2ª geração modenista (POESIA)

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Published on April 27, 2014

Author: nathacosta

Source: slideshare.net

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2ª GERAÇÃO MODERNISTA - POESIA

A segunda geração modernista no Brasil

http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/nihongo/files/2012/08/nagasaki.jpg http://cdn.ipsnoticias.net/wp-content/uploads/102305-20130201.jpg http://planetaorganico.com.br/site/wp-content/uploads/2009/07/cafesacos.gif http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Nazifascismo.gif Nazifascismo

Fatos Históricos: http://www.990px.pl/files/2009/08/5_000_arp1914122.jpg Segunda Guerra Mundial (1939-1945) Estado Novo (1937-1945) http://www.mundoeducacao.com/upload/conteudo_legenda/5afc652b8029e9b31f57f82f0a6d7bcf.jpg Intentona comunista (1935) http://4.bp.blogspot.com/_Njwlu7HQxOY/TMx-pqZ_yOI/AAAAAAAAA3g/_VxDhghQeik/s1600/foto368.jpg Combate ao socialismo http://2.bp.blogspot.com/-m0G_j2Bx66o/UgRaksqieSI/AAAAAAAAtWo/7lF-c1ITUGw/s1600/the-death-of-communism-1366x768.jpg

Características • A poesia apresenta um amadurecimento e aprofundamento da geração de 1922. • A radicalização ideológica • Predomínio da narrativa regional • Denúncia Social • Romance psicológico • Neo-realismo • Prosa e Poesia

Poesia A poesia nessa época vivia um de seus melhores momentos. Tratava de um período de maturidade e alargamento das conquistas dos modernistas da primeira geração. Nessa geração os poetas sentiam-se à vontade tanto para criar um poema com versos livres quanto para fazer um soneto. http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/w/wp-content/uploads/2012/01/vinicius-de-moraes-rosto.jpg http://famosos.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/cecilia-meireles/cecilia-meireles-2.jpg http://3.bp.blogspot.com/-r4FytPOE4LU/Tbh0yrJm7pI/AAAAAAAAAOU/1X3ob-yLtf8/s1600/drummond2.jpg http://www.acessa.com/cidade/arquivo/jfhoje/2006/05/12-murilo105/murilo_mendes.jpg http://www.brasilescola.com/upload/e/Jorge%20de%20Lima.jpg

Principais Poetas  Carlos Drummond de Andrade;  Murilo Mendes;  Cecília Meireles;  Vinícius de Moraes;  Jorge de Lima. http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/w/wp-content/uploads/2012/01/vinicius-de-moraes-rosto.jpg http://famosos.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/cecilia-meireles/cecilia-meireles-2.jpg http://3.bp.blogspot.com/-r4FytPOE4LU/Tbh0yrJm7pI/AAAAAAAAAOU/1X3ob- yLtf8/s1600/drummond2.jpg http://www.acessa.com/cidade/arquivo/jfhoje/2006/05/12-murilo105/murilo_mendes.jpg http://www.brasilescola.com/upload/e/Jorge%20de%20Lim

A 1ª fase (a fase gauche) tem como características o pessimismo, o isolamento, o individualismo e a reflexão existencial. Nota-se nesta fase um desencanto em relação ao mundo. Obras “Alguma Poesia” (1930) ;“Brejo das Almas” (1934); Características dessas obras: ironia, o humor e a linguagem coloquial. A 2ª fase, chamada fase social, é marcada pela vontade do poeta de participar e tentar transformar o mundo, o pessimismo e o isolamento da 1ª fase é posto de lado. O poeta se solidariza com os problemas do mundo. Obras “Sentimento do mundo” (1940);“José” (1942);“Rosa do Povo” (1945) A 3ª fase pode ser dividida em 2 momentos: poesia filosófica e poesia nominal. Poesia Filosófica: textos que refletem sobre vários temas de preocupação universal como a vida e a morte. Obras “Fazendeiro do ar” (1955);“Vida passada a limpo” (1959)

Poesia Nominal: repletas de neologismos e aliterações. Obras “Lição de coisas” (1962) A fase final (o tempo das memórias) Como o próprio nome já diz, as obras desta fase (década de 70 e 80), são cheias de recordações do poeta. Os temas infância e família são retomados e aprofundados além dos temas universais já discutidos anteriormente. Obras “Boitempo”; “Boitempo III”;“As impurezas do branco”;“Amor Amores” Conto: “Contos de Aprendiz” Crônica: “Passeios na Ilha”, “Cadeira de balanço”, “Os dias lindos”. João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história Quadrilha (1954) http://2.bp.blogspot.com/-GeFO-KcK_MQ/ThHamsuAIMI/AAAAAAAAAqw/r6xu5MuJNL0/s1600/4164166689_b449fdb075.jpg

