A Crise Econômica Mundial: impactos sobre a economia capixaba - Cláudio Porto e Alexandre Mattos

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Published on October 9, 2009

Author: lcapromo

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Palestra de Cláudio Porto e Alexandre Mattos, no III Fórum de Finanças Empresariais, no dia 29 de setembro de 2009.

A crise econômica mundial: impactos sobre a economia capixaba a médio e longo prazos Claudio Porto e Alexandre Mattos 29 de setembro de 2009

Parte I: O mundo e o Brasil - crise e pós-crise Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Plano da Apresentação 1 O mundo e o Brasil em tempos de crise O mundo e o Brasil pós-crise 2 Pontos fortes e debilidades do Espírito Santo face 3 ao futuro Parte II: O futuro do Espírito Santo 4 O que é certo ou quase certo 5 O que é incerto 2

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão “A construção de cenários é uma reflexão sistemática que visa orientar a ação presente à luz de futuros possíveis” Michel Godet 3

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 1 O mundo e o Brasil em tempos de crise 4

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Economia global: o que é certo ou quase certo até 2012 “O capitalismo sobreviverá mas sem o esplendor, a glória e a abundância desta última década” (Martin Wolf) • Queda da atividade econômica mundial, com recessão nos EUA e demais economias desenvolvidas e desaceleração do crescimento nos países emergentes • Desaceleração do comércio internacional e redução do fluxo de capitais ao redor do mundo • Redução do consumo e aumento da poupança nos EUA • Risco de deflação nas economias desenvolvidas • Diminuição da liquidez e do crédito em escala mundial • Aumento da regulação sobre o sistema financeiro internacional • Maior aversão ao risco • Aumento da demanda por ativos reais de baixo risco • o que pode trazer benefícios para o Brasil, que se destaca como uma fronteira de oportunidades de investimentos de menor risco, em especial na área de infraestrutura 5

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Economia global: O que é certo ou quase certo até 2012 “O impacto fiscal desta crise será tão oneroso quanto o de uma guerra de grande escala” (Martin Wolf) Nas economias desenvolvidas haverá forte aumento da dívida pública como proporção do PIB nos próximos quatro anos, reduzindo o espaço para a política fiscal Dívida pública do G20 Dívida pública (% do PIB) (em % do PIB) 2007 2014 Reino Unido 46,9 87,8 França 70,1 89,7 Alemanha 65,5 91 Itália 113,2 129,4 Japão 170,6 234,2 Espanha 42,7 69,2 EUA 62,9 106,7 Fonte: IMF Fonte: OCDE apud The Economist (jun/09) 6

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão A crise econômica mundial Principais incertezas Como evoluirá a atual crise econômica mundial? • Como evoluirá o mercado imobiliário nas economias desenvolvidos e quais serão seus efeitos sobre o crédito? • As grandes instituições financeiras e não financeiras conseguirão equacionar de forma sustentável os problemas em seus balanços patrimoniais? • As políticas econômicas de enfrentamento à crise serão implementadas de forma orquestrada entre os países? • O risco de deflação neutralizará a expansão monetária, inibindo, assim, a recuperação econômica? • Quais serão os efeitos da política macroeconômica sobre a demanda agregada? Conseguirão impulsioná-la? • Como evoluirão as economias emergentes neste contexto? Superação eficaz Dupla recessão (formato U) (formato W) 7

Dois cenários para a crise: Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 2009-2012 “Superação eficaz (U)” “Dupla recessão (W)” 1. Risco de calote no mercado imobiliário 1. Reequilíbrio rápido do mercado imobiliário permanece elevado, acentuando o risco nos países desenvolvidos, redução do risco sistêmico e inibindo o crédito e o consumo sistêmico e aumento dos níveis de crédito e consumo 2. Implantação fragmentada das políticas macroeconômicas, abrindo excessivo espaço 2. Cooperação dos países na implantação das para arbitragem nos mercados políticas macroeconômicas 3. Queda nos preços dos ativos, perdas nos 3. Recuperação dos balanços patrimoniais e balanços patrimoniais e aumento do número aumento da confiança do setor privado de falências 4. Risco de deflação neutralizado pela 4. Deflação nos principais países desenvolvidos, recuperação da atividade econômica anulando os efeitos da política monetária 5. Recuperação da confiança dos agentes e 5. Ausência de reformas institucionais incremento da demanda agregada (efetividade profundas no setor financeiro anulam os da política macroeconômica expansionista e efeitos da política fiscal expansionista e do das reformas institucionais no setor financeiro) suporte financeiro dos governos 6. Descolamento incremental dos emergentes, 6. Aumento do grau de incerteza, com crescimento da China, Índia e Brasil aprofundamento da recessão mundial e impulsionado pelos seus mercados internos desaceleração dos emergentes 8

