A Cultura e o Iluminismo em Portugal Face à Europa

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Published on February 24, 2014

Author: cristinabarcoso

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A Cultura e o Iluminismo em Portugal Face à Europa 2

A Revolução Científica na Europa e a permanência da tradição QUESTÃO-PROBLEMA Terá o desenvolvimento do conhecimento e do saber ocorrido em todo o espaço europeu ou houve áreas geográficas que resistiram à inovação? Para saber responder no final: 1. O que é o método experimental ou científico? 2. Como se constrói o método experimental? 3. Como é que o desenvolvimento da técnica contribuiu para o avanço científico? 4. Que novas áreas geográficas passaram a ser conhecidas pelo europeu? 5. O que entendes por revolução científica? 6. Que limitações ou entraves surgiram ao avanço científico? 7. Identificar as áreas geográficas europeias de maior resistência à inovação. 8. Identificar os grupos sociais associados ao avanço da ciência. 9. Definir Iluminismo. 10. Identificar as principais ideias iluministas e os seus representantes. 11. Como chegaram as ideias iluministas a Portugal? Como foram implantadas? 3

A Revolução Científica na Europa e a permanência da tradição O nascimento do método científico OBSERVA COM ATENÇÃO A PINTURA Rembrandt, A Lição de Anatomia do Dr. Tulp, 1632, pintura a óleo, 169,5 cm x 216,5 cm, Mauritshuis, Haia, Holanda 4

A Revolução Científica na Europa e a permanência da tradição O nascimento do método científico Rembrandt, A Lição de Anatomia do Dr. Tulp, 1632, pintura a óleo, 169,5 cm x 216,5 cm, Mauritshuis, Haia, Holanda 1. 2. 3. 4. Quem são as personagens retratadas na pintura? Qual a ciência representada na pintura? Descreve o que é retratado na pintura. Que representações na pintura são condições para o desenvolvimento da medicina? 5

René Descartes 1596-1650 “(…) Devemos evitar cuidadosamente a precipitação e as conclusões apressadas; apenas podemos reconhecer como autênticos os conhecimentos que se apresentam ao nosso espírito com tanta clareza que em caso de dúvida alguma os possamos pôr em dúvida.” René Descartes, Discurso do Método, 1637 Nunca devemos admitir senão aquilo que a razão nos mostra como evidente; em caso algum podemos aceitar o que nos é imposto pela nossa imaginação ou pelos nossos sentidos.” René Descartes, Meditações Metafísicas, 1640, 1637 1. O que considera o autor mais importante para a construção do saber? 2. Que tipo de saber defende Descartes? 3. Que conselhos dá Descartes quanto à procura do verdadeiro conhecimento? 4. De acordo com a opinião do autor, qual a importância da dúvida metódica? Cf. MAIA, Cristina; BRANDÃO, Isabel Paulos – Viva a História 8. Porto, Porto Editora, 2007, p. 94,95. 6

médico britânico que pela primeira vez descreveu corretamente os detalhes do sistema circulatório do sangue ao ser bombeado por todo o corpo pelo coração 7

cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha sido também astrónomo, alquimista e teólogo 8

astrónomo e matemático polaco que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Foi também cónego da Igreja Católica, governador e administrador, jurista, astrólogo e médico 9

físico, matemático, astrónomo e filósofo italiano. Galileu Galilei foi personalidade fundamental na revolução científica 10

Termómetro de álcool italiano, 1660, réplica Microscópio inglês, 1680, Christop her Cock Telescópio de Newton, 1668, Royal Society, London Relógio, 1670, Victoria and Albert Museum, Londres 11

Tasman (holandês) explora as costas da Austrália, chega à Tasmânia e Nova Zelândia 12

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James Cook, 1724/1774, Inglaterra 14

