A febre que eu posso fingir (em construção)

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Information about A febre que eu posso fingir (em construção)
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Published on March 13, 2014

Author: isaias2014

Source: slideshare.net

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Livro a febre que eu posso fingir (em contrução)

isaias de faria a febre que posso fingir poemas Belo Horizonte porospoesia 2014

SE O QUE TENHO É ISSO Febre Que finjo Alvoroço Que minto Lúgubre Que disfarço

CONTO Relevo na língua, Estalactites No alto da boca, dentes pungentes. Posso tentar ser monstro, Namorar teus Poros dilatados na Rua ah, aquelas ruas, de fumaça e neon, Que a gente adorava passar

ciclos vamos lá perambular deixar rolar o estado das coisas forma roda caminho saliva vamos lá deixar os beiços pulsar trocar de nome machucar um pouco os pés correndo na rua escura de pedras afiadas pedras mas vamos lá para as luzes de outdoors bem abestalhados de mãos dadas sem rumo sem rumo sem rumo vamos lá ficar de bobeira madrugada distraída doidos nos dois

pra ficar ficar juntos sem rumo sem rumo sem rumo madrugada afora manhã afora solstício afora dia afora semana afora até que trinta e um chegue e possamos pensar na conta de luz iptu padaria vamos lá restante não há restante desapareceu no lugar que foi no lugar que fomos fomos sim fomos inconstantes terrivelmente iguais e deixemos tudo para que outros digam e se repitam: vamos lá

Pré-história de teu humor invertido Troca de refrão Traje pequeno Poupa de açaí Requinte de crueldade Porque não posso Te tocar nem um minutinho sequer? Você não deixa Você toda desnaturada Comigo Resta-me então Passar pro outro lado Pro lado do congelador

É o quê? Café com perfume Pelos pubianos Retórica capaz De tocar adiante Teu Humor Fazê-lo ficar mais calorento brincar Feito bons amigos Teremos que por Em pratos limpos: É amor ou perdição?

Radamés Radamés, o mais rude, dizia estar Carcomido palas palavras e pelas Pessoas ao mesmo tempo. Exatamente porque elas eram Insuportáveis e inseparáveis Ao mesmo tempo.

Verbo Tentar criar espaços únicos Nem sempre dá certo Estranhar é uma sina nessa Tentativa E seguimos nisso, Pensando baixo, Coçando a cabeça Oráculos não há Talvez uma seta, Uma bússola Um caminho? Rumo é um verbo Bem esquisito

Tradição Do alto da torre da igreja Um alto-falante avisa o fim: Da cidadezinha partiu. Quase todos irão à despedida do Corpo. Caprichosos vestidos, Caprichosos ternos, Bule de café meio sem açúcar Pra significar o quanto A vida é diversa em Gosto. E os convidados se perguntam: Tudo é como aquele café no bule?

nívea tateio de olhos fechados fome de teus pés veias e tornozelos alvos

síria gás sarin até debaixo das unhas das moças, moços, senhoras, senhores, meninas e meninos. o relatório da onu devia dizer: usa como se usasse, uma borracha num papel escrito a lápis

para a foto: “casal na chuva” de german lorca As pernas são borrões São sombras Passam Evaporam E que materialidade pensar? Não há São borrões Sombras Cinzaprataclaro Uma cor que percorre Contorna As pernas borrões As pernas sombras Os corpos Os dois Que sustentam As pernas borrões As pernas sombras

Beirando dos 40 Acabaram de se conhecer e Rolma pergunta: - Está com sol lá fora? - De vez em quando. - Você prefere dia ou noite? - Noite. E você? - Noite também. - E o que gosta de escutar na noite? - eu gosto...humm... Franz Ferdinand eu gosto. Me faz sentir mais jovem. - É? Bem, eu...acho eu a Xuxa me faz sentir mais jovem. (risos) - Não, estou falando sério, a música do Ferdinand tem algo de uma leveza alegre, algo adolescente, e sabe como é né, já estou beirando os 40. - Até parece, baby. Quer uma ótima dica de fonte da juventude? Pois bem: minha cama. você vai se sentir uma mocinha de 18 na minha cama. - Babaca.

On the road na tela É só passar um road movie Na tv que Eu paro E fico querendo Partir

A feirante Tomates vermelhos lustrosos Dentro do sutiã Roubados da feira E o quitandeiro: -Não fará falta, Estão bem melhor Onde estão Adocicados Puramente aconchegados Até que alguém chegue, E os devore

preparada Não posso desdesejar Jazz & manjar Suco de amora na Tua barriga Nua, Pronta, prontinha

Plenilúnio urbano No meio da noite Tem árvores verdinhas no Outdoor iluminado Entre prédios de 38 andares

Letra de música Estamos passando por um Momento nada a ver? A paixão vai pra rua Dançar Enquanto aqui Pouca pasta de dente Sobrou pra você Mas meu raio que o parta ficou E vamos indo Esperando muito mais Esperando muito mais Pro dia variar Vamos dançar Tocar a fossa daqui Encontrar a grande corrente marítima Esperando muito mais Esperando muito mais Com hálito de peixe Pela rua

Pra variar Vamos dançar Tocar a fossa daqui E seguir Seguir Esperando muito mais Muito mais Vamos pra rua dançar

Despatriarcado Monturo. Alerta vermelho. Não chegue perto. Ou Chegue Se achegue Se infecte. A pátria do povo A terrível pátria do povo brasileiro

Desejo Pedra no Sapato Parece com A letra Que Eu quero ser

O bem e o mal aqui é igual Aroma entre teus Peitos alvos fervorosos fazem as horas rudes sumirem

SANGUE & SUOR EM 2013 Pelas ruas Podem passar Também bagunceiros baderneiros adoráveis vândalos ali entre pedra pau traquéia e sob o mesmo céu pulsa crivado de gosto e desgosto: tiros de borracha gás lacrimogêneo coquetel molotov

ENCONTRO Menina, Me espera na Saída

O FALO E A FOME Arranca meu coro Mulher Se assanhe em cima de mim Meu falo mais que Torre de Paris A madrugada trompete está Aí e tenho que Raptar o raio Que a parta Logo que o coito termine Mas arranque meu couro Rápido, mulher, Com tua volúpia Estou a ponto de bala de canhão, Sabe?

A flecha de fogo audaz Pronta prontinha vê tua fenda E corre come Triangulo peludo de cabeça pra baixo Engole tudo

Sugue mais e mais Os poros Do meu céu da boca

Tua boca Um peixe ornamental Num pequeno aquário Parece tua boca Indecifrável Parece uma Sinfonia do Tchaikovsky

Soneto do tempo presente(inacabado) Não posso escapar de tua boca Miraculosa e cheia de odes. Acabo perdendo-me alí Em algas e salivas elétricas. Fugir pra que dessa alegria e dor? Hemingway não fugiria, estou certo? Da abissal bocarra em nossa direção multicolorida multifacetada multimorte

Batatas e sinfonia Na cozinha, batatas cozinham. Lá fora, uma tenra tarde chuvosa. Na sala, calmo e fascinado, descubro mais uma sinfonia do Tchaikovsky

Paideia No escudo, Uma imagem de pássaro Na lança que volta, O sangue do outro O guerreiro grego Segue.

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