A ImplantaçãO Do Liberalismo Em Portugal Completo

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Published on March 10, 2009

Author: ricardup

Source: slideshare.net

Trabalho realizado por: Miguel Conceição 11ºE Nº20 Vasco Simões 11ºE Nº28

Trabalho realizado por:

Miguel Conceição 11ºE Nº20

Vasco Simões 11ºE Nº28

No início do século XIX, Portugal encontrava-se desprovido das ideias iluministas, traduzidas no Liberalismo. Essas, naturalmente, tomaram como centro a França revolucionária, através da qual irradiavam para todo o continente europeu; Vigorava um regime tipicamente absolutista, sob a administração do principe-regente D. João, que havia substituído a sua mãe a 10 de Fevereiro de 1792, D. Maria I, que enlouquecera; O nosso país estava profundamente arreigado ao Antigo Regime: Economia essencialmente agrícola; Marcado feudalismo, que remetia o camponês, ou seja, o Povo, para a miséria; Vida do quotidiano extremamente rural e arcaica. Análise do documento 1(A) da página 78 do manual (2ªParte)

No início do século XIX, Portugal encontrava-se desprovido das ideias iluministas, traduzidas no Liberalismo. Essas, naturalmente, tomaram como centro a França revolucionária, através da qual irradiavam para todo o continente europeu;

Vigorava um regime tipicamente absolutista, sob a administração do principe-regente D. João, que havia substituído a sua mãe a 10 de Fevereiro de 1792, D. Maria I, que enlouquecera;

O nosso país estava profundamente arreigado ao Antigo Regime:

Economia essencialmente agrícola;

Marcado feudalismo, que remetia o camponês, ou seja, o Povo, para a miséria;

Vida do quotidiano extremamente rural e arcaica.

Análise do documento 1(A) da página 78 do manual (2ªParte)

 

Instituições como a Real Mesa Censória e a Intendência Geral da Policia, anteriormente criadas por Marquês de Pombal, defendiam os interesses do poder político absolutista, através de acções repressivas e de censura; No entanto, tal como acontecera em França no período posterior à revolução, uma Burguesia endinheirada e um grupo restrito de intelectuais que frequenta os cafés, botequins e as tão misteriosas sociedades maçónicas, iniciam uma forte critica a toda a organização do pais, ao poder tirano e os privilégios feudais, aclamando os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade; As aspirações de mudança destes iluminados, iriam ser brevemente impulsionadas pelas invasões francesas, que lançaram o país na senda das transformações liberais. Análise do documento 1(C) da página 79 do manual (2ªParte)

Instituições como a Real Mesa Censória e a Intendência Geral da Policia, anteriormente criadas por Marquês de Pombal, defendiam os interesses do poder político absolutista, através de acções repressivas e de censura;

No entanto, tal como acontecera em França no período posterior à revolução, uma Burguesia endinheirada e um grupo restrito de intelectuais que frequenta os cafés, botequins e as tão misteriosas sociedades maçónicas, iniciam uma forte critica a toda a organização do pais, ao poder tirano e os privilégios feudais, aclamando os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade;

As aspirações de mudança destes iluminados, iriam ser brevemente impulsionadas pelas invasões francesas, que lançaram o país na senda das transformações liberais.

Análise do documento 1(C) da página 79 do manual (2ªParte)

 

Aproveitando o enorme domínio que exercia sobre o território europeu, em 1806, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental, ou seja, o fecho de todos os portos europeus ao comércio com a Grã-Bretanha. Portugal encontrava-se numa situação problemática: Por um lado, poderia manter-se fiel à Inglaterra, sua antiga aliada, o que ditaria a invasão napoleónica e a partilha do país entre a França e a Espanha (estas duas nações eram fortes aliadas); Por outro, ao aceitar o bloqueio, muitos dos territórios do seu império seriam anexados por Inglaterra, punha em causa o abastecimento de Lisboa, que vivia das importações de géneros alimentares estrangeiros, sobretudo o trigo americano e ainda a comercialização do lucrativo vinho do Porto; O príncipe-regente D. João acabou por seguir a primeira opção e fugir juntamente com a sua família e a corte para a colónia do Brasil (29 de Novembro de 1807); Tal decisão, ditou 3 invasões napoleónicas que flagelaram o país entre 1807 e 1811. No entanto, a fuga do rei permitiu a manutenção da independência de Portugal; Análise do documento 3(A) da página 81 do manual (2ªParte ) Principais marinhas de guerra europeias País Naus País Naus País Naus Reino Unido 103 Suécia 12 França 37 Dinamarca 20 Espanha 24 Portugal 13 Holanda 6 Rússia 36 Total 45 Total 103

