A alquimia para o triunfo e sucesso

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Health & Medicine

Published on March 25, 2014

Author: drmetralha

Source: slideshare.net

Description

Nesta grande obra Cristian Germain nos leva a pensar sobre nossos medos, temores, depressão, egoísmo, inveja, ciúmes, medo da morte, entre outros assuntos de elevada importância, e de como cada um deles nos afeta o comportamento, nossas emoções e saúde. De forma objetiva, esta obra nos faz refletir quem somos, para que somos e para onde temos de ir. Com informações de alta relevância, aqui temos o apoio que precisamos para superar medos, problemas e sentimentos que a todos afetam. Um guia para a vida, ferramenta imprescindível para nossa formação integral.

Sem repetições enfadonhas, aqui temos algo diferente e inovador numa abordagem pioneira, aprofundada e de alto valor prático. O fortalecimento de si nos leva a buscar aquilo que efetivamente precisamos para o nosso triunfo. Um investimento de valor inestimável para a nossa melhor formação. O triunfo e o sucesso só alcançam aqueles que possuem a melhor orientação.

Todos as dores e sofrimentos advêm da desinformação, do engano, da formação incompleta ou equivocada. A má orientação pessoal inequivocadamente leva a conseqüências dolorosas. Somos melhores em todos os aspectos quando temos luz interior que nos guia através da consciência. Leitura obrigatória para todos aqueles que querem ir além de um lugar comum.

Um guia para a conquista de uma nova consciência. Um estudo aprofundado do ser humano desde seu nascimento em seu aspecto global; suas limitações, dúvidas, questionamentos, medos, defesas, reações, desejos, sentimentos e comportamentos. Numa abordagem pioneira e objetiva, este guia nos revela o íntimo de um ser em desenvolvimento. Isso possibilita a cada um de nós conhecer melhor a si próprio, e assim conhecer melhor os outros e nossas interações, convivências e relacionamentos diários. Isso nos remete a um elevado nível de consciência, permitindo um rápido desenvolvimento integral de todas as nossas melhores faculdades. A vida torna-se mais fácil e agradável quando conhecemos sua finalidade. Quando conhecemos quem somos e pra quê somos, logo iniciamos uma caminhada muito mais produtiva e efetiva para a conquista de um novo grau de elevação espiritual. Diferente e inovadora, é leitura obrigatória para todos aqueles que querem ir além de um lugar comum.

Copyright © 2010 by Cristian Germain Editor: Cristian Germain Arte: Lucas Dall Agnol Editoração e Diagramação: Guilherme Dall Agnol ISBN: 978-85-910017-1-2 Todos os direitos reservados, proibida a reprodução total ou parcial por qualquer meio sem a expressa autorização do autor e do editor.

Índice Prefácio.......................................................................................................... 7 Apresentação ................................................................................................. 9 Capítulo I ..................................................................................................... 19  Vida social e costumes .................................................................... 19  Importância do meio social.............................................................. 23 Capítulo II.................................................................................................... 26  Um Ser cósmico em evolução ......................................................... 26  Ciclos evolutivos ............................................................................. 29  Preparação para o renascimento ...................................................... 32  O local de nascimento...................................................................... 34  Astrologia e individualidade............................................................ 36 Capítulo III .................................................................................................. 40  Involução e Evolução ...................................................................... 40  Missão, expiação ou experimentação? ............................................ 44 Capitulo IV .................................................................................................. 49  Causa e efeito e as forças conflitantes............................................. 49 Capítulo V.................................................................................................... 54  Desenvolvimento individual............................................................ 54 Capítulo VI .................................................................................................. 59  O despertar da Consciência ............................................................. 59 Capítulo VII................................................................................................. 63  Brilho momentâneo e Luz espiritual................................................ 63  Felicidade ou paz? ........................................................................... 66  Compreender antes de julgar ........................................................... 68  Fé e crença....................................................................................... 72  Benção ou uma prova? .................................................................... 74 Capítulo VIII................................................................................................ 77  Culpa................................................................................................ 77 Capítulo IX .................................................................................................. 81  Perdão .............................................................................................. 81  O medo pode nos inibir as iniciativas.............................................. 84 Capítulo X.................................................................................................... 87  Vida além da imaginação ................................................................ 87

 O desenvolvimento resulta da dedicação......................................... 89 Capítulo XI .................................................................................................. 93  Reflexão para compreensão e.......................................................... 93  conscientização................................................................................ 93  Uma outra analise pessoal ............................................................... 95  Seguindo num ponto de vista analítico............................................ 99 Capítulo XII............................................................................................... 102  Pelos palcos do mundo .................................................................. 102  Inteligência .................................................................................... 104  Sabedoria ....................................................................................... 105  Astúcia........................................................................................... 106 Capítulo XIII.............................................................................................. 109  Egoísmo......................................................................................... 109  De onde nasce o egoísmo?............................................................. 110  A força da ambição que enrijece ................................................... 113  e escraviza...................................................................................... 113  Forças divergentes ......................................................................... 115  Refletir além de si próprio............................................................. 116  Ambição excessiva ........................................................................ 118  Reflexão mais abrangente.............................................................. 119  Morte ao inimigo de todas as virtudes........................................... 121 Capítulo XIV ............................................................................................. 126  Reforma íntima.............................................................................. 126  Imaturidade.................................................................................... 130 Capítulo XV............................................................................................... 133  Etapas da vida e problemas comuns.............................................. 133  Infância .......................................................................................... 135  Início de vida adulta, influências e inseguranças........................... 138 Capítulo XVI ............................................................................................. 142  Agressividade ................................................................................ 142  O ponto x da questão ..................................................................... 144 Capítulo XVII............................................................................................ 147  Crescimento pelas provas do mundo............................................. 147 Capítulo XVIII........................................................................................... 154  Saindo do piloto-automático.......................................................... 154 Capítulo XIX ............................................................................................. 157  Timidez excessiva e seus perigos .................................................. 157  A timidez como caminho............................................................... 166  Aos excessivamente tímidos.......................................................... 167  A relação com os mais tímidos...................................................... 175 Capítulo XX............................................................................................... 178

 Rodas da vida e seus perigos ......................................................... 178  Felicidade ou realização momentânea? ......................................... 182 Capítulo XXI ............................................................................................. 188  Inveja ............................................................................................. 188  Construímos nossas próprias ......................................................... 192  oportunidades................................................................................. 192  A força de um ego ferido............................................................... 194 Capítulo XXII............................................................................................ 197  Ciúmes........................................................................................... 197  O que é o ciúme? ........................................................................... 198  Ciúme e status................................................................................ 203  Dica aos ciumentos........................................................................ 204  Diálogo pacífico e orientação construtiva ..................................... 208  A desorientação desvirtua e destrói............................................... 211  Amor em forma de boas conversas................................................ 214  Paixões e conflitos......................................................................... 216 Capítulo XXIII........................................................................................... 220  Planejando as escolhas................................................................... 220  Iniciativa construtiva ..................................................................... 224 Capítulo XXIV .......................................................................................... 229  Plano de meta pessoal.................................................................... 229  Constância ..................................................................................... 232 Capítulo XXV............................................................................................ 234  Depressão....................................................................................... 234  O que leva à depressão?................................................................. 239  Não se sinta obrigado a fazer sempre ............................................ 246  Não se imagine uma vítima do mundo .......................................... 247  Desilusão de si............................................................................... 249  Menos fatalismo ............................................................................ 252  Aparências enganam não só aos outros ......................................... 253  Ilusão de tolos................................................................................ 255  Voltando às cores........................................................................... 257  O sacro-ofício ................................................................................ 260 Capítulo XXVI .......................................................................................... 262  A dor do luto.................................................................................. 262 Capítulo XXVII ......................................................................................... 268  O que é a morte?............................................................................ 268  Saudades e dor............................................................................... 272 Capítulo XXVIII........................................................................................ 279