Amor – pois que é palavra essencial Amor – pois que é palavra essencial comece esta canção e toda a envolva. Amor guie o meu verso, e enquanto o guia, reúna alma e desejo, membro e vulva. Quem ousará dizer que ele é só alma? Quem não sente no corpo a alma expandir-se até desabrochar em puro grito de orgasmo, num instante de infinito? O corpo noutro corpo entrelaçado, fundido, dissolvido, volta à origem dos seres, que Platão viu completados: é um, perfeito em dois; são dois em um. Integração na cama ou já no cosmo? Onde termina o quarto e chega aos astros? Que força em nossos flancos nos transporta a essa extrema região, etérea, eterna? Ao delicioso toque do clitóris, já tudo se transforma, num relâmpago. Em pequenino ponto desse corpo, a fonte, o fogo, o mel se concentraram Vai a penetração rompendo nuvens e devassando sóis tão fulgurantes que nunca que a vista humana os suportara, mas, varado de luz, o coito segue. E prossegue e se espraia de tal sorte que, além de nós, além da própria vida, como ativa abstração que se faz carne, a idéia de gozar está gozando (...) Curiosidade Após a sua morte descobriu-se um conjunto de poemas eróticos que ele mantinha em segredo intitulado “O amor natural” (1992). http://payload159.cargocollective.com/1/1/37086/5487374/prt_220x220_1366999953.jpg

Elegia,1938 (Sentimento do Mundo) Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações no encerram nenhum exemplo. Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual. Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção. À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas. Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas de dispensam de morrer. Mas o terrvel despertar prova a existência da Grande Máquina e te repe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras. Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negcios do esprito. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Ao telefone perdeste muito, muitssimo tempo de semear. Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século a felicidade coletiva. Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuiu porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan Os inocentes do Leblon não viram o navio entrar. Trouxe bailarinas? Trouxe imigrantes? Trouxe um grama de rádio? Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram, mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam nas costas, e esquecem. Os desiludidos do amor estão desfechando tiros no peito. Do meu quarto ouço a fuzilaria. As amadas torcem-se de gozo. Oh quanta matéria para os jornais. Desiludidos mas fotografados, escreveram cartas explicativas, tomaram todas as providências para o remorso das amadas. Pum pum pum adeus, enjoada. Eu vou, tu ficas, mas nos veremos seja no claro céu ou no turvo inferno. Os médicos estão fazendo a autópsia dos desiludidos que se mataram. Que grandes corações eles possuíam. Vísceras imensas, tripas sentimentais e um estômago cheio de poesia… Agora vamos para o cemitério levar os corpos dos desiludidos encaixotados completamente (paixões de primeira e de segunda classe). Os desiludidos seguem iludidos, sem coração, sem tripas, sem amor. Única fortuna, os seus dentes de ouro não servirão de lastro financeiro e cobertos de terra perderão o brilho enquanto as amadas dançarão um samba bravo, violento, sobre a tumba deles. https://www.youtube.com/watch?v=g1j_xVgsK28

E agora, josé? A festa acabou, A luz apagou, O povo sumiu, A noite esfriou, E agora, josé? E agora, você? Você que é sem nome, Que zomba dos outros, Você que faz versos, Que ama, protesta? E agora, josé? Está sem mulher, Está sem carinho, Está sem discurso, Já não pode beber, Já não pode fumar, Cuspir já não pode, A noite esfriou, O dia não veio, O bonde não veio, O riso não veio Não veio a utopia E tudo acabou E tudo fugiu E tudo mofou, E agora, josé? Sua doce palavra, Seu instante de febre, Sua gula e jejum, Sua biblioteca, Sua lavra de ouro, Seu terno de vidro, Sua incoerência, Seu ódio - e agora? Com a chave na mão Quer abrir a porta, Não existe porta; Quer morrer no mar, Mas o mar secou; Quer ir para minas, Minas não há mais. José, e agora? Se você gritasse, Se você gemesse, Se você tocasse A valsa vienense, Se você dormisse, Se você cansasse, Se você morresse... Mas você não morre, Você é duro, josé! Sozinho no escuro Qual bicho-do-mato, Sem teogonia, Sem parede nua Para se encostar, Sem cavalo preto Que fuja a galope, Você marcha, josé! José, para onde? Você marcha José, José para onde? Marcha José, José para onde? José para onde? Para onde? E agora José? José para onde? E agora José? Para onde?

