Adenocarcinoma de sitio primário oculto

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Information about Adenocarcinoma de sitio primário oculto
Health & Medicine

Published on March 4, 2014

Author: vivianeweillerdallagasperina

Source: slideshare.net

Description

Adenocarcinoma de sítio primário oculto - tratamento

Adenocarcinoma de sitio primário oculto Viviane W. Dallagasperina Julho de 2013

Caso clinico  Identificação: FLS, 62 anos, procedente de Porto Alegre.  HDA: Paciente refere aumento do volume abdominal há 3 meses, acompanhado de dor em quadrante superior direito há 1 mês, com perda de peso de 7Kg no período (89>82Kg) no período. HMP:  -- Silicose  -- Transplante pulmonar em 2006  -- Em uso de tracolimus e metilprednisolona.   HMF: Negativa para neoplasia.

Caso clinico Exame físico: REG, PS2, LOC Sem linfonodos palpáveis. Tórax: MV diminuidos difusamente, com ssubcreptantes em bases. Abdome: Globoso, RHA preservados, macicez móvel presente, doloro em quadrantes superiores, sem peritonismo.  Exames complementares -- Laboratório: Anemia normocitica e normocrômica, função renal e hepática normais. -- Tomografias: Tórax: Algumas adenomegalias hilares, semelhantes ao exame de 2011, infiltrado reticular intersticial em bases. Abdome: Ascite de pequeno volume, nódulos hipodensos no parênquima hepático, com comprometimento mais pronunciado dos segmentos VI e VIII do fígado. Anatomopatológico: fígado: Adenocarcinoma pouco diferenciado 

Caso clinico

Imunohistoquimica

Investigação do sítio primário

Imunohistoquimica Citoqueratinas CK7 e CK20 Ck7+ ck20+: -- Trato biliar ou pancreas (CK17+) -- Prostata (PSA+) -- Trato ginecológico (WT1 ou PAX8+) -- Trato urotelial (uroplakin +) -- Trato digestivo (CDX2 +) -- Pulmão (TTF1+)

Citoqueratinas CK7 e CK20 Ck7+ ck20-: -- Pulmão (TTF1+) -- Prostata (PSA+) -- Mama (mamoglobina ou GCDFP15+) -- Trato biliar ou pancreas (CK17+)

Citoqueratinas CK7 e CK20 Ck7- ck20+: -- Trato digestivo (CDX2 +) -- Prostata (PSA+) -- Trato ginecológico (WT1 ou PAX8+)

Citoqueratinas CK7 e CK20 Ck7- ck20-: -- Trato biliar ou pancreas (CK17+) -- Prostata (PSA+) -- Pulmão e rim

Tratamentos disponíveis

Métodos Estudo prospectivo, aberto, fase 2. População: sul da Austrália Intervenção: gencitabina 1000 mg/m2 nos dias 1 e 8, associado a carboplatina AUC5 (pela fórmula de Calvert et al, 1989) no D8. O tratamento era repetido a cada 3 semanas até o máximo de 9 ciclos.  A avaliação por imagem era realizada após 3 ciclos de quimioterapia, bem como a qualidade de vida.  Desfecho primário: sobrevida livre de progressão  Desfechos secundários: sobrevida global e qualidade de vida.   

O número médio de ciclos de quimioterapia administrado foi 4. 48% dos pacientes tiveram alguma toxicidade grau 3, sendo que a toxicidade hematológica foi a mais comum

Taxa de resposta: 30,5%  A sobrevida média sem progressão de doença foi de 18 semanas e a média de sobrevida global foi de 34 semanas.  Os pacientes com menos de 50 anos tiveram uma sobrevida média de 22 semanas.