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão O Brasil provavelmente será um dos países menos afetados pela crise mundial • Relativo fechamento da economia + magnitude do mercado interno reduzem os impactos negativos no crescimento do PIB • Expectativas mais recentes (Boletim Focus) 0% • Tamanho e cobertura da rede de proteção social • Mitigação ou neutralização dos impactos sobre segmentos da população de menor renda, condicionado à situação fiscal • Inflação não será problema em 2009 • Há espaço para uma queda acentuada dos juros (em especial o cobrado pelos bancos para PF e PJ) e para expansão do crédito • A solidez do sistema financeiro nacional é uma ‘blindagem’ contra crises de confiança 9

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Brasil: o crescimento econômico a médio e longo prazos • Entre 1910 e 1974 o Brasil foi o país que experimentou a maior taxa de Crescimento Econômico Acumulado entre 1980 e 2008 – Brasil x Mundo (Índice crescimento do mundo: 7% a.a. em média 1980 = 100) • Mas entre 1980 e 2007 o crescimento 300 arrefeceu e o país cresceu a taxas 250 200 inferiores às da média mundial 150 Brasil 100 Mundo • A partir de 2005 o Brasil acelerou o 50 crescimento e em 2008 superou a média 0 1981 1984 1987 1990 1993 1996 1999 2002 2005 2008 mundial (5,08 x 3,4%) Fonte: Banco Mundial (2009) • A atual crise econômica mundial abortará nossa aceleração recente? 10

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Uma incerteza fundamental: que coalizão de forças políticas será vitoriosa em 2010 ? Coalizão Pró Mudanças Coalizão Pró Adaptações Coalizão Neopopulista Estruturais Incrementais Mudanças estruturais: Melhorias incrementais • Previdência Social • Previdência social • Sistema tributário • Sistema tributário Não há reformas nem Escopo das mudanças • Sistema político • Sistema político Desfechos plausíveis das •eleições de 2010 • Legislação Trabalhista Regulação melhorias • Regulação • Educação • Educação •Câmbio flutuante •Câmbio flutuante •Câmbio administrado • Metas de inflação • Metas de inflação •Controle de preços Política econômica • Responsabilidade fiscal • Responsabilidade fiscal •Forte expansão do gasto (superávit nominal) (superávit primário) e do déficit público Atratividade do ambiente de negócios para investimentos Muito alta Média Baixa privados 11

Cenário de ajustes estruturais x Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Cenário de adaptações incrementais Cenário de ajustes estruturais Cenário de adaptações incrementais • Medidas anticíclicas capazes de produzir efeitos • Medidas anticíclicas orientadas à mitigação de mais imediatos, mitigando riscos econômicos (e riscos de curto prazo e à sustentabilidade do políticos) de curto prazo, predominantemente crescimento no médio prazo, predominantemente por meio de: por meio de: • expansão das despesas públicas correntes • investimentos públicos de grande porte e em caráter temporário ou permanente com elevado poder multiplicador, com bom impactos imediatos na renda e no consumo potencial de impacto na competitividade • desonerações fiscais setoriais para • forte incentivo aos investimentos privados estimular o consumo e/ou investimentos • desonerações fiscais horizontais e bônus • Estímulo à expansão do consumo ficais temporários doméstico • redução agressiva dos juros e forte contenção • Avanços incrementais na agenda de reformas das despesas públicas de custeio econômicas • Retomada da agenda de reformas econômicas • Ampliação da presença do Estado na economia • Atração de empreendedores privados nacionais e (por meio das empresas estatais e parcerias com estrangeiros para investimentos em grandes empreendedores privados nacionais e projetos estrangeiros) Neste segundo cenário, o Estado (incluindo suas Neste primeiro cenário, o setor privado é o principal empresas) é o principal ’motor’ do crescimento ’motor’ do crescimento econômico econômico 12