 Autoestima..................................................................................... 279  Cuide-se para a sua melhor aceitação............................................ 282  Ladrões de energia......................................................................... 287  Considerações finais...................................................................... 292

7 Prefácio Poucas são as pessoas que se desenvolvem através do estudo, compre- ensão e aplicação dos princípios mais elevados que orientam nossas atitu- des. Assim, pouco ou nada sabemos sobre alguns temas de fundamental importância na formação integral de cada um de nós. A vida nos oferece múltiplas escolhas, e a cada dia novas coisas podem ser incorporadas aos nossos conhecimentos. Só que nem sempre podemos ter segurança ou certe- za de que fizemos as melhores escolhas, nem se o que estamos aprendendo é ou será bom para nosso desenvolvimento. Somente através de visão ampla e aprofundada é que podemos separar elementos essenciais, de outros formados pela confusão de interpretações, muitas vezes conduzidas por interesses escusos. Vemos frequentemente fórmulas “mágicas” emergindo nesses tempos de rápidas transformações. A imensa maioria dessas promessas milagrosas não passa de oportunismos visando apenas ganhos financeiros para quem as põe no mercado. Alguns chegam com promessas apanhadas de velharias impossíveis de serem leva- das à prática, e que jamais produzem o “milagre” prometido. Estamos vivendo uma época onde antigos conhecimentos estão sendo revelados para, juntamente com outros em uso, formar novos conceitos mais adequados e apropriados aos tempos modernos. Mas, num sistema altamente voltado ao capitalismo, existem muitos que tentam enriquecer criando ajun- tamentos de informações, sem muito nexo ou valor prático. Hoje se dá mui- to valor aos bens materiais; isso dificulta diferenciar necessidades reais das ilusórias. Nosso propósito aqui foi aprofundar e analisar alguns temas importan- tes na vida de todos nós através das ciências superiores. Só assim podería- mos chegar a oferecer uma visão mais avançada a respeito da formação hu- mana. A partir de análises comportamentais, situamos um ser em evolução em suas diversas fases. Procuramos citar alguns pontos importantes e de- senvolver comentários que conduzem à reflexão, avançando um pouco além do convencional e da simples pretensão sem propósito definido. Não pretendemos esgotar todas as possibilidades dos assuntos aqui apresentados. Nossa finalidade é a de tentar organizar pensamentos; a Ver- dade soberana está dentro de cada um de nós, e só chegaremos a ela através

8 da experimentação, do convívio social; ultrapassando barreiras, solucionan- do questões cotidianas, refletindo sobre nossas ações, reações, medos, pre- conceitos, etc. O conhecimento e compreensão nos fortalecem para superar mais facilmente os desafios que a vida nos propõe. Saber a verdade, querer o bem, amar o belo e fazer o que é justo. Porque a verdade, o bem, o belo e o justo são inseparáveis, de tal forma que aquele que sabe a verdade não pode deixar de querer o bem, amá-lo porque é belo e fazê-lo porque é justo. O melhor conhecimento de si nos leva a compreender melhor os ou- tros. Quando compreendemos um pouco mais sobre a vida e a missão de cada um de nós, tudo passa a acontecer num nível mais adequado ao mútuo desenvolvimento. Nosso real propósito é auxiliá-lo na formação de uma visão mais am- pla e real, que dê suficiente sustentação para um caminhar mais seguro. O sincero desejo do autor é que a leitura das páginas seguintes possa tornar suas ideias mais completas e amplas. Que tua busca seja recompensada a cada instante com a descoberta de sua verdadeira identidade e individualidade. A melhora de cada um de nós resulta num pouco mais de luz para todos.

9 Apresentação Estimado amigo leitor. Este pequeno trabalho é um convite para uma pausa no automatismo que o mundo nos impõe, sempre que buscamos apenas atender as necessi- dades mais urgentes e aquilo que precisamos para viver socialmente. O mundo moderno, principalmente nas grandes capitais, torna pessoas escra- vas de seus sistemas, robôs da máquina industrial e do consumismo impos- to, em tempos de desmedida cobiça e tresloucada correria, com alguns bus- cando seu sustento, e outros o enriquecimento e uma forma de parecer bem na sociedade. Meio a isso, às vezes nos esquecemos de olhar para dentro de si, e de que somos seres humanos com missão premente de desenvolvimento de nossa essência espiritual. Tratamos aqui sobre o desenvolvimento humano, levando em conta as- pectos que vão além daqueles onde boa parte das pessoas estão habituados pelos seus compromissos sociais, responsabilidades e obrigações impostas pelo sistema. A vida em sociedade nos remete às suas duras imposições, calcadas nas pessoas para que se encaixem meio a interesses criados por grandes corpo- rações inescrupulosas. Neste aparente caos social, pessoas passam pela vida num estado de sonambulismo, como se estivessem hipnotizadas para faze- rem aquilo que lhes impõem de forma avassaladora. A intenção do título que demos a este trabalho não foi chamar a atenção para uma fórmula secreta que leve alguém imediatamente para outros planos celestiais, materiais ou espirituais. Na verdade alguns certamente pensarão se tratar de mais um livro de autoajuda cheio de formulações intelectuais inúteis, com a tola pretensão de acabar com os problemas individuais de cada um que o lê, do tipo: “Leia este livro e sua vida se transformará num céu! Seus problemas se acabaram; não passe mais aperto; livre-se agora dos seus problemas financeiros; eis a fórmula secreta com as chaves da felicida- de; livre-se imediatamente de suas dores de cabeça...”. Procuramos demonstrar nesta obra um estudo que fosse além de sim- plesmente mostrar problemas e sugerir algum procedimento que os elimi- nasse de forma milagrosa; pois, claro, sabemos que isso não surte efeito.

10 Problemas existenciais todos nós passamos e temos de passar. Em maior ou menor grau, mais fáceis ou complexos, todos temos questões das mais vari- adas ordens e gêneros a tratar. Isso é óbvio e inquestionável. Não existe uma só existência que não encontre questões que a faça pas- sar por jogos psicológicos que a remetam à maturidade. Quando vivemos impulsionados por estas questões existenciais somos submetidos a inúmeras particularidades que nos remetem à reflexão, sentimentos e dores que nos ensinam a lidar com situações mais complexas. Assim se dá o desenvolvi- mento de todos. Mas, podemos aprender pelo amor ou pela dor. Eis o ponto chave desta proposta: quando conhecemos um pouco mais quem somos, lidamos com estas relações de forma mais madura e preparada. Se entrarmos numa guerra sem saber ao menos um pouco sobre o adversário, corremos o risco de nos deparar com um inimigo muito maior ou diferente daquele imaginado, ou até mesmo supervalorizar seu poder e se esconder com medo. Mas, se reu- nimos informações e conhecimento acerca dele, tudo pode caminhar mais facilmente para um desfecho favorável. Em sua obra “A arte da guerra” Sun Tzu escreve: “Se conheces o ini- migo e te conheces a ti mesmo, não precisas de temer o resultado de cem batalhas. Se te conheces a ti mesmo, mas não conheces o inimigo, por cada vitória sofrerás também uma derrota. Se não te conheces a ti mesmo nem conheces o inimigo, perderá todas as batalhas”. O propósito da vida terrena não é a felicidade, mas sim a experiência. A experiência é o conhecimento dos efeitos que se seguem aos atos. Podemos adquiri-la pelo duro caminho da experiência pessoal, ou pela observação dos atos alheios, raciocinando e refletindo sobre eles, guiados pela luz de qual- quer experiência que já tínhamos. Antigos postulados hindus afirmam que se o homem quiser conhecer o Universo, primeiro deverá conhecer a si pró- prio. Existe uma máxima que diz: Gnozi si auton, nosce te ipsum ou Noscete Ipsum, que é o nosso conhece a ti mesmo. "Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”. O ser humano por si só já é por demais complexo. Quando um tipo de personalidade se vê de frente a outra diferente – num jogo onde cada um

