002 proposta exposição coletiva nq, final

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Published on October 30, 2012

Author: Quaresma01

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Documento em fase de construção, para consulta:

AKA

Also Known As

Depois dos retornos em torno do desafio inicial para a sugestão de
títulos para a Mostra Coletiva para a qual estamos alinhados, esta foi
a expressão que mais se destacou das múltiplas postuladas entre todos
durante esta primeira fase.

AKA, Also Known As, “Também Conhecido Por”… Chegou pois o momento de
encetar o segundo desafio: o de criar a imagem/ conceito de Design
Visual para a iniciativa.

Falo de escolhas tipográficas, formatos para paginação do catálogo
(uma vez que o primeiro serve apenas para elencar Autores, Obras e
alguns vetores iniciais que nortearam o desafio para esta Coletiva),
material promocional impresso, digital e Site de Internet.

Nesta 2ª fase da organização compete-nos passar da ideia à forma, não
apenas em matéria de Design e Conceito Curatorial, mas sobretudo na
produção de Obras.

A primeira que da minha parte vos envio, na forma de partilha e
desafio, é também a primeira que dou como concluída apenas com fim à
adequação ao(s) tema(s)/ reflexão deste evento. (Less)
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Categoria: Arte e design > Fotografia
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Data de envio: 10/30/2012
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iniciativa001.12012

"Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã" Mahatma Gandhi

02

INTRODUÇÃO113/115 devir| Sentimento de impotência em relação a esta mudança avassaladora.Um lugar, um ponto de encontro, uma oportunidade. É uma tarefa difícil?A ideia surgiu sob o mote da Arte como espaço vivo e Ou será antes, e ainda no registo da saciedade, “o pãosimbólico que é também um lugar para se viver, biolo- nosso de cada dia”, que não custa nem envergonhagicamente claro está. mostrar?Sentíamos, alguns, a carência desta dimensão mais Em vez de uma resposta linear, descobrimos antes ou-completa, desta pequena grande parte da nossa Huma- tro processo criativo.nidade, e o apelo pela qualidade da experiência artís- Associámos livremente tudo o que nos veio à ideia etica per si e da sua vivência na pluralidade – o apelo colocámo-lo em papel.pela dialética no discurso visual. O que a seguir se tenta fazer é cumprir o passo seguin-113/115 é o espaço em que, seminalmente, eu e Si- te:mão Carneiro, um dos Autores incluídos nesta inicia- Escolher o Título, fixar o Calendário e sustentar umativa, estaremos a pintar, durante dois meses, pela mão, Itinerância possível no Parque da Nações em Lisboa egenerosidade e disponibilidade de uma Mecenas das num 2º espaço ainda em angariação, no Município deArtes (Obrigado Margarida J). Cascais.Durante este período, a pintar com a vontade e ânimode quem procura, ao fim de um longo jejum, de pão pa- UBUNTU, how can one of us be happy if all the otherra a boca, estaremos também a cuidar e a reabilitar o ones are sad?espaço para acolher a 1ª seleção expositiva de um con- Retirado de um diálogo entre membros de uma Tribojunto alargado de Artistas. no Malawi, com evocação da cultura Xhosa.O evento que cumulará este período de tempo é o “ban- UBUNTU significa: "Eu sou porque nós somos"quete”, e esta é uma crença que se funda na qualidadedos Autores convidados, em que daremos saciedade aquem está, também, assim faminto de emoção, senti-mento, profundidade, densidade, dramatismo ou atémesmo comicidade, “non sense”, com toda a evoca-ção poética possível, por contraste com a realidade du-ra e crua do momento que atravessamos.CRISEUm Mundo em crise. Em fim dela… no seu início…Na verdade e em síntese, o mote é este binómioArte|Ser Humano enquanto criador versus Mundo em 03