As sem razões do amor (Carlos Drummond de Andrade) Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.

Nasceu em juiz de fora, minas gerais. Trabalhou na Europa em 1953 como professor lecionando em vários países, nos quais conheceu artistas de quase todo o mundo. Ele é considerado por alguns como o principal representante da poesia surrealista no Brasil. Murilo Mendes é autor de uma obra que está longe de poder receber uma classificação taxativa. Ela é o resultado das múltiplas experiências pelas quais o autor passou, o cristianismo, o surrealismo, a poesia social, o neobarroquismo e o experimentalismo lingüístico. Em 1930, publicou “Poemas”, seu primeiro livro, sempre negando ser filiado de algum movimento específico, nem mesmo do Modernismo, até que em 1934 converteu-se ao Catolicismo e, com Jorge de Lima, dedicou- se à poesia religiosa, mística, num movimento de "restauração da poesia em Cristo".

Obras de Murilo Mendes • Bumba-meu poeta (1930) • Historia do Brasil (1932) • Tempo e eternidade (1935) • Contemplação de ouro preto (1940) • Siciliana, tempo espanhol, convergência são as três ultimas obras de Murilo Mendes.

Fez uma brilhante carreira como médico,além de ingressar na vida política, se afirmou como poeta. Embora ele seja conhecido como poeta, sua obra não se restringia à poesia. Foi também pintor, fotógrafo, ensaísta, biógrafo, historiado r e prosador. Um aspecto marcante de Jorge de Lima nessa fase é a presença da raça negra. Sua poesia, ao mesmo tempo que denuncia a condição de exploração e marginalização a que sempre foram submetidos os negros no pais, consegue também captar sua linguagem, sua alma, seu modo de pensar e de agir http://www.brasilescola.com/upload/e/Jorge%20de%20Lima.jpg

Obras de Jorge de Lima • XIV alexandrinos (1914) • O mundo do menino impossível (1925) • Poemas (1927) • Tempos e eternidade (1935) • Poemas negros (1937) • A invenção de Orfeu • Entres outras

Cecília Meireles • A primeira grande escritora da literatura brasileira, é a primeira voz feminina de nossa poesia moderna. A produção literária de Cecília Meireles é ampla, embora mais conhecida como poetisa, deixou contribuições no domínio do conto, da crônica, da literatura infantil e do folclore. No ponto de vista formal, Cecília foi a mais habilidosa em nossa poesia moderna, sendo cuidadosa em sua seleção vocabular e forte inclinação para a musicalidade http://famosos.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/cecilia-meireles/cecilia-meireles-2.jpg

“Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno(...)” http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/3/3d/Cec%C3%ADlia_Meireles.jpeg (...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

http://famosos.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/cecilia-meireles/cecilia-meireles-2.jpg Retrato Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: Em que espelho ficou perdida a minha face? http://2.bp.blogspot.com/-EwrQyZqv984/UTYcwuMe1rI/AAAAAAAAAU0/ShFXI9S1idk/s1600/filme+up.jpg

Quando penso em você Fecho os olhos de saudade Tenho tido muita coisa Menos a felicidade Correm os meus dedos longos Em versos tristes que invento Nem aquilo a que me entrego Já me dá contentamento Pode ser até manhã Cedo, claro, feito o dia Mas nada do que me dizem Me faz sentir alegria Eu só queria ter do mato Um gosto de framboesa Pra correr entre os canteiros E esconder minha tristeza E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza E deixemos de coisa, cuidemos da vida Pois senão chega a morte E nos arrasta moço Sem ter visto a vida É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol São as águas de março fechando o verão É promessa de vida em nosso coração http://geraldojose.com.br/ckfinder/userfiles/images/fagner.jpg

Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé. Não conhece nem mi nem fá mas inclina o corpo para cá e para lá. Não conhece nem lá nem si, mas fecha os ohos e sorri. Roda, roda, roda com os bracinhos no ar e não fica tonta nem sai do lugar. Põe no cabelo uma estrela e um véu e diz que caiu do céu. Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Mas depois esquece todas as danças, e também quer dormir como as outras crianças. http://2.bp.blogspot.com/_VoBdvAQdbpg/S-DQnrS1-FI/AAAAAAAAA98/BVqA2AW7g7E/s1600/Bailarina.jpg

http://imagens.elivrosgratis.com/capas/Romanceiro.da.Inconfidencia-Cecilia.Meireles-LivrosGratis.net.jpg Fruto de longa pesquisa histórica, Romanceiro da Inconfidência é, para muitos, a principal obra de Cecília Meireles. Nesse livro, por meio de uma hábil síntese entre o dramático, o épico e o lírico, há um retrato da sociedade de Minas Gerais do século XVIII, principalmente dos personagens envolvidos na Inconfidência Mineira, abortada pela traição de Joaquim Silvério dos Reis, o que culminou na execução de Tiradentes.