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Pontos de atenção Riscos potenciais: • Afrouxamento fiscal, potencializado pelo recrudescimento do déficit previdenciário • Risco inflacionário • Aumento, a médio prazo, da desconfiança dos agentes quanto à solvência das finanças públicas (redução do superávit primário) • Necessidade de novos aumentos nos juros no futuro • Diminuição do espaço de atuação da política fiscal • Redução do espaço para investimentos públicos • Aperto do setor exportador (apreciação do câmbio)? 13

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 2 O mundo e o Brasil pós-crise 14

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão A principal incerteza de longo prazo para o Brasil • Incerteza síntese: o Brasil consolidará ou não uma trajetória de crescimento sustentado e em patamares elevados nos próximos anos? • Esta incerteza se desdobra em: 1. Incerteza externa: como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil? 2. Incerteza interna: com que intensidade nós enfrentaremos os gargalos estruturais ao desenvolvimento sustentado do país nos próximos anos? 15

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Como evoluirá o comportamento do ambiente econômico mundial em relação ao Brasil? • O mundo no pós-crise • Como a economia global e o sistema financeiro internacional que a suporta emergirão da atual crise econômica mundial? “As recessões são parte inerente do capitalismo. Os períodos de alta e baixa do ciclo de negócio ‘purificam’ a economia e têm o potencial de prepará-la para novos ciclos de inovação.” (Joseph Schumpeter) 16

Dois mundos “pós-crise” Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão “Business as Usual” “A Emergência dos Emergentes” 1. Equacionamento gradual dos desequilíbrios 1. Manutenção dos desequilíbrios globais, globais, com aumento da poupança nos EUA e reduzindo a atratividade dos ativos UE e incremento da demanda interna no Japão americanos. Aumento do protecionismo. e nos emergentes. Recuperação do fluxo de 2. Leve aumento na regulamentação das finanças, capitais. propiciando o surgimento de novas bolhas e 2. Reforma regulatória das finanças, com ativos de risco recuperação da confiançano setor financeiro 3. Incertezas e riscos inibem a recuperação 3. Recuperação da confiança do setor privado, econômica sustentável estimulando a recuperação econômica 4. Retorno lento aos padrões de endividamento 4. Retorno gradual aos padrões de nos países desenvolvidos (em percentual do endividamento nos países, incentivado pela PIB), com pressões inflacionárias recuperação econômica 5. Predomínio das inovações financeiras 5. Predomínio das inovações tecnológicas e 6. Dólar continua como moeda de referência produtivas, estimulando o aumento da produtividade 7. Mulltipolaridade econômica. Maior protagonismo econômico dos emergentes. 6. Progressiva adoção de uma cesta de moedas Aumento gradual de sua relevância política 7. Mulltipolaridade política e econômica. Maior 8. Combustíveis fósseis predominam protagonismo dos emergentes 9. Baixa adesão a Copenhagen e mitigação 8. Mais destaque para a “economia verde” reativa de impactos ambientais 9. Adesão a Copenhagen e mobilização global em face das mudanças climáticas 17

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Brasil: Potencialidades x Gargalos Estruturais O futuro da economia brasileira no longo prazo está condicionado à evolução de alguns fatores estruturais que poderão impulsionar ou inibir o seu desenvolvimento sustentado: • Potencialidades • Gargalos 18

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Potencialidades estruturais 1. Diversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveis 2. Disponibilidade de água e solos agricultáveis 3. Mercado nacional integrado e de grande escala, com segmentos econômicos mundialmente competitivos 4. Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro Nacional 5. Dimensão e dinamismo do mercado interno 6. Pujança do mercado acionário 7. Acúmulo de reservas internacionais 8. Diversificação de mercados 19

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 1. Diversidade e abundância de fontes de energia, inclusive renováveis • Produção de petróleo: • 2008: 2 milhões de barris dia Matriz Energética Brasileira - 2007 • 2015: 3,5 a 4 milhões de barris dia • As reservas do Pré-sal: Carvão e mineral e derivados Urânio e derivados 6,2% 1,4% Gás Natural • 11 reservatórios 9,3% Petróleo e derivados • Bep: Tupi (4 a 8 bi) e Iara (3 a 4 bi) Energia hidráulica 36,7% e eletricidade • Bioenergia: 14,7% Produtos da • Forte expansão cana-de-açúcar Biomassa 15,6% 16,0% • 2ª maior fonte de geração primária de energia Fonte: EPE (2007) • Energia hidráulica: • Potencial - 258.410 MW • Somente 28,2% é explorado 20