11 quer ganhar ou manter território – inúmeros acontecimentos podem advir, inclusive inúmeras situações embaraçosas e desagradáveis. Se não reunimos conhecimento que se traduza em capacidade, tudo poderá transcorrer em clima de embate, de guerra ou disputa. Mas, o desenvolvimento pode e deve transcorrer num clima ameno e calmo para que possamos alcançar níveis mais elevados com menos desgastes e sofrimentos. A compreensão das principais questões que envolvem os relacionamentos nos dá o preparo para saber lidar com elementos de dupla face, com um lado que impele para o desenvolvimento, e outro que nos põe um de frente para o outro disputando quem vai se sair melhor ou ganhar mais. Isso dá forças ao egoísmo, à ambi- ção excessiva, à avareza doentia, etc. Num jogo onde as forças não se equivalem, um lado sempre se verá desfavorecido ou perdedor, o que acaba por afetar o orgulho, as vaidades, o ego; o que acaba causando o medo, a raiva, ódio, rancor, inveja e tantos ou- tros terríveis males psicológicos e comportamentais. Aqui, onde hoje vive- mos, não temos que tentar evitar ou se esconder, pois são as lições aqui en- sinadas que temos de aprender. São as questões do dia a dia que nos impe- lem para as experiências que nos possibilitarão ir além de onde hoje esta- mos. Nenhum de nós conseguirá deter estas engrenagens que envolvem a todos. Afinal, nada existiria se não fosse para fazer que saiamos de onde estamos para ir mais longe, para um nível mais elevado de consciência, um novo grau de avanço espiritual. Então, para elevar o nível de compreensão de si mesmo e com relação aos outros, só mesmo com interações onde podemos sentir aquilo que nós mesmos temos que resolver, tanto para aperfeiçoamento de nossos senti- mentos como para alcançar o nível ideal de relacionamento, onde haja amor verdadeiro, compreensão, paz e tudo mais que poderemos experimentar em graus mais elevados. Procuramos nesta obra, antes de entrar nas dificuldades normais a to- dos, dar uma visão de como nascem determinados problemas, de onde eles afetam nossas vidas na prática, e de como fortalecer nossas defesas para não sermos acometido por males tão comuns. Assim podemos criar novas ma- neiras de agir que desviam de escorregões que tantos males causam. A conscientização de como nascem os problemas, e de como podemos proce- der para evitar ou eliminá-los, nos garantirá um desenvolvimento mais sau- dável, com menos dificuldades e mais vitórias.

12 Vale a pena dedicar-se a isso? Pois tenha plena convicção de que cada minuto dedicado será plenamente recompensado em real ganho de qualidade de vida. A atitude reta e bem administrada costuma fazer pessoas de bem com a vida; bem resolvidas, confiantes de si e mais humanas, no melhor sentido desta palavra. Sua disciplina se tornará hábito, seu hábito produzirá qualidade de vida, sua qualidade será fundamental a cada minuto de sua trajetória futura. Existe um axioma que diz “Virtvti Fortvna Comes”: A Ventura acom- panha a virtude. A virtude supõe a ação, pois se opomos a virtude às pai- xões é para demonstrar que ela jamais é passiva. A virtude não é somente a força, é também a razão diretora da força. É o poder equilibrante da vida. É a arte de balançar as forças para equilibrar o movimento. O equilíbrio que é necessário ser alcançado não é aquele que produz a imobilidade, senão aquele que realiza o movimento. Pois a imobilidade é morte e o movimento é vida. A natureza, equili- brando as forças fatais, produz o mal físico e a destruição aparente do ho- mem mal equilibrado. Uma boa base orienta para as melhores decisões. Sem isso, quantos não desperdiçam tempo, saúde e oportunidades; com afobações, correrias, irrita- ções, desgastes, desentendimentos e tantos outros sentimentos comuns quando se está numa disputa que abala tanto interna quanto externamente. Os indivíduos e as massas a quem a razão não governa, são escravos da fata- lidade, a qual rege a opinião que é por sua vez a rainha do mundo. Devemos racionalizar e otimizar nosso tempo para aproveitá-lo ao má- ximo, de forma regrada e bem distribuída entre os afazeres diários, lazer, estudo, descanso e tudo o mais para transformar e fazer de cada instante uma grande oportunidade de real desenvolvimento. A disciplina leva ao hábito; quando alcançamos o melhor nível de compreensão de nossa trajetó- ria, tudo passará a transcorrer de forma mais suave e aproveitável. Mesmo nos momentos de pleno lazer estaremos interagindo de forma a tirar de cada circunstância uma nova lição, uma nova e mais avançada per- cepção de tudo o que está à volta. O estado geral se transforma quando se

13 vive intensamente e com a certeza de estar no caminho certo. O ganho real em tranquilidade e paz de espírito vale plenamente cada minuto dedicado às mudanças para a construção de um caráter marcante e seguro, personalidade brilhante e espírito que irradia luz. As reflexões aqui propostas aguçam os sentidos mais elevados, para que estes governem as ações do Ego através da sábia orientação da Consciência. Isto possibilita a criação de mudanças que beneficiarão amplamente a evo- lução consciente de valores. Com isso sentimos uma gradual melhora geral na forma de pensar e interpretar cada acontecimento da vida. Avançamos o texto até o ponto suficiente para a boa compreensão do conteúdo, sem assim torná-lo pesado ou maçante. O objetivo é despertar de forma intuitiva o princípio de funcionamento mental mais elevado. Fique certo de que é muito mais fácil proceder a partir de alguns princípios bem pautados do que viver na base do errar para aprender. É necessário irmos além do que simplesmente viver a vida. É preciso que aprendamos com a mágica do mundo a dar sentido para nossas existências, e vivenciar cada momento como uma nova oportunidade. É uma proposta, pois o mundo em geral não considera coisa que julga demasiado altruísta, pois atualmente não se considera norma de conduta a que não ofereça uma oportunidade de tirar proveito de tudo. Ante a mente desses que estão escravizados pelo desejo de acumular riquezas inúteis, a ideia de Fraternidade evoca as terríveis visões da abolição do capitalismo, da exploração dos demais e o naufrágio de seus negócios. Quando concluímos que estamos todos num mesmo barco, compreen- demos melhor que cada um tem de fazer o seu melhor para o desenvolvi- mento de todos. A compreensão disso promove o enfraquecimento do ego- ísmo, que é a principal doença humana. A lição principal que o homem deve aprender é: o que não beneficia a todos não beneficia verdadeiramente a ninguém. Nossos conhecimentos e ensinamentos sobre a vida vivem um conflito gerado pela má formação de opiniões que, ou são totalmente baseadas em nossos modos e costumes, ou são influenciados por aqueles que tentam mostrar seus conhecimentos puramente pela sua formação espiritual ou eso- térica, nem sempre de origem confiável. Buscamos esclarecer alguns pontos