CONCEITO “ Nós, os seres humanos, tivemos a nossa origem nu- ma linha de primatas bípedos que é possível localizar, na sua existência, há cerca de uns três milhões e meio de anos atrás. Estes nossos antepassados eram seres que tinham ma- is ou menos o tamanho de um menino de oito anos de idade. Caminhavam em posição erecta, como nós, e devem ter tido igual capacidade para manejar e utili- zar o seu corpo. A sua massa cerebral andava por volta se, a linguagem surgiu entrelaçada no emocionar, de um terço do volume da nossa. É possível afirmar constituindo o conversar, e nesta origem do conversar que viviam em grupos relativamente pequenos de 12 a junto com o viver surgiu o humano (...)” 15 pessoas, incluindo jovens, adultos e bebés. Estes seres eram recolectores de alimentos (...) Tradução e interpretação pontual de parágrafos retirados da obra “El Sentido de lo Humano” de Humberto Maturana, 8ª edição, 1996, pags 250 e 251 O modo de vida próprio destes nossos antepassados era, no seu fundamental, igual ao modo dos dias de ho- Este é o texto mais interessante e provavelmente o me- je mas sem o uso da linguagem: vivia-se em grupos pe- nos consensual que encontrei para fundar as pergun- quenos como famílias grandes; compartilhavam-se os tas mote para o conceito expositivo de fundo: alimentos; vivia-se na envolvência sensual da carí- cia; vivia-se numa sexualidade frontal que implicava « Se a Linguagem e o Amor são o fundamento do estar cara a cara um com o outro, na intimidade de um Humano como pode a Má Moeda regular a a nossa encontro pessoal; e por último, possivelmente; vivia- existência individual e coletiva? » se numa participação dos machos no cuidado e cria- ção das crianças. (...) « Considerando que na Arte ocupamos livremente a Vamos assumir que nada se passa nos sistemas vivos nosso lugar no Mundo pelo que, se a cada um de nós, a que a sua biologia não o permita e que tão pouco esta partir do ponto em que nos posicionamos, nos fosse da- biologia determina o que sucede no viver, senão na es- da a possibilidade de arremessar uma mensagem im- pecificação dos limites para o que é possível suceder portante, qual seria e quais os destinatários » (...) Foi neste modo de vida, em estreita interacção sensu- «Se nada disto te faz sentido, porque é que não al, com partilha do alimento, com participação dos ma- fazes antes o que te apetece?» chos no cuidar das crianças, que teve origem a lingua- gem, como uma maneira de viver em coordenações de Nota: o conceito na verdade está em aberto, pelo que coordenações de conduta consensuais, e ao originar- se aceitam outras sugestões e contribuições :)04

PROPOSTAS PARA TÍTULO 76. com e sent arte toghether 48. see it 77. Very "arde"! 49. toutch it 78. hard ideas (lolo) 50. don´t eat it 79. Arde ideias 80. Peace and art 51. happy minute 81. art and constructions 52. Molhando-se à chuva 82. Brothers and sisters art 53. espreitadelas 83. Art and brain 54. Voa mas nao cái! 84. Arde e bem 55. Meter o nariz 85. Dificult title 56. nothing 86. much arte , machar te (lol) 57. else 87. mancharte 58. espreita ou peek 88. fazPArte 59. stalk 89. Expressar te 60. housewall 90. aRRISCA 61. block ideas 91. OLH alharte 62. curiosity block 92. Sardinha com espinha 63. spherical block 93. Balelarte 64. square spherical 94. Xifonetes 65. possibility and impossibility 95. Póarte 66. block possibility 96. Milimétrico e palmo 67. exact 97. brain ideas 68. jumped 98. fell ideas 69. expressamente obrigatorio 99. ideias box 70. expressatarte 100. box ideas 71. criar te 101. why art ideas?Nuno Quaresma 28. Civilization 72. brainarte 102. Why ideas? 29. 4 73. and ar- te (and arte)1. Daqui a nada estás a levar um 30. 3,14 103. Experience and make 74.expressar te 104. make art ...papo seco MAN (Money – 31. I glorified You 75. concentr ar te limonAuthority – Need ) Ana Raposo2. BAD MAN (Money – Authority– Need ) 33. Onde deixei as minhas asas?3. No Mans Land 34. Não gosto assim...4. 3 Crossed Road 35. Amo a tua mente5. Gloria 36. Real ou virtual? 6. Aka 37. azul, claro! 7. Abba 38.Queria conhecer-te um dia8. Revolução 39. Se chover vou entender9.Revolution 40. Fala10.Pérola 41. Perto11.Bi-gode Almighty 42. Quase que te senti perto, mas12. Semper estavas longe, muito longe13. Tina… Tina 43. je veux14. SIR- Seu Romântico Incurável 44. O que já foi15. Acess Denied 45. Bananas, bolacha maria, sumo16. Sem Acesso17. Angústia para o Jantar de limão e mel18. Gaita19. Outra vez peixe frito Simão Carneiro20. Standing Ovation21. A Cigarra e a Formiga 46. Tisana22. Branco23. Cinzento Fernando Glória24. Azul25. Freiheit 47. Rambóia26. Ich und du27. Semper Paratus Sara Silva 05

