnasiano em homenagem ao Monte Parnaso local de Apolo e das Musas: Sol, Beleza e Artes, Medicina. O seu filho, pai da Ciência Médica; Esculápio praticou, exerceu, curou e, inclusive, ressuscitou os mortos. “Coletânea Poética” - refere-se aos expressivos escritores: Lamartine, V. Hugo, Flaubert (Madame Bovary) e Baudelaire (As flores do Mal) sendo que Lamartine, Leconte de Lisle, ex. (Claire de Lune), Musset e Gautier na poesia cultuaram a Arte pela Arte. No Brasil, Machado de Assis em Circulo Vicioso e, principalmente em Carolina exaltou precioso e carinhoso soneto que enalteceu a nobreza emanada dos encantadores versos alexandrinos dedicados à sua amada. Além deles, também, cultivaram a língua escrita: Kant, (Critica da Razão Pura), Byron, (Poemas), Schelley, (Triunfo da Vida), Shelling e Goethe (Fausto) entre outros. Nessa ocasião, a musica clássica ou a literatura revelava as principais modificações em suas características: Mozart, em A Flauta Mágica, imaginou em seu devaneio, os duendes de Shakespeare e a filosofia do Bem e a Natureza que se locupletam na sua admirável ópera; Beethoven inovou no piano e em seus harmoniosos e apolíneos acordes que enobreceram e enfatizam a quinta e a nona Sinfonias. Tchaikovsky não se incluía no movimento que relato, mas me impressiona desde a infância pela delicadeza, pela beleza, pela mescla dos acordes que se enamoram no devaneio místico, na expressão harmônica e maviosa, e nas suítes melodiosas que preenchem as delicadas cordoalhas do coração e enaltecem no senso à sensível e enamorada alma humana. A filosofia de Schopenhauer atingiu, profundamente, a alma de Nietszche e, ambos afetaram e influíram no pensamento de Wagner que, a partir dai criou sons harmônicos múltiplos e variados aos utilizar os instrumentos, por exemplo; cordas, sopro, percussão em vibrante e vigoroso uníssono. As Musicas como: Tristão e Isolda, As Valquírias, Tannhauser enobrecem e fecundam o âmago da alma. Esses eventuais estímulos incitaram e provocaram uma intensa e produtiva reação, principalmente na criativa e revolucionaria França de Lamartine, Gauthier, Leconte de Lisle e V. Hugo. Atualmente, os restos mortais de V. Hugo repousam no Pantheon. No dia do translado de seu corpo houve uma clamorosa e eufórica homenagem em Paris. Toda sua produção discursou, dissertou e versou em representações literárias, teatrais pelas ruas e praças durante o seu féretro ao berço do espírito e dos homens que exercitaram a sabedoria.

29 Na música, Debussy e Ravel iniciaram e estimularam o impressionismo na literatura, mercê dos acordes modais em perfeita harmonia seqüencial e, de pureza maviosa utilizadas em delicadas e poéticas composições musicais. Debussy recorre aos sons que lembram os emitidos e encontrados na vida natural em sua doçura e terna sintonia musical. Amava e sonhava na sensação dos sons que tentava captar da natureza em sua fértil e criativa imaginação. Além disso, Baudelaire e Edgar Poe difundiram, também, o Simbolismo na literatura espiritual, mística mercê do impressionante e rigoroso idealismo de Schopenhauer que se imiscuiu na musica de Wagner. Nessa época, os Artistas impressionistas: Renoir, Degas, Cézanne, Pissarro, Monet, Manet e outros obtiveram, de modo indireto, a influência real dos quadros de Ticiano, que na pintura a óleo exaltou a real natureza como objetos, frutas, aves, animais; enquanto que Delacroix filosófico, criativo em leveza espiritual reviveu em suas telas (o inferno, a guerra, a volúpia, o olimpo, o evangelho) Manet rico, nobre e seu amigo Zola conviviam nos salões requintados de Paris. Assumiu após alguns anos de Viagem a visão da pura natureza e, suavemente, a expressou em quadros: Campo de Trigo, Almoço na Relva e outros que enaltecem suas ricas fases na pintura. Revelaram percepções inclusive, sensoriais, dos fenômenos, dos efeitos das variações dos templos, locais, do dia, do tempo, do colorido das flores, das reuniões campestres, da dança, dos diversos encantos, das paisagens e ensaios pintados pela observação minuciosa dos nuances captados nos momentos da visão interativa da vida envolta no seio da natureza. Renoir em o Sol Nascente revelou a sutileza do dia que floresce e emerge na luz colocando-se no exato instante em posição privilegiada no seio da natureza e, discretamente, voltando sua percepção visual ao nascedouro solar. Degas descreveu em seus quadros as sutilezas dos delicados movimentos das dançarinas de seu tempo, a exemplo de outros acima referidos que vivenciaram o âmago do ambiente natural. Na escultura “A Bailarina” em gesto apolíneo, fronte curta e retraída, sugerindo nossos ancestrais, atitude lasciva e sedutora, expressa e revela a época em que ele viveu na França. Monet pintou em diversos momentos do dia a Estação de São Lázaro expressando as delicadas nuances provenientes dessa discreta e provocativa variável, que se podem captar no transcorrer na manhã, no período vespertino e no crepúsculo do dia. Concluo que a arte imita, concebe e reproduz a natureza.