14 controversos para que ganhem força e segurança para unir estas vertentes. Só assim poderemos avançar para além do que temos agora. O ponto central na ordem intelectual e moral é o laço de união entre a ciência e a fé. Na natureza do homem este ponto central é o meio pelo qual se unem a alma e o corpo para identificar a sua ação. Não há como resolver questões elevadas se não unirmos princípios, agrupando-os para um maior entendimento. Isso só pode ser feito sem pai- xões, fanatismos, religiosismos ou qualquer arrogância. Estamos começando a perceber que a união saudável entre nossas sociedades científicas e outras ciências ocultas é que poderá abrir nossas mentes para novos e mais avan- çados horizontes, onde encontraremos a solução para males físicos, psicoló- gicos, espirituais e sociais. Só que ainda vemos frequentemente homens da ciência apresentando como “fatos comprovados” simples hipóteses baseadas em ideias e conclu- sões pessoais. Nossa ciência só se tornará superlativa quando caminhar de mãos dadas com princípios esotéricos mais elevados. Só assim é que poderá chegar às chaves que mostrarão a solução para elucidar questões que estão estreitamente ligadas entre mundo físico e mundo espiritual, entre corpo e alma. O homem é um trio de corpo, alma e espírito. Entre o espírito e o cor- po existe um mediador: a mente que reflete o mundo físico. Somos unos em essência e trinos em manifestação, numa harmonia perfeitamente equilibra- da entre corpo, alma e espírito. Nossa medicina, apesar de seu avanço, esbarra frequentemente em pro- blemas de difícil solução, que só poderão ser resolvidos quando se extirpar alguns pensamentos limitativos de que, conhecer da alma e pesquisar a ori- gem cósmica do homem é ficção. Isto tem de ser enterrado bem fundo para que possamos caminhar sem fantasmas criados por usos e costumes anti- quados e cansativamente vividos por inúmeras gerações, sustentados pela arrogância nascida da ignorância. Quanto mais nos acostumarmos a pensar em termos dos Mundos Espirituais, tanto mais facilmente poderemos sobre- por-nos às ilusões que nos rodeiam nesta existência concreta, onde os sen- timentos gêmeos de Interesse e Indiferença obscurecem a Verdade e nos sugestionam. Não há que se pensar em misturar as coisas. Há sim que se pensar em unir forças e conhecimento para avançar para novos patamares; para avan-

15 çarmos para além do terreno das vaidades pessoais; para conhecimentos mais elevados que vão infinitamente além de qualquer teoria especulativa ou título acadêmico passageiro. Na maioria das ciências há coisas boas e coisas más; há verdades fun- damentadas e passíveis de serem comprovadas, mas também alguns frutos de imaginações pretensiosas que julgam terem encontrado as chaves para resolver todos os males. Então temos de ter cuidado e discernimento para distinguir uma coisa de outra. A partir de que a ciência entenda que o corpo tem seu correspondente etérico1 , e que o ser humano não se limita a um corpo físico, poderemos avançar para novas e importantíssimas descobertas para resolver questões até agora encobertas por tolas crendices, paixões e vaidades pessoais. Isso só irá acontecer quando avançarmos para outros níveis de conhe- cimento, onde alguns mais conservadores poderão ser convencidos de que somos muito mais do que apenas um organismo animado; um corpo de exis- tência limitada entre o nascimento e a morte. Daí estaremos iniciando a construção mais avançada e definitiva de nossas sociedades. Não temos que esperar o clamor dos deuses; temos sim é que trabalhar para unir partes es- senciais e fortalecer princípios que só assim se tornarão mais abrangentes e completos. Nossa atual ciência, mecânica, material, materialista e repetitiva, teve sua origem basicamente nos tempos da Revolução Industrial, e prescinde de todo e qualquer valor que não seja objeto formal. Tudo que não se enquadre em seus estreitos limites não existe ou não é admitido como objeto de estu- do e pesquisa. E, com isso, continuam existindo grandes lacunas no conhe- cimento científico, contradições, teorias equivocadas e suposições. É esse materialismo ateísta que levou a ciência a estancar a humanidade em seu progresso social e espiritual. 1 Corpo Etérico ou vital é o veículo da bioenergia e do prana que flui pelos 72 mil canais ou meridianos energéticos que vitalizam todos os órgãos do corpo físico. Ele é o responsá- vel pela conformação, estruturação e alimentação energéticas do corpo celular. O conhe- cimento desses meridianos possibilitou o nascimento da acupuntura, do do-in, do moxabus- tão e da cromoterapia, dentre outros. É o grande maestro organizador termobioeletromag- nético que atrai e impulsiona energias dentro de um movimento de sístole e diástole.

16 Nossa ciência é avançada no campo meramente tecnológico (movido pelo capitalismo egoísta e ganancioso), mas vergonhosamente atrasada no campo espiritual. A ciência terá, obrigatoriamente, de readquirir seu caráter religioso, assim como a religião readquirir seu caráter cientifico. O ser humano precisa ser compreendido integralmente. Hoje, salvo ra- ríssimas exceções, tudo se resume numa luta em busca do lucro a qualquer custo; na busca e descoberta de vantagens e oportunidades de ganhar mais e mais dinheiro. Com isso vemos, por exemplo, nossa medicina enfeitando problemas corriqueiros com novas nomenclaturas, ou criando novas sín- dromes a cada dia para vender mais remédios. Claro que isso jamais será admitido publicamente, e corremos até o risco de retaliações quando fala- mos a verdade. O poder que hoje governa chama-se “poder financeiro!”. Isso só piora a já caótica situação. Há, por exemplo, inúmeras enfermi- dades que precisam ser tratadas desde a sua raiz. Senão, corremos o risco de tratar as aparências da doença – sua manifestação ou sintomas apenas – e ignorar sua origem, que continuará fincada no corpo ou na alma; e com mais ou menos tempo tornarão a se manifestar, pois que o problema resiste a me- didas paliativas criadas para criar dependências; para enriquecem corpora- ções inescrupulosas. Até quando limitar nosso cérebro a não se curvar a ensinamentos mais elevados e completos? Aqui lembramos de Victor Hugo quando disse “Quem ri do que desconhece está a caminho de ser idiota”. Gostaríamos de ser sábios, mas, teríamos a certeza de nossa sabedoria enquanto acreditás- semos que os loucos são mais felizes e até mais alegres do que nós? Capri- chos da alma e orgulhos pessoais têm de ser atirados no lixo e substituídos por princípios humanitários mais elevados, sempre perseguindo o que de fato interessa a todos, e não só àqueles que se fartam às custas do trabalho de gente honesta, nem que isso lhes custe a vida. Só assim é que conseguiremos fazer algum progresso efetivo nisso que hoje vemos e sentimos. É isto que se espera de mentes inteligentes de ver- dade que não se prendem à noção simples das coisas. É isso que nos separa de um grande salto em qualidade geral, que signifique progresso e desen- volvimento, e não só crescimento econômico. Não podemos ficar presos a coisas para ostentar falso brilho, falsos e confusos valores, egoísmo, orgulho vazio, arrogância, prepotência e excesso de vaidades. O espírito humano é um doente que ainda caminha com o auxílio da ciência e da religião. A falsa