A necessidade de divulgação e discussão dos avanços técnicos e científicos leva a:  Divulgação em jornais e livros  Discussão em salões, cafés, livrarias, bibliotecas  Desenvolvimento da Maçonaria (associações secretas de intelectuais)  Criação das Academias: sociedades científicas onde se partilhavam ideias, conhecimentos e experiência. As academias tornam-se centros de cultura e progresso 15

“Nos exames ou lições não se ensine nem defendam opiniões de pouco valor ou inúteis (…) como são as de Descartes, Newton e outros (…)” Edital do Colégio das Artes, Coimbra, 1746 “Lamentam os sábios, e com razão, que as luzes da ciência experimental moderna (…) sejam desconhecidas em Portugal, devido à dificuldade com que entram os livros estrangeiros, a facilidade com que se condena e proíbe a leitura e a supersticiosa e triste ignorância em que se acham os homens (…). Tem mostrado a experiência que os Portugueses têm sido obrigados a encolher os seus talentos, a esconder as suas luzes, a afogar as suas ideias, a sufocar as suas opiniões (…). Os ministros (…) deverão persuadir o seu soberano a abolir para sempre um tribunal que, implantado em Portugal, é o escândalo de todos os povos do mundo.” Cavaleiro de Oliveira, Reflexões (publicadas em Londres), 1765 1. Qual a opinião do Colégio das Artes sobre os cientistas modernos? Que tipo de ensino defende? 2. A que tribunal se refere o Cavaleiro de Olivença? 3. Segundo o Cavaleiro de Olivença, quais eram algumas das causas do atraso em que se encontrava Portugal? 16

 O desenvolvimento do saber e do conhecimento não chega da mesma forma a toda a população Existência de uma elite cultural, grupo de intelectuais com acesso ao conhecimento Grande parte da população permaneceu analfabeta A cultura popular continuava a ser marcada pelos conhecimentos ligados à agricultura, rituais religiosos, costumes e tradições Crenças e práticas de magia e bruxaria pelo povo 17

Resistência da Igreja Católica à inovação, criação da Inquisição e Companhia de Jesus (ordem religiosa que dominava o ensino em Portugal e Espanha) As descobertas científicas eram vistas como uma ameaça aos saberes da Bíblia Censura e repressão utilizadas pela Inquisição e o ensino tradicional dos Jesuítas foram instrumentos de controlo ideológico 18

“O Século das Luzes” 19

Movimento que surge em Inglaterra na segunda metade do século XVII E desenvolve-se em França durante o século XVIII O Iluminismo defendia:  A ideia de progresso A valorização da razão Liberdade, Tolerância e Igualdade de todos perante a lei O direito à felicidade 20

PRINCIPAIS REPRESENTANTES DO ILUMINISMO 21

JONH LOCKE, 1632/1704 (Inglaterra)  Precursor do Iluminismo      (considerado o “Pai” do Iluminismo). Direitos naturais e inalienáveis dos homens: vida, liberdade e propriedade. Os governos existem para preservar esses direitos. LIBERALISMO POLÍTICO. Defesa da Monarquia Parlamentar (Constitucional);. Conhecimento = experiência e razão. 22

MONTESQUIEU 1689/1755 (França) “Quando na mesma pessoa ou no mesmo órgão político o poder legislativo está reunido ao poder executivo não há liberdade. Também não há liberdade se o poder judicial não estiver separado dos poderes legislativo e executivo” O espírito das leis, 1748 1. Que ideia defende Montesquieu? 2. Consideras que o ideário político defendido por Montesquieu põe em causa a Monarquia Absoluta? Justifica. 23

MONTESQUIEU Divisão de poderes: executivo, legislativo e judiciário.  Harmonia e autonomia entre os poderes.  Submissão de TODOS perante a lei. Montesquieu – Divisão dos Poderes 24

VOLTAIRE, 1694/1778     (França) Crítica ao clero e a intolerância. Igualdade jurídica. Liberdade de expressão. Monarquia esclarecida ou iluminada Voltaire – Liberdade de Expressão 25

ROUSSEAU, 1712/1778 (França)  Defesa da soberania popular.  Poder = povo (democracia).  Teoria do bom selvagem. Rousseau – Pai da Democracia Moderna 26