Aproveitando o enorme domínio que exercia sobre o território europeu, em 1806, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental, ou seja, o fecho de todos os portos europeus ao comércio com a Grã-Bretanha. Portugal encontrava-se numa situação problemática:

Por um lado, poderia manter-se fiel à Inglaterra, sua antiga aliada, o que ditaria a invasão napoleónica e a partilha do país entre a França e a Espanha (estas duas nações eram fortes aliadas);

Por outro, ao aceitar o bloqueio, muitos dos territórios do seu império seriam anexados por Inglaterra, punha em causa o abastecimento de Lisboa, que vivia das importações de géneros alimentares estrangeiros, sobretudo o trigo americano e ainda a comercialização do lucrativo vinho do Porto;

O príncipe-regente D. João acabou por seguir a primeira opção e fugir juntamente com a sua família e a corte para a colónia do Brasil (29 de Novembro de 1807);

Tal decisão, ditou 3 invasões napoleónicas que flagelaram o país entre 1807 e 1811. No entanto, a fuga do rei permitiu a manutenção da independência de Portugal;

Análise do documento 3(A) da página 81 do manual (2ªParte )

Fig.1 Fig.2 - Contexto – Guerra das Laranjas (1801) entre Portugal e Espanha, e tratado de Badajoz (6 de Junho de 1801) Perda de Olivença para Espanha; - Figura 1 – Mapa em que Olivença (território com uma área 7 vezes superior à cidade de Lisboa) ainda faz parte de Portugal. - Figura 2 – Mapa espanhol de 1773, em que Olivença também é indicada como território português.

- Contexto – Tratado de Fontainebleau (27 de Outubro de 1807), assinado pela Espanha e França. Acordo da invasão de Portugal e divisão do território português invadido. - Figura 1– Mapa onde estão representadas as três unidades territoriais que iriam ser criadas aquando da invasão e domínio do nosso país por parte das tropas franco-espanholas. Fig. 1

- Contexto – Tratado de Fontainebleau (27 de Outubro de 1807), assinado pela Espanha e França. Acordo da invasão de Portugal e divisão do território português invadido.

- Figura 1– Mapa onde estão representadas as três unidades territoriais que iriam ser criadas aquando da invasão e domínio do nosso país por parte das tropas franco-espanholas.

1ª Invasão Comando: General Jean – Andoche Junot (França) Capitão general de Castela, Dom José Carrafa (Espanha) Tropas: 1º Corpo de Observação da Gironda (24.000 homens) Tropas espanholas (26.069 homens) 2ª Invasão Comando: Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult Principal Conquista: - Porto (24 de Março de 1809) 3ª Invasão Comando: Marechal André Masséna (65. 000 homens) Batalha do Buçaco (27 de Setembro de 1810); Derrota das tropas francesas junto às linhas de Torres Vedras pelas tropas anglo-portuguesas;

1ª Invasão

Comando:

General Jean – Andoche Junot (França)

Capitão general de Castela, Dom José Carrafa (Espanha)

Tropas:

1º Corpo de Observação da Gironda (24.000 homens)

Tropas espanholas (26.069 homens)

2ª Invasão

Comando:

Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult

Principal Conquista:

- Porto (24 de Março de 1809)

3ª Invasão

Comando:

Marechal André Masséna (65. 000 homens)

Batalha do Buçaco (27 de Setembro de 1810);

Derrota das tropas francesas junto às linhas de Torres Vedras pelas tropas anglo-portuguesas;

As invasões foram desastrosas para Portugal, não só pela enorme destruição que causaram, mas sobretudo, pelo domínio político e económico que a Inglaterra exerceu sobre nós; Os conflitos armados foram ruinosos: Os sectores agrícola, industrial e comercial foram extraordinariamente afectados; Determinadas localidades e regiões sofreram uma enorme destruição – Edifícios habitacionais, infra-estruturas públicas, redes de abastecimento de água (das poucas existentes), entre outros; O património português foi extremamente depauperado, pelo saque de mosteiros, igrejas e pal ácios; Naturalmente, verificaram-se enormes perdas humanas; As cidades que mais sofreram esses efeitos devastadores, foram Lisboa e Porto. Análise do documento 3 (C) da página 81do manual (2ª Parte)