LUGAREXPOSITIVO? O museu é uma instituição ocidental que expressa uma intenção de colecionar objetos para serem mos- trados. Desde a Grécia antiga encontramos referên- cias a coleções e instituições preocupadas com a me- mória, como aquela existente no Liceu de Aristóte- les (334 AC) ou no Mouseion. Criado juntamente com a Biblioteca por Ptolomeu, em Alexandria (séc. III AC), ambas vinculadas a Ale- tas operações não surgem com o museu, nem com a bi- xandre Magno. Inicialmente estas instituições não blioteca e nem com o arquivo, mas com a coleção, seja se dissociam da pesquisa e da educação e utilizam ela qual for, e estão (as operações) muito próximas - na como sua matéria-prima a coleção de objetos, plan- sua origem - com as classificações dos seres e do co- tas e animais da natureza. A partir de fins do século nhecimento. Entretanto, mais do que a organização XVIII o museu recolhe e abriga fragmentos, objetos, dos objetos, livros ou obras, é a motivação de seu agru- artefatos e obras da natureza e da cultura e os agrupa pamento o aspeto que mais nos interessa; a ordem que em coleções com o propósito de expor. Essa memó- está por trás das exposições, aquela que norteia a mon- ria, constituída a partir de objetos selecionados se- tagem dos acervos, os agrupamentos das peças, sua se- gundo critérios de valor, não provém de um colecio- quência, distribuição e formas de exposição. Estas nismo neutro ou isento, mas comprometido com o po- ações revelam aspetos da matriz cultural de uma épo- der hegemônico, com as ideias e o contexto da época ca, já que as formas de organização estão profunda- em que ocorre. O conceito de valor não é absoluto e mente vinculadas a epistéme (2 ). varia em cada cultura e ao longo da história da huma- Existem formas de organização diferentes para mo- nidade, e cada coleção traz a assinatura de sua épo- mentos diferentes e também para culturas particula- ca e de seus patrocinadores. res. Os gabinetes de curiosidades do Renascimento e O museu tem, com a Biblioteca e o Arquivo, algumas as bibliotecas da mesma época não tinham as mesmas características em comum: são eles os depositários formas de organização que utilizamos hoje. Ao olhar da memória coletiva, o que não se resume apenas à uma imagem de um desses gabinetes a nossa tendên- manutenção e conservação das coleções. Envolve cia é a de ver um acúmulo de objetos colocados uns ao também a exposição desse acervo para as pessoas de lado dos outros, sem qualquer tipo de organização, cri- forma a prover o rápido acesso e recuperação dos ob- tério de agrupamento ou mesmo relação entre eles. Qu- jetos ou informações desejados, o que leva à neces- al seria a ligação possível entre a pintura de uma pai- sidade de um trabalho interno de identificação, cata- sagem, um peixe embalsamado e uma lâmpada a óleo? logação e de classificação, seja uma coleção de li- No entanto os gabinetes possuíam formas de organiza- vros, de quadros ou de vasos etruscos. No entanto es- ção bastante coerentes, mesmo que nós tenhamos difi- culdades em identificá-las.06

Notas:1. O termo espaço relacional é utilizado por Matura-na, para quem “A autoconsciência não está no cérebro– ela pertence ao espaço relacional que se constitui nalinguagem. “ (Maturana,1998b, p. 28). Também Moacir dos Anjos utiliza a expressão ao falardo museu atual: “o Museu na contemporaneidade éum espaço de construção de uma ideia de estar no mun-do; o Museu é, portanto, um espaço relacional entre oshomens e as coisas” (ANJOS, s/d).2. Epistéme, ou campo epistemológico é, paraFoucault, “onde os conhecimentos, encarados fora detodo o critério que se refira ao seu valor universal ou àssuas formas objetivas, enraízam a sua positividade emanifestam assim uma história que não é a da sua per-feição crescente, mas antes a das suas condições depossibilidade; nesta narrativa, o que deve aparecersão, no espaço do saber, as configurações que deram lu-gar às diversas formas do conhecimento empírico”(FOUCAULT, 1966: 10).In Museu: de espelho do mundo a espaço relacional , de Durval de Lara Filho, 2006Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Áreade concentração Cultura e Informação, Linha de pesquisa Mediação e Ação Cultural daEscola de Comunicações e Artes da Universidade de SãoPaulo, como exigência parcial pa-ra a obtenção do título de Mestre em Ciência da Informação, sob a orientação do Prof. Dr.Martin Grossmannhttp://www.scribd.com/doc/50085781/Museu-de-espelho-do-mundo-a-espaco-relacional-FILHO-Durval-de-Lara 07