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 2. Disponibilidade de água e solos agricultáveis Áreas disponíveis para agropecuária • A maior disponibilidade hídrica (em milhões de hectares) do planeta: cerca de 10% da Áreas degradadas vazão média mundial está nos rios brasileiros Novas áreas • 106 milhões de hectares de Uso e disponibilidade da terra – EUA x Brasil Estados terras agricultáveis não Unidos Brasil utilizadas, área correspondente Plantio de grãos 140 milhões de 40 milhões de hectares hectares à soma dos territórios de França Pastagens 320 milhões de 220 milhões de hectares hectares e Espanha Áreas disponíveis 106 milhões de 0 para agropecuária hectares Fonte: Revista Veja edição 1843 (2004) 21

A Multiplicação dos Grãos Macroplan® Evolução da produtividade da safra brasileira Prospectiva, Estratégia & Gestão (em milhões de toneladas colhidas e em milhões de hectares plantados) A produção aumenta... 3. Mercado nacional integrado e de grande 120 escala, com segmentos econômicos 100,3 116,2 mundialmente competitivos 90 81,2 78,9 82,4 76 96,6 68,2 82,8 76,5 • 1º produtor mundial de jatos regionais (exportações da 68,3 73,8 Embraer 2006: US$ 3,3 bilhões) 50 57,8 91 92 93 94 95 96 97 98 99 01 01 02 03 • Maior exportador mundial de café, açúcar, carne bovina ... A área cultivada cresce lentamente e.... e frango 45 42,7 41,1 • 2º maior exportador de soja 39 40 38,4 38,4 • 2º maior produtor de pisos e azulejos 37,7 37,3 37,8 36,8 36,7 36,4 • 3º maior mercado de cosméticos e celulares do mundo 35,6 35 35 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 • 3º produtor mundial de calçados ... A produtividade dispara • 3º produtor mundial de refrigerantes (em toneladas por hectare) 3 • 5º maior parque de computadores 2,7 2,4 1,5 1,5 • 8º maior mercado de automóveis do mundo 0 1991 2002 2003 *previsão IBGE Fonte: Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento 22

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 4. Solidez e elevado desempenho do Sistema Financeiro Nacional • Elevada (Bradesco e Itaú) estão entre as 10 maiores instituições financeiras das Américas produtividade em função de investimentos pesados em novas tecnologias de informação e automação bancária • Reestruturação do setor bancário (liderada pelo Bacen), levando à consolidação, fechamento e liquidação de muitos bancos privados • Dois bancos brasileiros em valor de mercado • Há apenas quatro anos ocupavam o 43º e o 34º lugares Lucro líquido dos principais bancos atuantes no Brasil (em bilhões de reais) 8,8 8,5 8,0 7,6 2008 6,0 5,1 5,1 2006 4,3 3,2 3,9 3,4 2,4 2,5 2,0 1,9 1,8 1,3 Itaú Bradesco BB Unibanco CEF Santander Fonte: FSP (2009) 23

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 5. Dimensão e dinamismo do mercado interno • Expansão da classe média de 44% para 52% da população brasileira (2002 a 2008) • (Famílias com renda entre R$ 1.064 e R$ 4.561) (FGV) • Principais fatores: • Melhora do nível de escolaridade da população • Migração dos empregos informais para os formais • Rápido crescimento do crédito Próximo slide 24

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 5. Dimensão e dinamismo do mercado interno (cont.) Grande espaço para crescimento do consumo energético final no Brasil Fonte: Plano Nacional de Energia 2030 (EPE, 2007) 25

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 6. Pujança do mercado acionário Capitalização das ações em bolsas ( em US$ bilhões) 1370 710 592 México 475 398 Santiago 330 348 239 234 São Paulo 226 231 172 136 174 123 86 117 132 Buenos Aires 35 14 41 18 48 24 51 40 57 69 Lima38 38 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Fonte: Federação Mundial de Bolsas de Valores - Ibovespa (2008) APUD Mundo Corporativo 20 (2º trim./2008) Próximo slide 26