As invasões foram desastrosas para Portugal, não só pela enorme destruição que causaram, mas sobretudo, pelo domínio político e económico que a Inglaterra exerceu sobre nós;

Os conflitos armados foram ruinosos:

Os sectores agrícola, industrial e comercial foram extraordinariamente afectados;

Determinadas localidades e regiões sofreram uma enorme destruição – Edifícios habitacionais, infra-estruturas públicas, redes de abastecimento de água (das poucas existentes), entre outros;

O património português foi extremamente depauperado, pelo saque de mosteiros, igrejas e pal ácios;

Naturalmente, verificaram-se enormes perdas humanas;

As cidades que mais sofreram esses efeitos devastadores, foram Lisboa e Porto.

Análise do documento 3 (C) da página 81do manual (2ª Parte)

 

Entre 1808 e 1821 Portugal encontrou-se então sob domínio Inglês: Willian Carr Beresford tinha como principais funções a reestruturação do exercito e a organização da defesa do reino contra os Franceses, e assumiu o comando das tropas portuguesas, onde os ingleses possuíam as mais as altas patentes; No entanto, face à continua ausência do rei D. João VI no Brasil, o marechal assumiu funções que se estenderam para além da esfera militar, sobrepondo-se ao próprio regente: Exerceu um rigoroso controlo do funcionamento da economia; Reactivou a Inquisição; Encheu as prisões de suspeitos de actos radicais e revolucionários. A sua atitude repressiva, a crise económica e o prolongado domínio inglês sobre o país gerou entre os portugueses um clima de repulsa para com os britânicos, e tudo o que provinha de Inglaterra. Willian Carr Beresford

Entre 1808 e 1821 Portugal encontrou-se então sob domínio Inglês:

Willian Carr Beresford tinha como principais funções a reestruturação do exercito e a organização da defesa do reino contra os Franceses, e assumiu o comando das tropas portuguesas, onde os ingleses possuíam as mais as altas patentes;

No entanto, face à continua ausência do rei D. João VI no Brasil, o marechal assumiu funções que se estenderam para além da esfera militar, sobrepondo-se ao próprio regente:

Exerceu um rigoroso controlo do funcionamento da economia;

Reactivou a Inquisição;

Encheu as prisões de suspeitos de actos radicais e revolucionários. A sua atitude repressiva, a crise económica e o prolongado domínio inglês sobre o país gerou entre os portugueses um clima de repulsa para com os britânicos, e tudo o que provinha de Inglaterra.

A economia portuguesa encontrava-se em decadência: A balança comercial apresentava valores extremamente deficitários; A Agricultura e o comércio apresentavam sinais de uma crise estrutural. O decréscimo do comercio ficou sobretudo a dever-se: À abertura dos portos do Brasil em 1808 ao comércio internacional, ou seja, à perda do exclusivo colonial; Ao tratado de comércio de 1810 com a Grã-Bretanha – este reforçou o célebre tratado de Methuen (27 de Dezembro de 1703) na medida em que a liberdade de comércio e navegação favoreceu a entrada de mercadorias Britânicas nos portos Portugueses.

A economia portuguesa encontrava-se em decadência:

A balança comercial apresentava valores extremamente deficitários;

A Agricultura e o comércio apresentavam sinais de uma crise estrutural.

O decréscimo do comercio ficou sobretudo a dever-se:

À abertura dos portos do Brasil em 1808 ao comércio internacional, ou seja, à perda do exclusivo colonial;

Ao tratado de comércio de 1810 com a Grã-Bretanha – este reforçou o célebre tratado de Methuen (27 de Dezembro de 1703) na medida em que a liberdade de comércio e navegação favoreceu a entrada de mercadorias Britânicas nos portos Portugueses.

Com a perda do exclusivo comercial do Brasil, Portugal deixou de usufruir de grande parte dos lucros que obtinha com a importação e a reexportação dos produtos alimentares e matérias-primas . Viu-se também privado do mercado garantido de escoamento para a sua produção manufactureira. Naturalmente a burguesia viu a sua actividade mercantil diminuir em larga escala. Análise dos documentos 5(A )e 5(B) da página 84 do manual (2ª Parte) Roça de café brasileira do inicio do século XX

Com a perda do exclusivo comercial do Brasil, Portugal deixou de usufruir de grande parte dos lucros que obtinha com a importação e a reexportação dos produtos alimentares e matérias-primas .