“O homem nascce livre e senhor da sua própria vontade e não pode ser governado por quem quer que seja sem o seu próprio consentimento. (…) Na sociedade, a minoria deve submeter-se à vontade da maioria (…). As decisões que devem prevalecer são aquelas que representam a vontade geral (…). É verdade que cada um, quando vota, exprime a sua própria vontade. Mas é do número total de votos que resultará a vontade geral. Se o resultado final não estiver de acordo com a minha vontade, isso significa apenas que a maioria está em desacordo comigo e que eu me devo submeter. ROUSSEAU, Nem por isso deixarei de ser1712/1778 livre.” (França) Jean-Jacques Rousseau, O Contrato Social, 1762 1. Que ideias defende Rousseau? 2. Consideras que o ideário político defendido por Rousseau põe em causa a Monarquia Absoluta? Justifica. 27

DIDEROT, 1713/1784 D’ALEMBERT, 1717/1 783 (FRANÇA): Enciclopedistas A divulgação das ideias iluministas deu-se através da “Enciclopédia”, idealizada por Diderot e D’Alembert. 28

EM SÍNTESE: Filósofo Obras mais famosas Ideias defendidas Montesquieu (1689-1755) O espírito das leis Separação dos poderes: legislativo (devia pertencer a uma assembleia de representantes eleita pelos cidadãos); executivo(rei e seus ministros) e judicial (exercido por juízes) Voltaire (1694-1778) Cândido Tratado sobre a Tolerância Justiça social, tolerância religiosa, liberdade, propriedade (critica os privilégios do clero e da nobreza) Rousseau (1712-1778) Do Contrato Social Soberania popular; o poder da Nação (soberania) pertencia ao povo, que elegeria os seus representantes e neles delegaria o seu poder. Igualdade de todos os cidadãos perante a lei 29

 As ideias iluministas chegam a Portugal em meados do século XVIII trazidas pelos Estrangeirados (intelectuais portugueses que viveram no estrangeiro e trouxeram para Portugal os ideais iluministas)  Francisco Xavier de Oliveira, diplomata  Ribeiro Sanches, médico, filósofo e pedagogo  Jacob de Castro Sarmento, médico  João Jacinto de Magalhães, físico  Avelar Brotero, botânico  Luís António Verney, pedagogo 30

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 Entre 1750 e 1772 o Marquês de Pombal, influenciado pelas ideias de Verney, leva a cabo uma reforma que atinge todos os níveis de ensino:  No ensino elementar:  Contrata “mestres de ler, escrever e contar” para as escolas menores  Funda escolas régias para o ensino das Humanidades, estas serão mais tarde os liceus e hoje as escolas secundárias  Funda O Real Colégio dos Nobres para a educação da nobreza  Cria a Aula de Comércio para os burgueses 34

No ensino universitário:  Elabora novos Estatutos para a Universidade de Coimbra  Criou institutos de apoio ao ensino superior, para fomentar o ensino prático, baseado na observação e experiência  Cria novas faculdades, como a de Matemática e filosofia Natural O Estado português implementa desta forma a Laicização do Ensino (ensino público sem carácter religioso) 35

Prof. Cidália Luís, Escola Básica 2,3 Alto do Moinho Professora Cristina Barcoso Lourenço profcristinalourenco@gmail.com Agrupamento de Escolas de Montenegro, Faro 2013 36

René Descartes, La Have en Touraine, França 1596; Estocolmo, Suécia, 1650 Quando estiveres no ensino secundário terás uma disciplina chamada Filosofia onde irás abordar o pensamento de Descartes. Se quiseres saber mais podes consultar os seguintes blogs de professores de Filosofia: http://esbclubefilosofia.blogspot.pt/2009/01/descartes-ometodo.html http://duvida-metodica.blogspot.pt/2009/03/os-conceitoscartesianos-de-intuicao-e.html 37

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