17 filosofia tira-lhe a religião, e o fanatismo tira-lhe a ciência. O fanatismo ig- norante aceita tudo; o materialismo (que também é ignorância) nega tudo. O exercício da inteligência aplicada à verdade conduz à ciência. O exercício da inteligência aplicada ao bem dá o sentimento de belo, o qual produz fé. O homem equilibrado é aquele que pode dizer: sei o que é, creio no que deve ser, e nada nego do que pode ser. O fascinado dirá: creio no que as pessoas, em quem acredito, me disseram para acreditar. Creio porque amo a certas pessoas e certas coisas. Em outros termos, o primeiro poderá dizer “creio pela razão”; e o segundo, “creio pela fascinação”. Lembrando um brilhante pensamento de Montaigne: “Dá prova de tola presunção aquele que despreza e condena como falso aquilo que aos olhos seus não se apresenta desde logo como verossímil ou verdadeiro. É o erro habitual de todos aqueles que estão persuadidos de serem mais perspicazes que o comum das pessoas”. Enfim, expressamos neste breve trabalho opinião própria sem se pren- der a nenhuma fórmula pronta e desgastada, teorias ou teses mirabolantes, frutos de intelectualismos baratos. Intelectuais são aqueles que falam sobre o que os outros disseram ou escreveram, sem jamais ter vivido na prática a realidade do que ensinam. Mas, não podemos ficar presos ao que já foi pro- duzido quando queremos mais. Não há apenas que se requentar fórmulas ou mudar vírgulas quando o que se quer é chegar a outros destinos. Medimos, sim, nossa abordagem até os pontos de conclusão de raciocínio, sem avançar exaustivamente em cada assunto. Não buscamos a transformação do mundo, mas a transformação da mente; que por sua vez, conduzirá ao aperfeiçoamento espiritual, através da mudança de postura perante o mundo. Se desejamos o conhecimento que liberta, devemos nos desvencilhar do falso Cosmos criado pela nossa mente condicionada. A Consciência Desperta ou um Ser Desenvolvido equivale à ilumina- ção, à genialidade, à sabedoria. Do contrário temos a mecanicidade, incons- ciência, subjetivismo ou tão somente educação intelectual. Necessitamos lançar fora da mente todos os ídolos intelectuais convertidos em axiomas. Necessitamos desenfrascar a mente e libertá-la da Lógica Formal.

18 Esperamos contribuir para algumas reflexões, confronto de opiniões, abertura para novas ideias e uma nova visão que consiga enxergar outros horizontes. Fraternalmente, o autor.

19 Capítulo I Vida social e costumes Num mundo atribulado e cheio de boas e más surpresas, vivemos mui- tas vezes apenas o momento, sem se dar conta de quais são nossos propósi- tos, pra onde estamos indo ou onde podemos chegar. Num ritmo de correria, acabamos por ver o dia a dia de forma automática, sem se dar conta do que estamos fazendo de nossa vida, de nossos dias, de nosso tempo, de nossa oportunidade de crescer. Quando mergulhamos no mundo, sem parar pra pensar se estamos fa- zendo o melhor que podemos pra nós e para os outros, acabamos por deixar na mão do acaso nosso destino. Sem maiores explicações ou questionamen- tos, somos atraídos para frente empurrados pelas ondas de vida que alcan- çam a todos. A mecanicidade da vida aumenta a inconsciência com o passar dos anos e acabamos por esquecer de nós mesmos. Nossa atenção acaba descen- tralizada e voltada para o mundo exterior, quando na realidade precisamos nos centrar em nós mesmos, para dentro de cada um de nós, nosso íntimo, nosso verdadeiro ser, nossa alma. Por isso vivemos e fazemos tudo de forma mecânica e superficial. Sem sentir e sem chegar a viver de fato, mais bem passamos pela vida do que vivemos. Se vivemos em sociedade, regras terão de dizer os limites e ditar pro- cedimentos adequados para a boa convivência social. Claro que temos de nos adaptar e se enquadrar naquilo que são as normas da boa convivência, onde um tem de respeitar determinados limites para não avançar além do razoável e ponderado. Mas isso não quer dizer que temos de seguir tudo exatamente como dizem que tem de ser, sem pensar em criar procedimentos, inovar, buscar alternativas, viver mais amplamente, além das mesmices impostas; muitas vezes, por meros interesses financeiros. Sua mente pode criar o hábito de identificar alternativas, inovar, fazer além. Dentro de limites entre o certo e

20 errado, tudo poderá ser feito desde que não infrinja os bons modos, a moral, as leis, as convenções e o direito dos outros. Muitos modelos são oferecidos como sendo o ideal, o mais apropriado e que nos conduzirá de forma segura e ideal conforme a vontade dos usos e costumes nascidos com o tempo. Mas, esses modelos são bons para quem? O que ocorre muito frequentemente é que pessoas seguem automática e pas- sivamente o que lhes é imposto, como se tivessem de agir estritamente de acordo com modelos criados pelas circunstâncias. Aqui nasce o risco de apenas se repetir procedimentos e estagnar numa metodologia que não acer- ta todas as vezes. Pensar ou fazer igual ao que os outros já fizeram irá levar no máximo a resultados próximos dos já conseguidos. Vivemos numa soci- edade que traz consigo problemas seculares, que parecem estar à espera de que Deus transforme tudo através de um milagre. O comportamento humano, de uma forma geral, vem repetindo proce- dimentos desde a antiguidade. Os mesmos problemas graves psicológicos que sabíamos existir a séculos continuam num mesmo nível de avanço. A cada dia, mais e mais pessoas vão às clínicas discutir o sexo dos anjos, falar de algo que pouco sabem com outro que muitas vezes sabe menos ainda. Então, existem muitos “tratamentos” e terapias que se arrastam por anos e anos e pouco resultado prático produzem. Procedimentos questionáveis são usadas sem medida em pessoas que continuam com suas mesmas perguntas ou crises, mesmo depois de muito tempo se submetendo a elas. Dificilmente alguém percebe sua individuali- dade sendo o que a sociedade espera, apenas fazendo o que ela impõe. A vida social – família, sociedade, igreja, ocupação e profissão; política, re- gras e normas morais e éticas – não conduzem ninguém à efetiva auto- realização do Ser. Ao contrário, constituem, frequentemente, as próprias algemas que nos alienam de nosso real destino espiritual. Não temos uma metodologia prática que aborde o ser humano em sua totalidade (física e espiritualmente) que possibilite um desenvolvimento integral: moral, financeiro, religioso, espiritual ou noutros aspectos quais- quer. Vivemos de forma a ter sempre uma interrogação quanto aos costu- mes, aos comportamentos e modismos. Dificilmente temos certeza e segu- rança quanto a cada atitude que tomamos. Há religiões e pseudo-religiões que sufocam colocando o peso do pecado em boa parte dos procedimentos das pessoas. Mas o que é o pecado?