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AUTORESSara Silva – Pintura, Desenho, Colagem duis dolore te feugait nulla facilisi. Nam liber temporMário Rainha Campos – Fotografia, Performance cum soluta nobis eleifend option congue nihil imper-Ana Raposo – Pintura, Multimédia diet doming id quod mazim placerat facer possim as-Simão Carneiro – Pintura, Desenho sum. Typi non habent claritatem insitam; est usus le-Fernando Glória – Pintura, Desenho gentis in iis qui facit eorum claritatem. Investigatio-Joana Escada – Desenho, Escultura nes demonstraverunt lectores legere me lius quod iiSaskia Ludescher - Multimédia legunt saepius. Claritas est etiam processus dynami-Simona Scotti - Multimédia cus, qui sequitur mutationem consuetudium lecto-Paulo Muiños - Fotografia rum. Mirum est notare quam littera gothica, quamPaulo Castanheira - Fotografia nunc putamus parum claram, anteposuerit litterarumAna- Fotografia formas humanitatis per seacula quarta decima et quin-Clo Bougard - Pintura ta decima. Eodem modo typi, qui nunc nobis videnturSérgio Dantas - Multimédia parum clari, fiant sollemnes in futurum.Lorem ipsumGlória Oliveira – Desenho, Pintura dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diamDiana Almeida – Desenho, Pintura nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet doloreFilipe Belo – Escultura magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim ad minimSara Livramento – Pintura veniam, quis nostrud exerci tation ullamcorper susci-Artur Simões Dias – Desenho, Pintura, Escultura pit lobortis nisl ut aliquip ex ea commodo consequat.Claudine Rodrigues- Desenho, Pintura Duis autem vel eum iriure dolor in hendrerit in vulpu-João Silva- Pintura tate velit esse molestie consequat, vel illum dolore euInês Gomes- Desenho, Escultura feugiat nulla facilisis at vero eros et accumsan et iustoMiguel Portelinha- Pintura, Street Art odio dignissim qui blandit praesent luptatum zzril de-bh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam PROCURA-SEerat volutpat. Ut wisi enim ad minim veniam, quis nos-trud exerci tation ullamcorper suscipit lobortis nisl utaliquip ex ea commodo consequat. Duis autem veleum iriure dolor in hendrerit in vulputate velit essemolestie consequat, vel illum dolore eu feugiat nullafacilisis at vero eros et accumsan et iusto odio dignis-sim qui blandit praesent luptatum zzril delenit augue Comissária Curator 09

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AKA?AKAAlso Known As 002 nqDepois dos retornos em torno do desafio inicial para “JAWS 1 AKA Capitalismo Financeiro não nos comaa sugestão de títulos para a Mostra Coletiva para a por parvos.”qual estamos alinhados, esta foi a expressão que ma- Técnica mista sobre tela, 50x60 cm, incompletais se destacou das múltiplas postuladas entre todosdurante esta primeira fase. 003 nqAKA, Also Known As, “Também Conhecido Por”… “JAWS 2 AKA O Medo mata a Criatividade”Chegou pois o momento de encetar o segundo desa- Provavelmente a óleo sobre tela, grande formato – díp-fio: o de criar a imagem/ conceito de Design Visual tico … e a caminho tenho também:para a iniciativa.Falo de escolhas tipográficas, formatos para pagina- 003 nqção do catálogo (uma vez que o primeiro serve ape- “Forçar a História a repetir-se AKA outra vez peixe fri-nas para elencar Autores, Obras e alguns vetores ini- to!”ciais que nortearam o desafio para esta Coletiva), Provavelmente a óleo sobre tela, pequeno formatomaterial promocional impresso, digital e Site deInternet. Na seleção constam já também outras obras que ainda não titulei e legendei e para as quais aproveito e peçoNesta 2ª fase da organização compete-nos passar da esta informação.ideia à forma, não apenas em matéria de Design e Para quem ainda não abraçou o desafio, reitero o con-Conceito Curatorial, mas sobretudo na produção de vite.Obras.A primeira que da minha parte vos envio, na forma Com um Abraçode partilha e desafio, é também a primeira que dou Nuno Quaresmacomo concluída apenas com fim à adequação ao(s)tema(s)/ reflexão deste evento.001 nq“O Embuste da Austeridade AKA não me toques nopão senão temos molho”Lápis de cor e aguarela sobre papel, 55x65 cm, Outu-bro de 2012… sobre o cavalete tenho o:

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