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 6. Pujança do mercado acionário (cont.) “Em 2009 ... as operações de captação somam 13,5 bilhões ... Volume que supera os 8,8 bilhões levantados na Bovespa em 2004, primeiro ano da retomada do mercado de capitais brasileiro” (Valor Econômico, 2 de junho de 2009) “Somente entre janeiro e maio de 2009, os Investimentos Externos Diretos somaram US$ 11,2 bilhões. A perspectiva para 2009 é de que o IED atinja US$ 25 bilhões” (Banco Central, julho de 2009) 27

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 7. Acúmulo de reservas internacionais O Brasil ocupa a 7ª posição no ranking de países com maior volume de reservas internacionais: US$ 209,5 bilhões Reservas internacionais e spread da dívida As 10 maiores reservas do mundo (2001-2008) (Bilhões de US$) 2.000 220 Reservas 1.800 Internacionais 200 1.600 180 1.400 160 1.200 140 1.000 120 800 100 600 80 Spread 400 (Global 40) 60 200 40 0 20 Jan/01 Mai/01 Set/01 Jan/02 Mai/02 Set/02 Jan/03 Mai/03 Set/03 Jan/04 Mai/04 Set/04 Jan/05 Mai/05 Set/05 Jan/06 Mai/06 Set/06 Jan/07 Mai/07 Set/07 Jan/08 Mai/08 Fonte: Ipeadata (2008) Fonte: Banco Central (2009) 28

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 8. Diversificação de mercados • Os 8 principais destinos (países) das exportações brasileiras respondem, Principais destinos das exportações brasileiras (em bilhões de US$) atualmente, por 48% do volume exportado Outros 18,2 União Européia 40,4 África 8,6 • Na década de 90, o mesmo grupo respondia por 65% do total vendido Mercosul 17,4 • A ampliação das vendas para mercados Aladi 19,1 Nafta 31,9 pouco tradicionais é um importante Ásia 25,1 ativo estratégico em tempos de crise • Forma de reduzir o impacto negativo de Fonte: MDIC (2008) crises internacionais sobre as exportações brasileiras 29

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão Debilidades: os principais gargalos ao desenvolvimento 1. Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população 2. Violência urbana 3. Gargalos na infra-estrutura logística 4. Carga tributária elevada, sistema tributário distorcido e má qualidade do gasto público 5. Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário 6. Excesso de burocracia 7. Elevada pressão antrópica 8. Baixo desempenho em P&D e Inovação 30

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 1. Baixo nível de escolaridade e de capacitação da população Proficiência em Leitura – PISA 2006 Proficiência em Matemática– PISA 2006 547 556 548 547 527 517 527 501 492 498 461 480 393 370 Canadá Finlândia Irlanda Coréia do Espanha Média Brasil Canadá Finlândia Irlanda Coréia do Espanha Média Brasil Sul Sul OCDE OCDE Fonte: OCDE Resultados do teste Pisa em 2006 com estudantes de 15 anos • O Brasil está abaixo da faixa de 400 pontos – é o antepenúltimo colocado entre 44 países 31

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 2. Violência urbana Até 1999, os pólos da violência localizavam-se nas grandes metrópoles. A partir daí observou-se o deslocamento da dinâmica para o interior dos estados. (Mapa da Violência, 2008) Os 10 municípiosmais violentos do Brasil Brasil: Taxa média de homicídios – População total 2006 Fonte: Mapa da Violência (2008) 32

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 3. Gargalos na infra-estrutura logística Condições das rodovias no • As deficiências em transportes custaram Brasil (2007) R$ 271 bi (11,7% do PIB) para as empresas em 2006 Péssimo Ruim 11,00% • Entre 2005 e 2006 o tempo médio de 22,10% Ótimo 10,50% espera de navios para atracar em portos aumentou 78% Bom 15,60% • 18 dias é o tempo médio de demora de Regular exportação do produto brasileiro em 40,80% contêineres, saindo do Porto de Santos; em Hong Kong, a média é 5 dias Fonte: CNT (2008) 33

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 4. Carga tributária elevada e má qualidade do gasto público • As despesas correntes do governo federal Crescimento das Receitas e Despesas Correntes do saltaram de R$ 339 bi (2002) para 692 bi Governo Federal (2002 = 100) (2008). Crescimento de 104% 300 Despesa • O crescimento nominal do PIB no mesmo 250 Receita período foi de 78% PIB 200 • A receita corrente teve expansão nominal 150 superior à do PIB (96%), porém inferior ao 100 crescimento das despesas 50 • A carga tributária cresceu 11% entre 2002 - a 2008 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: SIAFI/STN (2008) • 2002 – 32,65% do PIB • 2008 – 36,5% do PIB Próximo slide 34