21 Cultivamos a ideia de que religiões salvam e ritos transmutam. Mas, religiões são apenas veículos que facilitam o caminhar em direção a Deus, e algumas orientam um pouco sobre certos aspectos dessa jornada. Mas, cabe a cada homem ser o pleno responsável pela própria evolu- ção do espírito. Essa liberdade de escolha nos foi concedida pelo nosso Cri- ador, e é aquilo que chamamos de livre-arbítrio. É frequente haver dois im- pulsos ou estímulos, duas argumentações, duas tendências, entre as quais precisamos escolher qual vamos aceitar e qual vamos rejeitar. Nessas ocasi- ões é que exercemos o privilégio do livre-arbítrio, onde temos a liberdade de escolha; mas, em contrapartida, temos de assumir a responsabilidade pelas consequências de nossas ações e decisões. O estudo da alma e do espírito proposto pelas religiões é falho e limi- tado por estar assentado em dogmas levantados sem a experiência direta e sem o uso da razão objetiva. É impossível se chegar ao autoconhecimento baseando-se exclusivamente no estudo conceitual ou intelectual. Tampouco é possível o verdadeiro e profundo autoconhecimento sem a experiência direta. Quem desses saberá dizer exatamente o que pode ou não pode, o que é certo ou errado? Quem poderá ditar regras pela interpretação de códigos deturpados pela cobiça humana? Será que alguns destes que aparecem em todas as esquinas estão querendo o seu bem ou o bem de seus cofres? Do- cumentos apócrifos e Canônicos foram escritos na mesma época e da mes- ma forma. A diferença está em que os denominados apócrifos não sofreram mutilações nem adaptações ao longo dos séculos, e são mais puros, originais e completos que os Canônicos. A verdadeira Religião de Jesus é a Solar de todas as idades e séculos, a Doutrina da Nova Era, o Cristianismo Primordial dos Deuses da Aurora, a Religião Universal. Num futuro ainda um pouco distante prevalecerá o Cris- tianismo Esotérico; que pouco ou nada tem a ver com códigos sagrados des- figurados pelos interesses escusos de corporações criminosas, e de outras tantas nascidas mais recentemente única e exclusivamente pelo interesse financeiro. Por estas tantas, dificilmente encontramos pessoas que tenham opinião completa e irretocável com relação a estes assuntos polêmicos. Mui- tas vezes querem defender seus pontos de vista e interpretações apenas para defender seus interesses, jamais pensando nas pessoas como seres sociais

22 em desenvolvimento, e que precisam de boa instrução, informações e acom- panhamento constantes para o real desenvolvimento. Ninguém sai deste sistema com uma formação plena que lhe dê sus- tentabilidade para um caminhar mais seguro. Hoje uma criança vai à escola para ser programada para se comportar de acordo com os usos e costumes ultrapassados. Mal é instruída para poder ser e agir de acordo com este mo- delo nascido de mais erros do que acertos; que não oferece base sólida para a formação do caráter ou para suprir as verdadeiras necessidades humanas. Alguns outros ensinos acadêmicos oferecem apenas uma base para a vida profissional, como se fossemos máquinas de produção e consumo. Esse sis- tema ultrapassado, que apenas muda de roupagem de acordo com interesses financeiros, conduz as pessoas a aceitarem o status quo como sendo a reali- dade possível, permanente e imutável. E isso faz com que elas aceitem tudo como se isso fosse a vontade divina ou o único caminho. Aprender de fato é diferente de acumular informações. Os estudos deveriam estar voltados para o aprendizado direto, através das experimentações, dos exercícios práticos e das simulações. Hoje se fala muito em “crescimento econômico”, mas muito pouco se fala em desenvolver, adequar, modernizar, melhorar, aperfeiçoar; tornar o que existe mais apropriado para atender as reais necessidades atuais, e não apenas para que facilitem que este mesmo modelo capitalista vá ainda mais além. Não temos orientação básica sobre saúde, primeiros socorros, religião, educação moral e cívica que ensine as pessoas a portarem-se dignamente de forma boa para si e para os demais; que ofereça esclarecimentos sobre dro- gas, sexo ou que lhes indique uma forma segura de nascer para o mundo, longe de riscos de vícios, desencontros, perdas de tempo, ou de fazer coisas simplesmente para sustentar uma imagem que imaginam ser a mais adequa- da. Não orientamos de forma satisfatória sequer quanto ao uso de drogas permitidas como o álcool e o tabaco, nem tampouco quanto aos riscos de certos produtos e substâncias distribuídos livremente. O modelo de ensino de hoje bloqueia e anula os valores, os talentos e as potencialidades. É nessa importante fase de desenvolvimento que nossos jovens iniciam-se em vícios sem se dar conta dos enormes riscos e prejuízos que causam para si e para a sociedade. Este liberalismo desnorteado lhes permite ir além das fronteiras do razoável para experimentar produtos nocivos livres, enfeitados por rotu- lagens intensivamente veiculadas para o consumo em massa. Que tipo de

23 pessoa se espera que saia destes sistemas quando juntamos a isto tudo uma estrutura familiar fraca, e que não consegue oferecer exemplos, nem meto- dologia diferente daquela que se encontra no mundo? Teremos, então, mais pessoas desencontradas, desorientadas, sem ru- mos e à mercê do que o mundo perigosamente atirar sobre elas. Os riscos de fracasso são muito maiores do que qualquer chance de se sobressair vitorio- so, de poder vislumbrar um futuro de realização, saúde, exemplo e vitória pessoal completa. E que satisfaça não só o aspecto material e financeiro, mas também o lado do desenvolvimento da alma, dos valores morais que todos temos de alcançar. Importância do meio social O convívio nos oferece a toda hora novas possibilidades que acabam por influenciar, em maior ou menor grau, cada um de nós. Mas como identi- ficar as melhores oportunidades, como saber separar o que de fato possa nos ajudar de outras tantas coisas que podem prejudicar? Somos seres influenciáveis pela própria natureza. Pessoas a nossa vol- ta acabam por criar diferentes alternativas; alguns influenciam com seu mo- do de ser; outros interagem de forma mais pessoal, podendo criar perigosos jogos psicológicos, onde podemos ser envolvidos em paixões, ciúmes e in- seguranças. Complexos são desenvolvidos, medos são atiçados, novas pos- sibilidades são vislumbradas. Outras tantas coisas mexem de forma tão in- tensa que podem desequilibrar a razão e fazer com que se aja de forma au- tomática, pela cobiça, paixão, desejos instintivos, vaidades, ciúmes, ambi- ção, raiva, medo; enfim, sentimentos que advém do egoísmo descontrolado e que alimentam o ego. A vida nos provoca a cada momento. Cabe a cada um de nós identifi- car nas suas linhas cada oportunidade de desenvolvimento pessoal que vão além das nossas aspirações pessoais imediatas. Todos os acontecimentos à nossa volta nos convidam a desenvolver nosso julgamento, nossas percep- ções, nossas opiniões e nossa forma de pensar e de enxergar o mundo. A intensidade com que cada acontecimento nos toca é proporcional ao grau de maturidade desenvolvido até aquele momento. As lições de discernimento