Métodos         Carboplatina associada a paclitaxel é o regime com mais estudos no tratamento de adenocarcinoma de sítio primário oculto. Esse estudo foi desenhado para comparar carboplatina/paclitaxel versus um regime sem taxano e sem platina. Estudo prospectivo, randomizado, fase 2. Realizado em centros da Alemanha entre 2001 e 2004.. O desfecho primário foi um desfecho composto por: tratamento com 2 ciclos de quimioterapia, atraso máximo de 1 semana e sobrevida maior que 8 meses. Braço A: paclitaxel 175 mg/m2 e carboplatina AUC 5 no D1. Braço B: gencitabina 1000mg/m2 e vinorelbina 25 mg/m2. A avaliação de resposta era realizada a cada 3 ciclos.

A taxa de resposta foi de 23,8% no braço A e 20% no braço B. A média de sobrevida livre de progressão foi de 6,1 meses no braço A e 3,2 meses no braço B. A média de sobrevida global foi de 11 meses no braço A e 7 meses no braço B.

Métodos Estudo multicentrico, fase 2. Avaliou a combinação de oxaliplatina e capecitabina como segunda linha para pacientes com carcinoma de sitio primario oculto refratário ou resorrente.  Não poderia ter recebido 5-FU, capecitabina ou oxaliplatina na primeira linha.  Intervenção: Oxaliplatina 130 mg/m2 no D1 e capecitabina 1000mg/m2 2 vezes ao dia do D1 ao D14.  Os pacientes realizaram reavaliação com exames de imagem a cada 2 ciclos (6 semanas).  

63% dos pacientes receberam platina e taxano na 1ª linha.

Follow-up médio de 17 meses, com sobrevida livre de progressão de 3,7 meses (2,6 -9,7 meses).

Média de sobrevida global: 9,7 meses.

Interação entre quimioterápicos e imunossupressores  Tacrolimus:  Crizotinib: Pode aumentar o nível sérico de tacrolimus. Risk X: Evitar combinação. Denosumab: Pode aumentar os efeitos adversos dos imunosupressores. Aumenta o risco de infecção. Risk C: Monitorar a terapia. Everolimus: A combinação pode aumentar o nível sérico de Everolimus. Manejo: Redução da dose de everolimus pode ser necessária. Risk D: Cosiderar modificação da terapia. Temsirolimus: Tacrolimus pode aujmentar os efeitos colaterais do Temsirolimus. Temsirolimus pode diminuir a concentração ssérica de tacrolimus. Risk X: Evitar a combinação. Topotecan: Pode aumentar o nivel sérico de topotecano. Risk X: evitar a combinação. Vincristine (Liposomal): Pode aumentar os niveis séricos de vincristina. Risk X: evitar a combinação.     

Interação entre quimioterápicos e imunossupressores  Ciclosposrina:  Crizotinib: Aumenta o nível sérico da ciclosporina. Denosumab: Aumenta o risco de infecção. Doxorubicin: Pode aumentar o nível sérico de doxorrubicina. Manejo: Considerar redução de dose de doxorrubicina. Etoposide: ciclosporina diminui o metabolismo do etoposide e pode aumentar o seu nivel sérico. Manejo: Reduzir em 50% a dose de etoposide. Ifosfamide: Pode diminuir o nível sérico de ifosfamida. Imatinib: Pode aumentar o nivel sérico de ciclosporina. Methotrexate: ciclosporina pode aumentar a concentração de metotrexato, com risco de nefrotoxicidade. Mitoxantrone: ciclosporina pode aumetar a concentração de mitoxantrona. Manejo: considerar a redução de dose da mitoxantrona.       

Interação entre quimioterápicos e imunossupressores Azatioprina: Denosumab: Pode aumentar os efeitos adversos dos imunossupressores. Trastuzumab: Pode aumentar o risco de neutropenia.

Interação entre quimioterápicos e imunossupressores Sirolimus: Crizotinib: Pode aumentar o nivel sérico de sirolimus,  Denosumab: Pode aumentar os efeitos adversos dos imunossupressores.  Enzalutamida: Pode diminuir a concentração sérica do sirolimus.  Trastuzumab: Pode aumentar o risco de neutropenia. 

Interação entre quimioterápicos e imunossupressores Micofenolato: Denosumab: Aumenta o risco de efeitos adversos dos imunossupressores. Trastuzumab: Aumenta o risco de neutropenia.

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