30 Flerts NebóFlerts NebóFlerts NebóFlerts NebóFlerts Nebó Médico reumatologista São Paulo - SP O contoO contoO contoO contoO conto Dizem que quem conta um conto, aumenta um ponto. No conto que pretendo contar, espero não aumentar nem um ponto. Quando se comenta um conto, ponto por ponto, chega-se ao final do conto sem que se acrescente um ponto. Esse é um ponto de vista que se deve ter em conta quando alguém nos conta um conto. Contar-se um conto sobre uma porção de contas é fazer-se de conta que se está simplesmente contando o conto do... “faz de conta”. Num canto de um ponto qualquer, alguém me contou um conto e agora vou conta-lo a vocês. Não sei se o conto ou se o canto. Mas sei que se o cantar, não será um conto, mas uma canção ou cantiga. Também numa canção se conta um conto, que será lembrado, ponto por ponto ou sem pontuação. Como não pontuo os meus contos, muitos ficam “por conta” como o que conto, porque não encontram um ponto de apoio no que conto ou um ponto final. Afinal de contas, contar um conto, sem que se lhe acrescente um ponto, de pronto pode deixar de ser um conto bem contado ou por estar mal pontuado. Contar um conto, sem lhe acrescentar um ponto, depende do ponto de vista do contador. O bom contador de contos é aquele que sabe contar e até mesmo recontar o mesmo conto, sem que ninguém se desponte, porque, se o conto não tiver algo contável, será melhor não conta-lo, pois seria um desaponto e aí todos dariam um desconto, por ele ser um mau contador. A verdade, porém, é que não sou um contador de contos e não passo de um simples médico, que faz de conta que quer contar um conto, mas que tampouco sabe contar os contos de réis que perdi, quando me passaram “o conto do vigário”. Vejam vocês que contei uma porção de coisas sem ter contado nada... é porque, no fundo, sou um mau contador de conto e ponto final! Pronto!

31 SóSóSóSóSó No dia em que ela foi embora ... Sem poder se quer me dizer ADEUS!!! Minha vida desmoronou Eu, em vã ... pedi perdão a Deus. Ela era a razão de meu viver Era a ilusão de toda minha vida Foi uma AMARGURA... vê-la morrer Toda minha paixão estava perdida Eram sempre risos, eram flores, Eram beijos, e carinhos... sem fim Eram verdadeiros cantos de amores Que estavam e viviam, sempre em mim... Ela partiu, como se fosse num repente Sofrera muito, enquanto esteve doente Isto pesa muito, no fundo, na alma da gente Perder-se assim, um amor tão ardente! Agora vivo só, não vejo ninguém... Tenho amigos queridos e em profusão Mas agora não espero que alguém... Possa colocar, algum calor em meu coração, É triste a sina a de um homem isolado Quanta amargura... Tenho no coração Encontro-me só... choro..., abandonado... Quando perdi toda minha paixão... 16/maio/2007