24 entre o bem e o mal não podem ser aprendidas sem o exercício da livre es- colha do próprio caminho, e sem que se aprenda a rejeitar o erro como uma verdadeira “matriz de dor”. E é por isso que podemos agir de forma relati- vamente livre em nossas escolhas. Esse é o livre-arbítrio de que falamos. A forma que nosso sistema oferece para nos impelir ao desenvolvi- mento é provocando cada um de nós para promover mudanças naquilo que ainda não está totalmente desenvolvido. Porém, este mecanismo esconde algumas perigosas armadilhas. Muitas vezes, as mesmas oportunidades que surgem para nos desenvolver podem nos levar ao fracasso. Podemos exem- plificar isso através desta situação corriqueira e frequente, principalmente entre adolescentes: quando alguém se vê menor do que algum outro (por um simples comentário ou elogio feito a um outro qualquer) e fica tocado com aquilo se achando menor, logo tratará de iniciar uma forma de ser tão bom, ou tão querido e aprovado quanto aquele que foi elogiado. Daí inicia-se o jogo. Note que um mesmo impulso pode conduzir a pessoa a mais de um destino: ou vai fazer com que a ela se dedique de for- ma pensada e consciente para melhorar, ou vai levá-la a cometer uma ava- lanche de ações desconexas que poderão acabar numa derrocada. Ou, ainda, em confusão de sentimentos entre a razão, emoção, paixões e vontade que levarão a ações impensadas; que fatalmente conduzirão para a frustração, mágoa, revolta, raiva, culpa e reclusão em si. Observe como quase todas as comparações, todos os parâmetros e di- ferentes níveis entre as pessoas podem levar a isso. Se alguém vive dentre pessoas ricas pode, ou se sentir completamente inferior e deslocado, ou ini- ciar uma caminhada para crescer tanto quanto aqueles. E pode ir ainda mais além: o sentimento de inferioridade nascido poderá levar a comportamentos fora de suas reais possibilidades. Seus desejos tenderão a querer copiar o modo de vida daqueles que secretamente idolatrou. A humilhação pode le- vá-la a cometer atitudes desordenadas na desesperada tentativa de ter para si os atributos que admirou no outro; aqueles que, imagina, poderão colocá-la dentre aqueles que julgou serem melhores do que ele. Se esta pessoa não tem condições financeiras para suportar suas vai- dades feridas, logo se verá em condições deploráveis trazidas pelos gastos exagerados, financiamentos e submissão às tantas “facilidades” oferecidas pelo modelo econômico. Modelo que pouco se importa com as consequên- cias do ato do consumidor, pois o que lhes interessa é a saúde financeira da

25 sua “fábrica de sonhos”. O desejo é o grande tentador da humanidade; é o grande incentivo para toda a ação. Ele pode ser bom quando favorece os propósitos do espírito, mas terrível quando se inclina para algo degradante. Somos chamados para ação a toda hora. Quando não temos boa orien- tação corremos o risco de se iludir e correr por caminhos que levam a gran- des desequilíbrios; que podem nos levar a destinos sombrios, onde as defe- sas poderão ser fortemente abaladas. Quando tomamos atitudes precipita- das, sem qualquer ponderação ou análise, podemos ser levados a criar um tipo na única intenção de ser digno de nota, de carinho, de atenção ou pres- tígio. Amor, fortuna, poder e fama! Eis os quatro grandes motivadores da ação humana. O desejo de alguma ou de várias destas coisas é o motivo de tudo que o homem faz ou deixa de fazer. Mas, um ego ferido pode levar a atitudes nascidas do devaneio, da paixão, raiva, inveja ou carências que nem sempre são identificados ou compreendidos a tempo de conter os impulsos mais instintivos.

26 CapítuloII Um Ser cósmico em evolução Vamos estudar agora um pouco sobre nós, além desta pessoa conheci- da por este nome que hoje temos, e com estas características pessoais que nos distinguem um do outro na sociedade. Aqui temos de aceitar o fato de que somos muito mais do uma entidade passageira; que vive apenas uma vida, volta aos céus para ser julgado, e assim, ou ser condenado eternamen- te, ou permanecer no paraíso, num eterno desfrute. Isso, obviamente, basta que usemos um pouco de nosso juízo mais apurado para constatar que é uma bobagem! A Antropologia estuda unicamente o homem biológico, mas não estu- da os aspectos espirituais humanos e não detectáveis pelos nossos aparelhos e instrumentos científicos. Ela prendeu-se a alguns dogmas evolucionistas, ateístas e materialistas que a levaram a perder-se na busca de elos perdidos que jamais existiram. A Ontologia estuda o Ser de forma somente racional e filosófica. A Numenologia estudava o Espírito, mas foi deturpada pela teo- logia dos clérigos. A Medicina se desenvolve a partir apenas de estudos da fisiologia e anatomia humanas. A Sociologia busca apenas compreender os fenômenos e as relações sociais. Phillokalia era o tratado de psicologia da religião cristã original que estudava a Psicologia do Ser, mas há muito foi esquecida e afastada das prá- ticas atuais. A Psicologia originalmente estudava a alma, e não somente comportamentos como se aprende hoje. Hoje a psicologia se limita a tentar ajustar fenômenos comportamentais, sem dar importância aos aspectos espi- rituais, anímicos ou ontológicos. É evidente que não é possível existir uma autêntica ciência psicológica sem o profundo estudo desses elementos. Mui- to mais do que simples seres humanos, que nascem numa determinada famí- lia e que terminam sua jornada com a morte, pertencemos a uma onda de vida em plena evolução que nasceu há milhões de anos. Caminhamos atra- vés dos tempos nas mais variadas condições de nosso planeta, aperfeiçoando e desenvolvendo nossos veículos físicos e sutis. De espíritos virginais, par- timos nossa peregrinação evolutiva passando pelos mais diversos estágios

27 necessários para o desenvolvimento de todas nossas faculdades, uma a uma até que nos tornássemos o que hoje somos. As condições climáticas e biológicas por onde passamos em outras eras eram exatamente as mais apropriadas àquele grau evolutivo. Cada fase é orientada para o desenvolvimento de qualidades latentes existentes em cada um de nós para que as transformemos em qualidades dinâmicas. Cada um de nós possui todas as qualidades mais elevadas em nosso átomo- semente2 , mas precisam ser despertadas através de nossas próprias experi- ências pessoais. Cada nova oportunidade de provar sobre determinado assunto diferen- te do que já conhecíamos é uma forma de provar a si mesmo e melhorar as qualidades já conquistadas. Numa escala evolutiva, em cada passo temos o corpo físico mais apropriado às tarefas que devemos executar. O desenvol- vimento anímico ocorre em conformidade com o aperfeiçoamento moral. Somos seres espirituais vivendo num corpo físico. A verdadeira morada do espírito está em outras esferas mais elevadas. As “descidas” ao plano terre- no são necessárias para que nossas possibilidades latentes possam ser de- senvolvidas até que se tornem energia cinética. Assim como uma semente de um vegetal contém a planta, somos se- mente em evolução, onde existem todas as qualidades do Criador: “Omnia ab unum et in unum omnia” – Tudo provém da Unidade e a Unidade contém tudo. 2 Átomo-semente - Conhecido na Cabala Esotérica com o nome sagrado de Ain- Soph, o átomo-semente serve de núcleo para um novo corpo denso na aurora de uma nova vida na Terra. Durante a vida ele está situado no ventrículo esquerdo do coração, próximo do ápice. O Átomo-semente é etérico e jamais poderá ser encontrado com um bisturi. En- quanto todos os demais átomos do corpo denso se renovam periodicamente, esse átomo continua subsistindo. E permanece estável não somente através de uma vida, mas de todos os corpos densos já usados por qualquer Ego em particular. A força do átomo-semente marca o Ego com as impressões recolhidas de todas as vidas anteriores vivenciadas num corpo físico. Esse átomo é retirado do corpo físico após a morte, e despertará somente na aurora de uma outra vida física para servir como núcleo de mais um corpo denso. Os registros ali contidos são ad aeternum, e formam nossa indi- vidualidade.