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 4. Carga tributária elevada e má qualidade do gasto público (cont.) • Nos 4 primeiros meses de 2009, A rigidez do orçamento na União as despesas Cortar gastos, como? aumentaram 19% e a receita Composição da despesa corrente da União total encolheu 1,7%. Investimentos Demais Despesas • As despesas de pessoal da União Correntes 2% Pessoal e Encargos Sociais cresceram 24,2% em 16% 22% Rigidez superior a 80% Margem de comparação com 2008 manobra 34% • Há forte rigidez nas despesas de 26% Transferências a Benefícios custeio e nas transferências no Previdenciários Estados, DF e Municípios orçamento federal. Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional 35

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 5. Déficit da previdência e pressões crescentes sobre o sistema previdenciário • A previdência no Brasil consome 12% do PIB. Na China e no Chile, apenas 3%. • Relação contribuinte/ beneficiário caiu de 2,5 em 1990, para 1,2 em 2002 • Com o envelhecimento da população e o atual modelo previdenciário esta relação tende a cair ainda mais Gastos anuais do INSS 1988-2007 (% do PIB) Relação contribuinte/beneficiário do sistema previdenciário (1950-2002) 8,0 7,80 7,0 6,0 5,0 4,10 3,03 4,0 2,50 3,0 1,20 2,0 1997 2007* 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 1950 1970 1980 1990 2002 Fonte: Giambiagi (2007) Fonte: Rossetti (2002) 36

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 6. Excesso de burocracia A Burocracia tira competitividade do Brasil... • O Brasil ocupa a 122ª posição 120 122 109 do ranking de facilidades para 83 realizar negócios entre 178 44 33 países estudados 1 12 Cingapura Japão Chile México China Argentina Índia Brasil • O tempo médio de abertura de ...E a Posição Relativa do País tem Piorado empresas é de 152 dias Abertura de empresa Licenciamento • São necessários em média 4 Contratação de empregados 2007 Registro de prioridade 2008 anos para o fechamento de Obtenção de crédito uma empresa Pagamento de tributos Comércio exterior Fechamento de empresa • Justiça: cara e lenta 0 25 50 75 100 125 150 Fonte: Doing Business 2008, Banco Mundial 37

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 7. Elevada pressão antrópica • Aumento do desmatamento na Amazônia Legal • Entre 2001 e 2004 cerca de 5,4 mil Km² de florestas foram diretamente convertidas em áreas de plantio de grãos ou em pastagens • Visível queda da vegetação nativa no cerrado decorrente da expansão do agronegócio • Mantidas as atuais taxas de desmatamento, este bioma poderá estar extinto em 2030 Área de distribuição original do Cerrado Principais remanescentes de vegetação nativa de Cerrado 2002 Fonte: Ministério Meio ambiente Fonte: CI-Brasil Próximo slide 38

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 7. Elevada pressão antrópica (Cont.) ... mas a expansão da produção de cana-de-açúcar não é Floresta Amazônica M CE RN A parte relevante desta PB PI PE pressão AL TO BA SE MT GO MS M ES Convenções G Áreas de produção SP RJ Áreas de expansão ~ 1990-2005 PR Floresta Amazônica SC RS Fonte: MPOG / IBGE, 2007 39

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 8. Baixo desempenho em P&D e Inovação Recursos Investidos em P&D (US$ bilhões de 2005) Pedidos de patentes solicitadas no Wipo 5000 350 320 Coréia do Sul 4500 300 China 4000 Brasil 250 3500 3000 200 2500 150 136 2000 130 1500 100 1000 50 500 14 0 0 1990 1995 2000 2005 1º EUA 2º China 3º Japão 13º Brasil Fonte: Wipo (World International Patent Organization) Fonte: MCT Próximo slide 40

Macroplan® Prospectiva, Estratégia & Gestão 8. A China está ‘disparando’ em P&D e o Brasil é o últimos entre os BRICs (Cont.) Crescimento dos investimentos em P&D dos 4 BRICs – 1996 a 2006 Índice 525 (1996 = 100) China 475 425 375 325 275 225 Índia 175 Rússia Brasil 125 75 1996 1998 2000 2002 2004 2006 Fonte: Banco Mundial (2007)

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