32 Os folgadosOs folgadosOs folgadosOs folgadosOs folgados Naquela casa sempre havia alguém que “vivia de expediente”. Era uma maneira fácil de levar a vida, pois quando um deles arranjava um “pato” ou algo não muito trabalhoso, mas que desse para ganhar alguma grana já todos ficavam satisfeitos e o refrão deles estava baseado na seguinte frase: “Preguiça, não me deixes; vontade de trabalhar, vai para longe de mim”. Ainda se apoiavam num dizer caipira que era: “Quando sinto vontade de trabalhar, sento num cantinho e espero a vontade passar”. Ele arranjou uma namorada que estava fazendo um cursinho para entrar na faculdade e sabia que o que ela iria fazer na profissão que escolhera daria para que, ela trabalhando, ambos pudessem viver bem. O pai dele trabalhara por alguns anos mudando constantemente de emprego e como procurando sempre receber a parcela do décimo terceiro salário e levantar 0 fundo de garantia que fora depositado assim como o “seguro desemprego” que era pago pelo governo. Depois do terceiro mês de viver a custa do governo procurava arrumar algum bico, preferentemente na ocasião das festas da Páscoa e por’ vezes até conseguia ficar até o movimento das festas natalinas e passagem do ano, quando as lojas sempre necessitavam de mais mão de obra. Não trabalhava com afinco, mas “enganava bem” fingindo ser esforçado... Já não tinha amigos porque devia para todos e jamais pagara aos que lhe haviam “emprestado” algum dinheiro. Não “esmolava” porque isso era muito diferente, assim como também não ficava pelas esquinas vendendo guarda chuvas ou aparelhos de “viva voz” para celulares e muito menos “flanelinha” ou sacos para limpar 0 chão. O problema era procurar sempre estar “bem vestido”, barbeado, sapatos engraxados e se possível conseguir “entrar como convidado, do noivo ou da noiva nos bufês onde se realizavam as festas matrimoniais”. Procurava ensinar praticamente aos filhos como poderiam viver sem fazer força, pois sempre dizia que: - “Fazer força é coisa para guindaste”. A mãe também procurava sempre estar na última moda, freqüentando as reuniões da “alta sociedade” e participando das festas e atos beneficentes, procurando não deixar de receber sua “pequena comissão”. Conseguia ser convidada para bons jantares e, naturalmente, sempre sobrava algum dinheiro das “arrecadações” feitas durante os mesmos, tendo como motivo os auxílio às creches, aos amparos maternais ou aos asilos dos velhinhos da terceira idade que necessitavam de apoio monetário. Claro está que diante dessa “escola” do lar, os filhos conheciam todos os grandes truques das malandragens e arranjavam namoradas que sempre estavam dispostas a auxiliá-los porque tinham sido despedidos de empregos que nunca

33 tinham tido, mas que sabiam que na próxima semana alguém lhes arranjaria dinheiro, vales refeições ou vales transportes para poderem trocar por entradas de cinema ou esquecia o troco recebido na compra das entradas ou guardavam as gorgetas que diziam ter dado aos garçons ou ao guardadores de automóveis que as noivas adiantavam para pagar os estacionamentos ou similares. A família que usava o sobrenome de “Viveur”, dizia-se proprietária de terras e rendas na França, mas as mesmas estavam em demanda com o governo francês e suas “idas” ao consu1ado sempre representavam despesas que procurava conseguir junto a incauto. Pais e filhos não se faziam de rogados quando alguém do bairro onde moravam promoviam qualquer “encontro” sobretudo se ne1es houvesse “comes” e “bebes”. A vida ro1ava fácil para todos ali até que um dia a mãe de uma das “namoradas” soube que ela estava grávida. Foi um Deus nos acuda e um advogado chamou 0 futuro pai numa delegacia, porque a namorada era “de menor”. Imediatamente os “círcu1os” por e1es freqüentados ficaram sabendo de como “levavam a vida” e por serem “sonegadores de impostos”, arrotando terem dinheiro e não fazer a declaração do Imposto de Renda acabaram por terminar seus dias na penitenciária por 1esarem aos demais com os quais conviviam. Há um ditado:- “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.

34 CiúmesCiúmesCiúmesCiúmesCiúmes Tenho um grave defeito que vive dentro de mim. Sei que não sou perfeito, mas Deus me fez assim. Sinto ciúmes de alguém, que sei que não me ama. Por isso sinto-me bem aquém tendo a alma na lama. Ciúmes, que coisa ingrata. Sente-se e não se abafa, é o ciúme que me delata... É um mal sem fim, é algo que nos mata, sofrendo tanto assim.