28 Estas qualidades em nós contidas precisam ser desenvolvidas até que se tornem conscientes e parte definitiva do que somos espiritualmente. Boa parte do aprendizado necessário só pode ser feita através das passagens cor- póreas. Sem estas experiências aqui vividas, ficaríamos estagnados e limita- dos ao que já aprendemos. O que temos de desenvolver em nosso atual está- gio depende da perfeita simbiose que hoje temos com nosso corpo físico, composto de tal forma a sentirmos tudo que precisamos para evoluir. O Plano que ora habitamos é o que pode oferecer todas as possibilida- des e acontecimentos onde, através das convivências, podemos elevar con- ceitos e aprender cada vez mais. O corpo mental que hoje possuímos é pro- duto da mecânica evolutiva da natureza e formado de matéria protoplasmá- tica, para que, através das nossas percepções sensoriais, possamos viver e aproveitar tudo o que nos acontece de forma a melhorar aquilo que hoje somos. Todos os sentimentos vividos em cada momento é uma forma de nos pôr de frente com aquilo que somos para, através de nossos questionamen- tos e convivências, aperfeiçoar e melhorar tudo o que pensamos e fazemos. Assim é que se dá a evolução do nosso ser mais íntimo, aquilo que efetiva- mente somos, independente da nossa forma física. O impacto de nossas experiências imprime na memória marcas que são empregadas como guia nas ações futuras, de modo que podemos corre- lacionar as experiências e inventar novos meios de ação. Somente neste lu- gar com muitas pessoas se desenvolvendo nas mais diversas condições (nos muitos lugares diferentes e em diversos graus) é que podemos presenciar todos os acontecimentos para poder sentir, avaliar, comparar, sobrepor, la- mentar, apreciar, invejar, sentir ciúmes, orgulho, amor, paixão, ternura, compaixão, medo, culpa, desejo, ódio, alegria, tristeza e tudo o mais que faz parte de nossos sentimentos e emoções, necessários para o desenvolvimento intelectual e moral, e de todas as percepções e faculdades que iremos utilizar nos próximos graus evolutivos. Através dos sentimentos somos impelidos a progredir para novas eta- pas. A cada dia uma nova forma de pensar é alcançada e incorporada. Novas percepções são aperfeiçoadas de acordo com o novo julgamento que faze- mos sempre que avançamos etapas. Isto se dá através dos estudos regulares, pelas dificuldades vivenciadas, pelas perdas, ganhos etc. As sensações expe- rimentadas ficam registradas como arquivos das percepções e compreensão intelectual formando nossa memória. Cada sensação que toca nosso senso de vida influencia nossa mente para adequar-se de forma mais apropriada.

29 As recordações das sensações formam as percepções. Toda percepção física ou psíquica é a recordação de uma sensação. Essas recordações organizam- se em grupos. Convertidas em causa comum, projetam-se externamente dando-nos os parâmetros para definir os objetos e tudo que nos rodeia. Quando uma experiência consegue lograr sucesso, e a impressão se torna um hábito, com o uso frequente este conceito se incorpora ao mecanismo mental, passando a fazer parte de seu todo. A compreensão verdadeira se manifesta como ação espontânea, natu- ral, simples e sem nenhuma indecisão. Isso só ocorre quando estamos livres dos processos da seleção conceitual. Compreensão intelectual é baseada na lembrança do que lemos, vimos ou ouvimos; é algo dualista, comparativo, calculista e dependente de conceitos de terceiros. Esse mecanismo mental baseado em comparações nos impede de ver a verdade ou realidade como ela é de fato em suas várias dimensões. Um conceito bom e verdadeiro aca- ba por fazer parte do repertório mental. Quando isso acontece não há mais necessidade da memória no processo de acionar o recurso, pois não é preci- so se lembrar daquele conceito, que então será mais uma ferramenta, mais um recurso disponível, e que será automaticamente utilizado sempre que necessário. Depois de inseridos em nossa unidade essencial, as reações daí comandadas são movimentos involuntários, impulsionados e executados de forma automática, sempre que uma situação exigir. Nenhuma lição, mesmo que a sua verdade seja superficialmente reco- nhecida, é de valor real como princípio ativo de vida enquanto o coração não tenha aprendido pela aspiração e pela amargura. Ciclos evolutivos Nosso atual estágio de desenvolvimento faz parte de um ciclo onde al- ternamos entre a vida espiritual e existências em um corpo físico, tal com a que agora vivemos. As etapas de desenvolvimento se dão entre o mundo espiritual e o mundo terreno. O ciclo reencarnatório (palingenesia) em que agora estamos persiste até que aprendamos tudo o que este plano pode ofe- recer em termos de desenvolvimento espiritual. Somente as confrontações e vivências do dia a dia é que podem fazer com que experimentemos todas as

30 situações necessárias. A maturidade se dá com o tempo, e assim é também com o espírito. Nossa onda de vida evolui assistida por seres que passaram por etapas evolutivas similares a estas que ora vivemos, em outras ondas de vida mais antigas. Esses seres de avançado desenvolvimento nos acompanham de forma oculta, e cuidam da preservação de tudo que possa nos proporcionar o desenvolvimento espiritual, sem interferir no nosso livre-arbítrio. Numa variedade imensa de graduações, eles são os anjos, serafins, querubins, ar- canjos etc. Depois de cada etapa corpórea fazemos uma parada para assimi- lação, que é o período em que vivemos no Plano Astral, depois da morte física. Lá permanecemos em nossa forma espiritual, sem as vestes corpó- reas, mas plenos de Consciência, até que uma nova oportunidade apropriada ao grau desenvolvido surja, para assim podermos voltar para uma nova ex- periência num corpo físico. Uma nova vida aqui na Terra acontece depois que nossos guias espiri- tuais identificam o momento mais apropriado para esta nova etapa, donde reiniciamos do ponto evolutivo alcançado na derradeira passagem terrena. Assim, alternamos nossas experiências entre o Plano espiritual e o físico. Sempre que cumprimos uma jornada terrena voltamos ao mundo espiritual para rever tudo que experimentamos na vida corpórea recém encerrada. En- tão temos a oportunidade de analisar tudo que fizemos na vida que acabara de terminar. Cada falha ficará marcada como um ponto a corrigir em novas provas futuras. O espírito sentirá o retorno de cada um de seus atos mais nobres, tal como a gratidão daqueles a quem ajudou ou fez o bem, do seu altruísmo e de todas as suas boas ações. Assim também se dá com as falhas e atos cometidos de forma contrá- ria às Leis Maiores, aqueles que conhecemos como pecados. Um ato de agressão cometido em vida fará com que o espírito sinta tudo que sua vítima sentiu quando sofreu a agressão. Uma dor causada a alguém será sentida na mesma amplitude do sofrimento sentido por aquele que foi vitimado. De- pois, passado um período de descanso e trabalho nos planos astrais, seremos novamente inclinados a viver outra etapa num corpo físico. Com o passar do tempo na vida espiritual, por determinação dos Guias da Evolução, somos chamados a conhecer modelos para uma nova existência corpórea que torne possível nosso avanço a partir do ponto que paramos.

31 Na nossa preparação para a volta, o corpo espiritual recebe os materi- ais de acordo com o grau de desenvolvimento conseguido na sua última existência terrena, mais a quinta-essência do resultado da depuração que tiver conseguido purgar na vida espiritual anteriormente vivida. A quinta-essência é aquilo que restou em termos de depuração. Tal como no refino de uma substância, o produto final deverá ser

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