Viu-se também privado do mercado garantido de escoamento para a sua produção manufactureira.

Naturalmente a burguesia viu a sua actividade mercantil diminuir em larga escala.

Análise dos documentos 5(A )e 5(B) da página 84 do manual (2ª Parte)

 

Perante este cenário de guerras, destruição, crise e domínio Inglês a burguesia desencadeou a agitação revolucionária: No Porto em 1817 nasceu uma associação maçónica de nome Sinédrio sobre a égide de Manuel Fernandes Tomás, juiz do Tribunal da Relação do Porto: O Sinédrio pretendia intervir no país quando o contexto fosse favorável. Em Janeiro de 1820, ocorreu uma revolução liberal em Espanha, que restaurou a constituição de 1812, uma constituição democrática e liberal. Portugal foi então influenciado por essas ideias liberais que irradiavam do país vizinho.

Perante este cenário de guerras, destruição, crise e domínio Inglês a burguesia desencadeou a agitação revolucionária:

No Porto em 1817 nasceu uma associação maçónica de nome Sinédrio sobre a égide de Manuel Fernandes Tomás, juiz do Tribunal da Relação do Porto:

O Sinédrio pretendia intervir no país quando o contexto fosse favorável.

Em Janeiro de 1820, ocorreu uma revolução liberal em Espanha, que restaurou a constituição de 1812, uma constituição democrática e liberal.

Portugal foi então influenciado por essas ideias liberais que irradiavam do país vizinho.

O povo começou então a tomar conhecimento dessas ideias, e a ter consciência da sua não liberdade, já que só se sabe o que é a liberdade quando não se a tem. Face a ausência do temido Beresford que se tinha deslocado ao Rio de Janeiro a fim de pedir dinheiro a D. João VI para o pagamento das despesas militares e também estender o seu campo de intervenção governativa, o Sinédrio que havia recrutado altas patentes militares capazes de materializar a revolução, deu-lhe inicio a 24 de Agosto de 1820, na cidade invicta. Manuel Fernandes Tomás

O povo começou então a tomar conhecimento dessas ideias, e a ter consciência da sua não liberdade, já que só se sabe o que é a liberdade quando não se a tem.

Face a ausência do temido Beresford que se tinha deslocado ao Rio de Janeiro a fim de pedir dinheiro a D. João VI para o pagamento das despesas militares e também estender o seu campo de intervenção governativa, o Sinédrio que havia recrutado altas patentes militares capazes de materializar a revolução, deu-lhe inicio a 24 de Agosto de 1820, na cidade invicta.

Quem governava Portugal aquando das invasões francesas? Príncipe -regente D. João (VI) Em que ano foi decretado o Bloqueio Continental por Napoleão Bonaparte? No ano de 1806 Em que ano se iniciaram as invasões napoleónicas a Portugal? No ano de 1807 Como se chamava o principado que abarcava os territórios entre o Minho e o Douro, e que fora definido no Tratado de Fointaineblau (1807)? Lusitânia Setentrional. Que general chefiou o governo militar britânico? Willian Carr Beresford Onde e quando nasceu a associação maçónica que impulsionou a revolução de 1820? No Porto em 1817 Como se chamava essa associação? Sinédrio Que acontecimento influenciou a revolução vintista? Revolução liberal espanhola de Janeiro de 1820

Quem governava Portugal aquando das invasões francesas?

Príncipe -regente D. João (VI)

Em que ano foi decretado o Bloqueio Continental por Napoleão Bonaparte?

No ano de 1806

Em que ano se iniciaram as invasões napoleónicas a Portugal?

No ano de 1807

Como se chamava o principado que abarcava os territórios entre o Minho e o Douro, e que fora definido no Tratado de Fointaineblau (1807)?

Lusitânia Setentrional.

Que general chefiou o governo militar britânico?

Willian Carr Beresford

Onde e quando nasceu a associação maçónica que impulsionou a revolução de 1820?

No Porto em 1817

Como se chamava essa associação?

Sinédrio

Que acontecimento influenciou a revolução vintista?

Revolução liberal espanhola de Janeiro de 1820

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