35 Geováh PGeováh PGeováh PGeováh PGeováh Paulo da Cruzaulo da Cruzaulo da Cruzaulo da Cruzaulo da Cruz Médico oftalmologista Ribeirão Preto - SP Nanopoesia A nanopoesia é uma criação, uma invenção, ou mais propriamente, uma invencionice minha, surgida do desejo de apresentar algum trabalho no sarau literário da 190ª reunião da SOBRAMES (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores), no ano passado. Como não tinha escrito nada em especial para aquela noite, ocorreu-me esta idéia. Nascida assim despretensiosamente, espero que tenha vindo para ficar, e sem cabotinismo, que possa mesmo tornar-se universal. O radical grego “nano” significa diminuto, extremamente pequeno. Está em moda na palavra nanotecnologia, e em medicina se usa em: nanocefalia, nanomelia, nanismo. Não necessita tradução em outras línguas. A nanopoesia é uma nova abordagem poética, com um mínimo possível de palavras. É totalmente diferente das modalidades “Poetrix” e do “Haicai” japonês. Permite com facilidade a abordagem de temas literários, filosóficos, românticos, humorísticos, irônicos, etc. Facilita a criatividade. Nela o título é muito importante, porque quase sempre é ele que dá sentido ao texto, ou o completa. Eis a nanopoesia que inaugurou esta modalidade: Monógo inclonclusivoMonógo inclonclusivoMonógo inclonclusivoMonógo inclonclusivoMonógo inclonclusivo Pois é... E daí? AprAprAprAprApresento agora algumas outras:esento agora algumas outras:esento agora algumas outras:esento agora algumas outras:esento agora algumas outras: CatarataCatarataCatarataCatarataCatarata Não vê O rio cair. 38 mortal38 mortal38 mortal38 mortal38 mortal Seis tiros. Ódio ou desperdício? O pastorO pastorO pastorO pastorO pastor, no bor, no bor, no bor, no bor, no bordeldeldeldeldel Irmãs! Ao inferno, com o prazer Alfabetização de Lula, em BrasíliaAlfabetização de Lula, em BrasíliaAlfabetização de Lula, em BrasíliaAlfabetização de Lula, em BrasíliaAlfabetização de Lula, em Brasília Ivo viu a uva? Não.

36 FFFFFofoca na tabaofoca na tabaofoca na tabaofoca na tabaofoca na taba - Uba, tuba. - Caraguá, tá tuba. Nor-destinoNor-destinoNor-destinoNor-destinoNor-destino Emigrar. Ou morrer. AmarAmarAmarAmarAmar Rende juros. Te enriquece. Fé de maisFé de maisFé de maisFé de maisFé de mais Deus está morto. Eternamente. Abandono de consorteAbandono de consorteAbandono de consorteAbandono de consorteAbandono de consorte Tragédia!!! Ele/a voltou. DilemaDilemaDilemaDilemaDilema Avante! Ou a ré? VVVVVelhiceelhiceelhiceelhiceelhice Pílulas, agulhas. Rigidez. SeSeSeSeSexxxxxo forteo forteo forteo forteo forte É a mulher Não sofre impotência Mega sonhoMega sonhoMega sonhoMega sonhoMega sonho Mega sena Mega sina ApocalipseApocalipseApocalipseApocalipseApocalipse A porca Alice Independência ou morte!Independência ou morte!Independência ou morte!Independência ou morte!Independência ou morte! O brasil, Ainda nãose decidiu. A foiceA foiceA foiceA foiceA foice Foi-se... Fé de maisFé de maisFé de maisFé de maisFé de mais Deus está morto. Eternamente. AmorAmorAmorAmorAmor Chupe o picolé. O palito me basta. Os tempos mudaram...Os tempos mudaram...Os tempos mudaram...Os tempos mudaram...Os tempos mudaram... -”Viado”!!! - Obrigada... gostosão! Curso da vidaCurso da vidaCurso da vidaCurso da vidaCurso da vida No aqui. No além. BrasileirBrasileirBrasileirBrasileirBrasileirooooo Compra ilusão: A prestação. Latim modernoLatim modernoLatim modernoLatim modernoLatim moderno Very goodibus Aos amigosAos amigosAos amigosAos amigosAos amigos Obrigado por me engolirem Mesmo indigesto.

37 AssombraçãoAssombraçãoAssombraçãoAssombraçãoAssombração Meu bisavô Genaro, nascido no Tirol italiano, alto, alourado, bonitão, pôs o pinto a juros e “fez América”, casando-se com filha de fazendeiro. Mas, letrado num meio de analfabetos, esperto e trabalhador, multiplicou o patrimônio e se tornou muito rico. Chegou a ser tão importante que a missa não começava antes de ele e sua família chegarem. Deixou fazenda para cada um dos numerosos filhos, e alguns cumpriram o ditado: pai rico, filho nobre, neto pobre. O que o carcamano trabalhou, os filhos aproveitaram. Vários eram boas-vidas. Um deles, irmão de minha avó, meu tio-avô Pepino, diminutivo do diminutivo Giuseppino (Gi

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