Obras de Cecília Meireles Espectro - 1919 Criança, meu amor - 1923 Nunca mais... - 1923 Poema dos Poemas -1923 Baladas para El-Rei - 1925 O Espírito Vitorioso - 1935 Viagem - 1939 Vaga Música - 1942 Poetas Novos de Portugal - 1944 Mar Absoluto - 1945 Rute e Alberto - 1945 Rui — Pequena História de uma Grande Vida - 1948 Retrato Natural - 1949 Amor em Leonoreta - 1952 12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta - 1952 Romanceiro da Inconfidência -1953 Poemas Escritos na Índia - 1953 Batuque - 1953 Pequeno Oratório de Santa Clara - 1955 Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro - 1955 Panorama Folclórico de Açores -1955 Canções - 1956 Giroflê, Giroflá - 1956 Romance de Santa Cecília - 1957 A Rosa - 1957 Obra Poética -1958 Metal Rosicler -1960 Solombra -1963 Ou Isto ou Aquilo -1964 Escolha o Seu Sonho - 1964

Vinícius de Morais • Nasceu no Rio de janeiro, formou-se em Letras em 1929 e em Direito em 1933, ano em que publicou seu primeiro livro de poemas, O Caminho para a Distância. Tornou-se representante do Ministério de Educação junto à censura cinematográfica. Ele ingressou na vida do Jornalismo no ano de 1940, e nesse período conheceu intelectuais e artistas de todo o mundo. Como poeta, Vinícius integra o grupo de poetas religiosos que se formou no Rio de janeiro entre as décadas de 1930 e 40. http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/w/wp-content/uploads/2012/01/vinicius-de-moraes-rosto.jpg

Tarde Em Itapoã Vinicius de Moraes Um velho calção de banho O dia pra vadiar Um mar que não tem tamanho E um arco-íris no ar Depois na praça Caymmi Sentir preguiça no corpo E numa esteira de vime Beber uma água de coco É bom Passar uma tarde em Itapuã Ao sol que arde em Itapuã Ouvindo o mar de Itapuã Falar de amor em Itapuã Enquanto o mar inaugura Um verde novinho em folha Argumentar com doçura Com uma cachaça de rolha E com o olhar esquecido No encontro de céu e mar Bem devagar ir sentindo A terra toda a rodar É bom Passar uma tarde em Itapuã Ao sol que arde em Itapuã Ouvindo o mar de Itapuã Falar de amor em Itapuã Depois sentir o arrepio Do vento que a noite traz E o diz-que-diz-que macio Que brota dos coqueirais E nos espaços serenos Sem ontem nem amanhã Dormir nos braços morenos Da lua de Itapuã

Obras de Vinícius de morais • Antologia poética (1955) • Ariana, a mulher (1936) • Cinco elegias (1943) • O operário em construção (1956) • Pra viver um grande amor (1962) • Para uma menina com uma flor (1966)

Soneto de Fidelidade Vinicius de Moraes De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa lhe dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure

Eu sei que vou te amar Vinicius de Moraes Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida eu vou te amar Em cada despedida eu vou te amar Desesperadamente, eu sei que vou te amar E cada verso meu será Pra te dizer que eu sei que vou te amar Por toda minha vida Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que esta ausência tua me causou Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver A espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida

A Rosa de Hiroshima Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida. A rosa com cirrose A antirrosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada.

Soneto de separação De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama. De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente. Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente. http://mensagens.culturamix.com/blog/wp-content/uploads/2013/09/mensagens-sobre-separacao-e-religiao-foto.jpg

Se Todos Fossem Iguais a Você Vinicius de Moraes Vai tua vida, Teu caminho é de paz e amor Vai tua vida é uma linda canção de amor Abre os teus braços E canta a última esperança A esperança divina de amar em paz Se todos fossem iguais a você Que maravilha viver Uma canção pelo ar, Uma mulher a cantar Uma cidade a cantar, A sorrir, a cantar, a pedir A beleza de amar Como o sol, Como a flor, Como a luz Amar sem mentir, Nem sofrer Existiria verdade, Verdade que ninguém vê Se todos fossem no mundo iguais a você http://www.reidaverdade.net/wp-content/uploads/2011/03/vinicius-de-moraes-3.jpg

http://www.euniverso.com.br/Imagens/garotadeipanema.jpg

Até a próxima aula, pessoal!!!

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